A Purificação: O espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mateus 26:41)

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"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" Mateus 26:41.

 Introdução 

Continuamos o estudo sobre a purificação dos pecados e hoje falaremos sobre a tentação e como fugir delas para viver continuamente em purificação. O texto escolhido para tratar este tema não foi aleatório, mas um dos textos que melhor tratam sobre este tema. Percebemos que continuamente utilizamos este texto de Mateus de forma incorreta e por isso tentaremos verificar o que, de fato, o texto está dizendo. Também é interessante falar sobre estas coisas após lermos o texto acerca do caminho do pecado e da concupiscência. Esta é a sua continuação. Portanto se você ainda não leu, não deixe de ler o texto anterior: Cada um é tentado pela sua própria cobiça. E se você começou a ler nesta parte, sugiro iniciar no começo deste estudo com o texto A luta contra o pecado. Todas as demais partes estão ao final deste texto.

 As tentações 

Antes de iniciar as tratativas sobre as tentações devemos nos perguntar algo bem simples: o que são as tentações? Resumidamente as tentações são os nossos desejos da carne que estão continuamente nos incitando a pecar e a cometar todo tipo de impureza e devassidão. É quando aquele desejo interior, que nos instiga ao pecado, floresce e se torna real e tangível.

No texto anterior sobre o caminho do pecado nós estudamos as etapas que nos levam a morte, iniciando seu trajeto pelos nossas cobiças internas. Conforme a própria carta de Tiago nos ensina, "[...] cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz" Tiago 1:14. Ou seja, a tentação é a nossa cobiça sendo colocada em nossas vidas na prática. Então quando eu cobiço o pecado, ou sou tentado pelo pecado, estou sofrendo tentação. É por isso que o texto anterior, Cada um é tentado pela sua própria cobiça, é tão importante. Entender este processo nos levará a fugir dele em seu inicio, ou seja, nas tentações.

 Quem nos tenta? 

"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar" 1 Pedro 5:8.

Muitas pessoas acham que Deus é que nos tenta ou mesmo o diabo. Então por quem somos tentados? O mesmo texto de Tiago nos diz que nós somos tentados pela nossa própria cobiça (ou concupiscência). Não podemos culpar a Deus e nem mesmo o diabo pelas nossas tentações, porque primeiramente nós somos tentados por nós mesmos. É a nossa cobiça que nos engoda e atrai ao pecado.

É claro que o diabo tem parte neste processo e também se oferece para nos tentar. O evangelho de Mateus nos fala que "[...] foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo" Mateus 4:1. Então é certo que o diabo nos tenta, porém ele apenas nos tenta naquilo que cobiçamos. Ele nada mais é do que um amplificador da nossa própria maldade interior. Se somos tentados pelo diabo é porque a nossa cobiça foi manifestada e conhecida. Sabemos não é pecado ser tentado como nós vimos no estudo anterior, porém é bom atentar para a tentação, pois se somos tentados temos apenas dois caminhos a seguir: podemos vencer ou ser derrotados.

A tentação é a prova da nossa fé e o que irá comprovar se a nossa fé é verdadeira ou não. Se permanecermos sendo derrotados em nossas tentações, fato é que a nossa fé não é verdadeira, mas falsa. Mas se através do sangue de Cristo vencermos todas as tentações, então certamente a nossa fé é aprovada e comprovada pela prova da fé.

 Vigiai e orai 

"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação" Mateus 26:41.

É certo que vencer o pecado não é tarefa fácil. Por isso é necessário considerar como, na prática, podemos alcançar esta vitória e fugir das tentações. O versículo deste estudo responde exatamente esta pergunta: devemos vigiar e orar. Mas o que Jesus está querendo dizer com estas coisas? É interessante perceber o contexto destas palavras. Aqui Jesus estava orando no Getsêmani alguns momentos antes de ser preso pelos judeus. Ele chamava os discípulos para permanecerem acordados e orando com ele, mas os discípulos não conseguiram e adormeceram. Neste momento Jesus referiu tais palavras.

Veja que a cruz foi a maior das tentações de todos os tempos. Não à toa Jesus também disse em sua oração: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" Mateus 26:39. Tamanha era a angústia de Jesus que ele chegou a suar gotas de sangue! O seu corpo certamente desfalecia, mas no seu interior ele se renovava em oração. Por isso a única e mais perfeita forma de nos manter firmes contra as ciladas e tentações do diabo é permanecer vigilantes, sempre "acordados" e orando com ainda mais fervor.

Não se engane! O diabo anda em nosso redor buscando meios de nos derrotar. Se somos tentados, como o Senhor nos ensinou, devemos vigiar e orar. E o que seria vigiar senão permanecer acordado e atento a tudo que acontece à nossa volta? Devemos permanecer atentos quantos aos seus ardis sempre em orações e súplicas para que a vontade eterna e perfeita de Deus tome todo o nosso coração. Mas vigiar também é ter zelo em escolher e permanecer firmado na vontade de Deus. Veja que Jesus, ainda que estive extremamente angustiado pelo que se seguiria, permaneceu firme a vontade de Deus para ele, que era a cruz. Se andarmos dessa forma orando em todo momento andaremos sob a luz do Espírito e não conforme as cobiças do nosso interior.

Se tentarmos vencer as tentações pela nossa capacidade ou por quaisquer outros meios que não sejam a vigilância e a oração nada mais seremos do que religiosos. Certamente pecaremos no final de tudo e seremos derrotados. Qualquer subterfúgio que você encontre que não seja vigiar e orar certamente não funcionará. A chave para vencer todas as coisas já nos foi dada: vigiai e orai.

 O Espírito está pronto, mas a carne é fraca 

Jesus concluiu suas palavras dizendo que o Espírito está pronto, mas que a carne é fraca. O que ele quis dizer com estas palavras? Hoje percebemos que as pessoas usam este texto para explicar o seu próprio pecado e insuficiência em se purificarem. Afinal de contas, a carne é fraca, não é mesmo? E esta afirmação realmente não está incorreta. Porém, nós nos esquecemos da parte mais importante deste texto, que é: o Espírito está pronto.

Quando Jesus diz que o Espírito está pronto ele está dizendo que é possível vencer as tentações, mas somente através da vida do Espírito. Quem vive na carne não pode agradar a Deus, pois não cumpre a sua vontade, mas cumpre a vontade da carne. Porém, os que se inclinam para o Espírito cogitam das coisas do alto onde Deus está assentado. O Espírito Santo, que nos foi entregue, sempre esteve pronto. Apensa ele é apto para vencer o pecado que nos enreda. O que seria a prática de vigiar e orar senão voltar para este espírito? A única forma possível de se purificar, fugindo constantemente das tentações é através desta vida do Espírito. Apenas o Espírito está pronto. Todos nós somos carne e enquanto carne somos pecadores em nossa essência (e até mesmo Jesus). Assim para viver uma vida que transcende a nossa natureza é necessário que nos envolva uma nova natureza, a natureza do Espírito. Somente através deste revestimento seremos capazes e aptos a nos purificar inteiramente para Deus.

Por isso quando te falarem que a carne é fraca lembre estas pessoas que o Espírito já está pronto. É muito fácil usar desculpas como a fraqueza da nossa carne para pecar, assim também fazem os incrédulos que seguem para a perdição do lago de fogo. Mas os verdadeiros adoradores, os vencedores que segue o Cordeiro por onde quer que vá, são aqueles que se oferecem em sacrifício e oblação a Deus para a santificação e purificação de seus pecados. Se não fizermos dessa forma será impossível vencer qualquer coisa. A primeira vitória que o cristão precisa buscar não é a conversão de um membro da sua família, mas a conversão da sua mente a Deus em santificação e purificação dos pecados. O Espírito está pronto, portanto podemos caminhar conforme a vontade do Deus que habita as alturas do Céus. Como é louca esta revelação! Assim como é loucura que um homem morra por seus amigos, viver a vontade de Deus em nossos dias será desafiador. Mas a todos quantos são aqueles corajosos que enfrentam todas as coisas em prol do conhecimento pleno de Deus, eu digo que "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" 1 Coríntios 2:9.

A Purificação: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32)

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"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" João 8:31-32.

 Introdução 

Continuamos com o estudo sobre a purificação dos pecados e hoje falaremos sobre a escravidão do pecado e a libertação que temos destes através de Cristo Jesus. O que é a liberdade falada na palavra de Deus? Será que somos livres de fato? Ou será que ainda somos escravos do pecado? Este texto tentará responder estas perguntas e iniciar a discussão sobre como seremos totalmente libertos.

Não esqueça de ler as outras partes deste estudo. A lista está disponível ao fim da página. Se houver começado a ler neste texto, inicie a leitura com o texto "A luta contra o pecado".

 A escravidão do pecado 

"Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado" João 8:33-34.

 A escravidão da lei 

Meditando neste tema da escravidão retratada por Jesus eu percebi que o verdadeiro sentido desta escravidão está relacionada a Lei e a Velha Aliança. Se percebermos as palavras de Jesus chegamos a conclusão que a Lei nunca foi apta a libertar o homem do pecado. A Lei não foi capaz de levar o homem a Deus, pois como nos fala Romanos 8, ela estava enferma pela carne. E nós sabemos, também por Romanos, que "[...] os que estão na carne não podem agradar a Deus" Romanos 8:8.

No tempo da Lei o local de adoração e onde estava a presença de Deus era externo (o tabernáculo) e por isso não era possível que santificasse o homem por completo. O carne do pecado era purificada, mas o homem não tinha força para superar o pecado. O resultado era a escravidão do pecado, visto que o homem não podia vencê-lo e continuamente pecava, visto que o Espírito não havia sido santificado em seus corações. Mas, vindo o Cristo, entrou de uma vez por todas no Santo dos Santos e ofereceu sacrífico superior ao sangue de bodes e carneiros. E se o sangue de bodes e carneiros purificava os pecados destes, como então nos purificará o sangue imaculado do Cordeiro de Deus?

Por isso era necessário vir o Cristo para fazer a Paz de uma vez por todas. E também para estabelecer este novo caminho para o pai e assim todos nós podemos ser libertos do pecado. Sejam judeus, sejam gregos, ou quaisquer que clamam por esse nome. Este é o primeiro aspecto. Apenas o filho é capaz de libertar o homem da escravidão do pecado, o que a Lei não teve poder de realizar.

 Por que ainda somos escravos? 

Porém, apesar do sacrifício de Cristo ser suficiente para nos livrar dessa escravidão, quando pensamos sobre os nossos dias percebemos que a maioria dos irmãos ainda não vive verdadeiramente esta liberdade. Infelizmente nós não conhecemos a palavra de Deus e por isso continuamos errando em muitíssimas coisas cometendo muitos pecados, que nos enredam em muitas fadigas. É triste ver essa realidade, porque ainda somos escravos do pecado. E o pior é que a maioria nem mesmo percebe essa situação e até se consideram justos por suas próprias obras religiosas. Quão estranha é essa realidade!

Me sinto abatido considerando estas coisas, pois se vivemos ainda no preceito da Lei, ou seja, vivendo de purificações pontuais, então é certo que ainda vivemos conforme as obras da Lei e a obra completa e maravilhosa de Jesus é anulada. Na verdade se ainda vivemos desta forma certo é que crucificamos Jesus com as nossas próprias mãos. Veja: "É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia" Hebreus 6:4-6.

Nós não somos diferentes dos religiosos para os quais Jesus estrava pregando. Na verdade eu considero que esta geração é ainda pior do que os Fariseus, pois eles estavam naquela situação sem nenhuma revelação daquele que era o Cristo. E ainda assim diz a história que muitos fariseus como Nicodemos se converteram ao Caminho e seguiram Jesus até a morte. Como podemos julgar o sangue dos santos, santificado pelo sacrifício da sua própria vida? Porque não existe maior amor do que este, de dar a vida a seus amigos. Nós, porém, tudo sabemos e tudo conhecemos. Para nós não há nem haverá desculpas no dia do juízo. E se não conhecemos nos falta zelo em conhecer, pois tudo já passou e nos está disponível.

Estas palavras de Jesus são palavras revolucionárias. Quando Jesus disse: "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", estas palavras foram de encontro a vaidade e entendimento dos judeus. Eles, porém, retrucaram: "Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?" A resposta de Jesus, entretanto, foi ainda mais sensacional: "todo o que comete pecado é escravo do pecado". Veja que Jesus não delimitou um tipo de cristão ou um tipo de judeu específico. Ele se limitou a falar sobre cometer ou não pecado. No primeiro texto deste estudo, A luta contra o pecado, nós vimos que pecado é a transgressão da lei. Então se nós vivemos pecando e transgredindo a lei, então nós somos escravos do nosso pecado. Não importa quem seja, pois Jesus não se limitou a um alguém específico. Isso significa que sejam fariseus e saduceus (como era o público que o ouvia) ou sejam cristãos em nossa era não fará diferença. Se cometemos pecado, nos tornamos seus escravos.

A primeira carta de João também nos diz que "todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu" 1 João 3:6. A carta também diz que "[...] ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado" 1 João 3:5. Assim entendemos que se vivemos na prática constante do pecado, então certamente não o conhecemos e vivemos ainda segundo o preceito da Lei. Veja que esta é uma grande revelação! Como vivemos na prática do pecado indiscriminadamente! Infelizmente a maioria dos irmãos foram escravizados, porque permanecem na prática do pecado assim como fizeram os fariseus e saduceus do tempo de Jesus.

Nós costumamos tratar os fariseus como grandes pecadores (o que eles realmente eram), mas esquecemos de olhar para dentro de nós mesmos. Será que sem motivo foi dito: "Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão" Mateus 7:5. Mas nós continuamos nos considerando justos e salvos por frequentar uma denominação. Será mesmo que fomos salvos e libertos? Se frequentar uma denominação me fizer um cristão, então podemos dizer que frequentar uma garagem fará de mim um carro. Porém, frequentar uma denominação não faz de mim um cristão como frequentar uma garagem não fará de mim um carro.

Todos nós, a começar pela liderança das denominações, devemos rever radicalmente a vida que vivemos. Se você é servo e serve os irmãos da sua comunidade saiba que sobre ti reside ainda maior responsabilidade e o preço do seu testemunho estará sobre o sangue daqueles que correm para o pecado. Porque se nós que somos os atalaias do Senhor não avisamos o povo sobre o perigo que vem sobre nós, quem os livrará da espada? E se nós não resplandecemos a luz nas trevas deles, como verão a luz de Deus? Cabe a luz resplandecer nas trevas, assim como a lampada enche o ambiente com a sua luz.

 Libertos da escravidão do pecado 

"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" João 8:31-32.

 Libertos do pecado de uma vez por todas 

No texto acima propositadamente eu deixei passar a resposta a pergunta: porque ainda somos escravos do pecado? A resposta foi dita indiretamente no texto e é bem simples: o pecado. Ainda somos escravos porque permanecemos na prática do pecado. Ainda somos escravos porque apesar do sacrifício perfeito de Jesus continuamos vivendo conforme o preceito da Lei, que é composto de ordenanças para a purificação do corpo. A lei, entretanto, não pode purificar a nossa mente e consequentemente não consegue mudar a nossa vida. Se vivemos religiosamente cumprindo todos os preceitos da nossa religião, mas a nossa consciência não é limpa pela palavra de Deus, vivemos conforme os preceitos da Lei. Porque Jesus não veio apenas para purificar a nossa carne dos pecados, mas para que a nossa consciência fosse totalmente limpa e liberta a fim de que nós servíssemos ao Deus vivo (Hebreus 9:13-14).

Verdade é que Jesus veio sim para cumprir a lei (Mateus 5:17). Mas dalém disso ele também veio para estabelecer a era do Espírito, isto é, da graça. E hoje o evangelho não se resume no cumprimento de mandamentos e ordenanças, mas de fazer morrer a sua vida para que a Lei de Deus seja inscrita em nossos corações. Se assim andarmos cumpriremos completamente a Lei de Moisés. E além da purificação dos pecados também purificaremos a nossa mente através do Espírito. Veja: "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito" Romanos 8:3.

A obra que Jesus realizou é grandiosa. Através da purificação da nossa mente ele nos permitiu viver uma vida que vai além do pecado, que é verdadeiramente livre do pecado. Por isso foi dito: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" João 8:36. Jesus nos libertou, portanto hoje podemos andar verdadeiramente livres do pecado. Não se trata de uma teoria morta, mas da realidade prática daquilo que Jesus nos ensinou. Esta é a Nova Aliança. O que é velho nos serviu de parábola para que em nós se cumpra a justiça de Deus em santidade e perfeição diante dele. Imaculados e intocáveis pelo pecado. É esta vida que Jesus prometeu a tantos quanto creram no seu nome.

 Andar de modo digno da nossa vocação 

"Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados" Efésios 4:1.

A grande dificuldade que o cristão tem em todas estas coisas que falamos é trilhar o caminho que Jesus preparou. Este caminho se chama vocação e é acerca disso que Paulo nos incita a andar de modo digno. O que Paulo nos diz em Efésios é que devemos andar, na prática, conforme a vida que Jesus nos preparou. Para andarmos dessa forma no presente século antes de qualquer outra coisa é necessário crer na obra de Jesus por nós. Se não cremos inteiramente que Cristo pode nos santificar até a perfeição, então certamente não seremos santificados. A fé é o inicio do caminho da purificação. Por mais que eu não consiga enxergar, é necessário que eu creia com fé inabalável. Tudo dependerá desta fé.

Em seguida devemos, conforme foi dito na primeira parte deste estudo A luta contra o pecado, fazer guerra contra o pecado e entender que ele é nosso inimigo. Se abrimos mão dessa guerra, então seremos derrotados. Mas se guerreamos purificando sempre a nossa mente, faremos retos caminhos para os nossos pés e andaremos com a fé que temos naquilo que Cristo realizou por nós na cruz.

A Purificação: A luta contra o pecado (Hebreus 12:4)

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"Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue" Hebreus 12:4.

 Introdução 

Iniciamos o nosso estudo sobre a purificação com este texto sobre a nossa luta contra o pecado. Este estudo se debruçará sobre o tema da purificação, que como vários temas tratados neste blog, não é ensinado pelos pregadores da nossa época. Aquele que não atenta para estas coisas, como nos diz o apóstolo Pedro, é cego e se esqueceu da purificação dos seus pecados de outrora.

É importante que o cristão não se amolde aos padrões religiosos da nossa era e renove a sua mente para que possa comprovar qual a vontade de Deus. Se continuarmos a ouvir pregadores hipócritas e religiosos nada mais seremos que hipócritas e religiosos. O destino deles, porém, há muito foi profetizado para sua destruição. São raça de víboras e enganadores que a muitos maculam com as suas mentiras. Quanto a nós, bom é buscar a nossa purificação pessoal, pois bem-aventurado é puro de coração. O prêmio deles é ver o Senhor.

 Purificação Vs Santificação 

"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" 2 Coríntios 7:1.

Purificação é a atitude de purificar a sua vida de toda impureza que exista em seu procedimento. Sendo que a impureza na palavra de Deus está relacionada ao pecado e a morte. Esta é uma atitude específica do homem, visto que Deus é totalmente puro e nele não há trevas. Sendo assim não existe a necessidade de que Deus se purifique do pecado e da morte.

A purificação faz parte do processo da santificação do homem, sendo que santificação e purificação não são exatamente a mesma coisa. A santificação é o processo em que separamos alguma coisa para o serviço e vida a Deus. Por exemplo, os levitas eram santos, pois foram separados por Deus para realizarem os serviços em meio ao povo de Israel. Hoje a nossa santificação se dá, em grande medida, em relação ao mundo. Devemos nos afastar de tudo que é deste mundo para nos dedicar totalmente a Deus. Se afastar de toda religião mentirosa para ganhar a vida revelada pela palavra de Deus. Se afastar do pecado, através da purificação, para aperfeiçoar a santificação. Tudo isso, porém, integra a santificação do cristão.

 Pecado Vs Embaraço 

"Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta" Hebreus 12:1.

Para nos purificar de pecados é importante conhecer mais sobre a diferença entre o pecado e os embaraços e até mesmo o processo completo do pecado, que veremos na próxima parte deste estudo "Cada um é tentado pela sua própria cobiça".

 O pecado 

Pecado é toda transgressão da Lei de Deus. João no diz que "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei"  1 João 3:4. É interessante definir este conceito porque muitos pensam que estamos livres de cumprir a lei do Senhor. A verdade é que, assim como Jesus cumpriu toda a lei, nós podemos também viver em santidade cumprindo a lei do Senhor através do Espírito Santo. Se assim andamos seremos purificados através do sangue de Cristo. O versículo seguinte de 1 João nos fala exatamente sobre estas coisas: "Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu" 1 João 3:5-6.

 O embaraço 

O embaraço, por sua vez, não é a transgressão da lei, mas atitudes que atrapalham a nossa purificação. São aquelas coisas que nos prendem para não frutificarmos em santificação. São os ídolos que permeiam a nossa vida e que o diabo semeia para não termos força nem tempo para aperfeiçoar a nossa santificação pela purificação dos nossos pecados.

 A luta contra o pecado 

"Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe" Hebreus 12:4-6.

O capítulo 12 de Hebreus é uma lição muito elevada sobre como resistir e se livrar dos embaraços e do pecado. Ele cita diversas coisas que seria impossível tratar todas em poucas palavras. Há, entretanto, uma consideração importante que eu gostaria de frisar nesta primeira parte deste estudo: a luta contra o pecado.

Tenho percebido que os cristãos não lutam mais contra o pecado, por vários motivos. O mundanismo e a religião estão enfraquecendo a nossa luta contra as impurezas deste mundo. Somos cristãos relativistas que ponderam todas as coisas, mas que nunca conseguem praticar a verdade em Cristo. Fomos enfraquecidos pelo pecado e derrotados pelo diabo. Como poderemos vencer desta forma? Se nós que fomos chamados a santidade nos entregamos à imundícia como veremos a vitória da Igreja sobre o mundo?

Nós, enquanto cristãos, devemos atentar para esta luta. Se não percebermos que estamos em guerra contra o pecado, e contra o diabo em consequência, nunca venceremos coisa alguma. Lembre-se que todas as promessas do livro de Apocalipse se destinam aos vencedores. Ora, se não lutamos, como venceremos? Verificamos, assim, a necessidade de uma luta ferrenha e diária contra o pecado. Não se engane! Quem não luta esta luta já está derrotado. Deus não chamou sãos para si, mas pecadores que através do seu sacrifício foram aproximados do trono da graça para que o nosso proceder seja santificado.

E muito além de apenas lutar, nós devemos resistir até o sangue! O capítulo 12 de Hebreus trata sobre isso. Ele discorre sobre como o povo no deserto temeu a Deus, que estava sobre o monte, e como foi aterrorizante o espetáculo que se via naquele lugar. Nós nem mesmo presenciamos tamanha grandeza para fugir desta luta contra o pecado. E nem mesmo fomos entregues à cova dos leões para morrer pelo nome de Cristo; nem tentados pelo diabo no deserto; nem feitos tochas vivas como nossos irmãos no século II; nem mesmo vivemos nas cavernas como muitos santos, que como Hebreus cita, o mundo não era digno. Mas ainda assim recusamos a batalhar e tememos o mundo e o que as pessoas podem dizer sobre nós. Que diremos, pois, a vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? O que temeremos?

Eu digo que devemos marchar como soldados. Batalhar a carreira que nos está entregue em Cristo com toda perseverança. Não se deixe vencer pelas mentiras! Não se deixe vencer pelos falsos profetas e pelo mundanismo. Nem pelo academicismo que relativa a nossa fé. A nossa fé é prática e produz frutos de arrependimento e mudança de mente. A metanoia que direciona a nossa vida a apenas um lugar em todo o universo: A CRUZ.

O culto racional: Transformai-vos pela renovação da vossa mente (Romanos 12:2)

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“E não vos conformeis a este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” Romanos 12:2.

 Introdução 

Continuamos o nosso estudo sobre o Culto Racional e hoje falaremos sobre como devemos nos transformar pela renovação da nossa mente. Este é um tema que costumamos ouvir por aí, mas que normalmente as pessoas não se perguntam como podemos renovar a nossa mente na prática. Neste texto tentaremos desenvolver este tema.

Caso você ainda não tenha lida as primeiras partes deste estudo não deixe de ler: Sacrifício vivo, santo e agradávelNão vos conformeis a este século.

 Não nos conformar + Renovar a mente 

Na segunda parte deste estudo, Não vos conformeis a este século, nós verificamos que para comprovar a vontade de Deus nós não podemos nos conformar a este século. A religião tenta continuamente macular a realidade da vida de Deus. Foi assim no tempo de Daniel, de João Batista e também é assim no nosso tempo. Perceber esta realidade é base para grande parte da compreensão daquilo que se tornou o cristianismo nos nossos dias. Mas isso não é tudo. O texto de Romanos complementa esta instrução nos dizendo que devemos também renovar a nossa mente. Ou seja, não adianta apenas perceber a realidade do mundo à nossa volta e fugir dos seus padrões. Se não renovamos a nossa mente, será impossível experimentar a vontade de Deus.

O que costuma acontecer é que as pessoas se magoam com alguma denominação e tendem a ter este discurso de que tudo é religião. Apesar deste pensamento ser verdade na maioria das vezes ele, por si só, não te levará a experimentar a vontade de Deus. Se percebermos o que está à nossa volta mas não renovamos a nossa mente então não somos melhor que ninguém. Na verdade seremos piores porque a nossa tendência será criticar os nossos irmãos independente da denominação. Por isso a necessidade de renovar a mente.

Veja que João Batista, apesar de grande crítico do judaísmos que havia se perdido, não se ateve às críticas, mas se levantou no deserto seguindo o chamado que Deus o havia designado. Por essa razão João foi descrito por Jesus como o maior dos nascidos de mulher. De fato João Batista foi um homem como nenhum outro. Ele abriu mão do judaísmo por entender o plano de Deus e por enxergar segunda a sua perspectiva. Se ele fosse considerar as coisas dos homens certamente ele seria sacerdote como seu pai e nunca pregaria arrependimento batizando no deserto da Judeia. Mas por renovar a sua mente ele percebeu a vontade de Deus e trilhou o caminho pelo qual Deus o designou.

 A visão do Homem Vs A visão de Deus 

"[...] e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" Efésios 2:6.

Nós, enquanto cristãos, devemos ter em mente a diferença entre o que Deus vê e aquilo que nós mesmos vemos. Entender essa diferença é crucial para renovar a nossa mente. Se a nossa mente não é renovada é porque ainda estamos com a nossa mente voltada para as coisas dos homens. Mas veja o que Paulo nos revela. "[...] e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" Efésios 2:6. Aqui Paulo está nos mostrando que nós estamos com Cristo assentados nos lugares celestiais. Quão poderosa é esta visão! Nós, os que morremos para este mundo, estamos espiritualmente assentados com Cristo acima de todas as coisas nas regiões celestiais. Nós não somos mais desta terra. Somos todos seres espirituais guardados pelo mesmo poder que ressuscitou Jesus dentro os mortos. A nossa visão das coisas celestiais não deve ser mais de baixo para cima, mas devemos assumir a nossa filiação em Cristo.

 A renovação da mente 

"Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra" Colossenses 3:1-2.

Quando entendemos que estamos em Cristo nas regiões celestes e que não somos mais daqui nós passaremos a dar o devido valor para as coisas desta terra. Ou seja, nenhum valor. Aquele que está assentado nas regiões celestiais não tem mais prazer nestas coisas porque elas nada mais são do que coisas que se perdem com o tempo. Nós que estamos assentados nas regiões celestiais devemos sempre buscar e pensar nas coisas do alto. Se somos seres do alto e se estamos assentados com Cristo então o que mais deve inundar a nossa mente senão o reino eterno que vem da parte de Deus?

Na prática renovar a mente é sempre ver as coisas desta vida com a perspectiva celestial. É considerar tudo pela visão de Deus, do alto, onde nós também estamos. Quando consideramos as coisas desta forma podemos confiar a Deus toda a nossa vida. O mundo nos diz que devemos juntar o nosso dinheiro para que não nos falte no futuro, mas o evangelho nos diz: dai e dar-se-voz-á. O mundo nos diz que devemos ter dinheiro e bens, mas o evangelho nos diz: bem-aventurado o pobre porque dele é reino de Deus. O mundo nos diz para não levarmos desaforo para casa, mas o evangelho nos diz: amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem.

Renovar a nossa mente é desafiar aquilo que temos como segurança em nossa doutrina cristã para permitir que a água viva flua com liberdade em nosso coração e depois também em nossa mente e razão. Será que estou caminhando corretamente conforme a palavra de Deus? Renovar a mente é julgar todas as coisas conforme a palavra genuína e verdadeira. É considerar apenas a verdade e nada mais. É desestabilizar o seu conhecimento para assumir a visão celestial em relação a alguma coisa. É pensar unicamente na verdade da palavra de Deus e em como praticar a sua verdade.

 A idolatria 

O grande problema em renovar a mente são os ídolos. Uma das coisas que o diabo faz com os filhos de Deus é lhes dar ídolos. O objetivo do ídolo é exatamente tirar o foco do cristão das coisas do alto. Quando nós gastamos mais tempo com quaisquer coisas deste mundo do que gatamos com a comunhão com o Senhor, com a palavra de Deus e com o encher do Espírito Santo, então tenha certeza que você serve muitos ídolos.

Os ídolos costumam ser coisas inesperadas como, por exemplo, uma doutrina teológica. A palavra de Deus é viva e eficaz e sua principal função nos conduzir para Jesus através do Espírito Santo. Se a nossa leitura da palavra nos conduz para a comunhão com Jesus, ótimo! Mas se nos conduz para a discussão e o academicismo, então nós erramos o alvo. Os ministérios também tem se tornado em ídolos no meio do povo de Deus. Triste perceber como um cargo pode gerar tanta ganância e idolatria.

Também existem coisas mais simples como a internet, celular, trabalho, filmes, séries, amizades, namoro. Tudo isso pode se tornar um ídolo que nos afastará de Deus ou simplesmente nos fará parar de pensar nas coisas do alto. O que devemos fazer nestes casos é abrir mão daquilo que me atrapalha a buscar e pensar nas coisas do alto. Não é a toa que João finaliza a sua primeira epístola da seguinte forma: "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" 1 João 5:21.

 Conclusão 

Devemos abrir mão de todos os ídolos para renovar a nossa mente. Se assim fizermos certamente renovaremos a nossa mente. Largar tudo aquilo que atrapalha a minha busca pela comunhão genuína com o Espírito Santo. Não importa o que seja. Se é a tua mão que te faz pecar, então arranque-a. Melhor é entrar no reino sem uma das mãos do que por inteiro ser lançado no fogo. Renovar a mente é a atitude mais sábia e perfeita do cristão. Se não renovarmos a nossa mente dificilmente teremos uma vida vitoriosa. Mas se renovamos a nossa mente recebemos por galardão experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.


A parábola do Joio (Mateus 13:24-30)

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"Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro" Mateus 13:24-30.

 Introdução 

Por algum tempo eu relutei em escrever acerca da parábola do Joio, por não entender a profundidade do que Jesus estava querendo dizer. Há tempo para tudo e na palavra não é diferente. Temos que ser pacientes para viver e compreender todas as coisas em seu tempo. Dito isso entendo que hoje é tempo de falar acerca desta parábola maravilhosa, mas que é ao mesmo tempo tão séria e que nos alerta a viver a realidade do Reino de Deus.

A parábola em si não é de difícil compreensão. Jesus, no mesmo capítulo de Mateus, também descreve a explicação desta parábola. Temos aqui uma plantação e um ceifeiro, que é o próprio Senhor Jesus. Ele ceifa a boa semente que produz o trigo, que são os filhos do Reino. Porém veio depois o inimigo que semeou o joio, sendo que estes últimos são os filhos do maligno.

Ambos estão na mesma plantação, o que significa que estão sempre juntos. A verdade é que numa grande casa há tanto vasos honrosos como também há vasos para desonra. E este é o caso da parábola. Na comunidade cristã da nossa atualidade é fácil perceber esta realidade. Existe sempre trigo e joio e ambos estão sempre misturados.

 O Trigo e o Joio 

O ponto central desta parábola é entender a diferença entre o trigo e o joio. É interessante porque o joio é muito parecido com o trigo. Tão parecido que nem mesmo podemos julgar qual deles é trigo ou joio até ao tempo em que produzem frutos. Como apenas o trigo produz fruto, então percebemos a diferença deles pelos frutos que produzem. Quando maduro e cheio de fruto, o trigo se inclina e se curva. O joio, por sua vez, não produz fruto e nem tampouco se inclina. Ele se eleva entre o ramos de trigo e se sobressai.

É muito interessante este exemplo porque ele nos remete a uma realidade muito atuante no reino de Deus que o Senhor no ensinou: "[...] porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado" Lucas 18:14. Se somos trigo, então o nosso fruto nos levará ao arrependimento e a humilhação, enquanto se somos joio nada mais faremos além de nos exaltar e nos engrandecer no meio dos homens. Esta é uma excelente forma de analisar a nossa própria vida e caminhada com Deus e até mesmo das pessoas à nossa volta.

 O Joio e a Religião 

"Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento" Mateus 3:7-8.

O exemplo do joio e do trigo é muito, muito interessante e nos revela coisas profundas sobre o reino de Deus. No texto de Mateus no capítulo 3, João Batista chama os fariseus e saduceus de raça de víboras. Eu nunca havia entendido porque ele fez isso ou com qual autoridade ele poderia dizer estas coisas, até agora. Veja que logo após chamá-los de raça de víboras João diz: "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento". Em outras palavras João Batista estava dizendo que estes religiosos nada mais eram do que joio semeado pelo inimigo e para serem salvos eles precisavam produzir estes tais frutos que só mesmo o trigo pode produzir, frutos de arrependimento.

Portanto João tinha sim autoridade para dizer estas coisas sobre os religiosos, pois eles mesmos não produziam frutos de arrependimento para se humilharem diante do Senhor. Pelo contrário, o fruto que eles produziam era sua exaltação sobre os homens com a desculpa de servirem a Deus.

Isso tudo se parece com alguma coisa que vivemos atualmente? Certamente! Hoje os homens se exaltam com a desculpa de servirem a Deus. Tenha certeza de que eles nada mais são do que joio semeado pelo inimigo e certamente uma raça de víboras destinada apenas a excretar o seu veneno asqueroso nos irmãos.

Não tenha medo de analisar as pessoas, pois vivemos em meio a uma infinidade muito grande de joio. Muitos tem medo de taxar as pessoas como João Batista fez, mas eu digo que todo aquele que se exalta como fazem a maioria dos cristãos da nossa época, nada podem ser além de víboras e joio em meio ao trigo. Porque pelo fruto se conhece a árvore (Mateus 12:33).

 Como lidar com o Joio? 

"Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo" Mateus 13:28-29.

Por um lado é bom que não andemos enganados quanto as pessoas a nossa volta, mas por outro o Senhor nos ensinou que não devemos arrancar o joio do nosso meio. Isso tem duas razões principais. Primeiramente o julgamento pertence ao Cristo e àqueles que tem autoridade para julgar (Apocalipse 20:4). Em segundo lugar o joio serve para o crescimento espiritual do trigo.

Seja trigo ou seja joio, devemos tratar todas as pessoas com o mesmo amor e dedicação. Devemos orar sempre para que o joio se arrependa e se torne, por fim, trigo cheio de fruto. Não devemos antecipar o julgamento de Deus sobre os homens, pois esta tarefa simplesmente não compete a nós.

Sei que com esta posição acabamos ficamos em uma situação complicada, pois vemos muita morte no meio das denominações e nada podemos fazer a este respeito. Tão somente devemos renovar a nossa mente individualmente e orar para que Deus levante o trigo nestes dias. Devemos ser luz e testemunho em meio a esta geração trevosa para que Deus resplandeça nas trevas deste mundo.

Mais uma vez eu digo para não andarmos enganados! Nós devemos amar as pessoas, não o pecado que elas comentem. O pecado deve ser totalmente condenado, aniquilado e expurgado do nosso meio, sendo que nem a sombra do mal deve haver entre os irmãos. Também não é bom que mintamos ao Espírito Santo, pois por muito menos caiu a ira de Deus sobre os mentirosos, que não herdarão o reino de Deus. Tão somente sejamos simples como a pomba, mas prudentes como a serpente.

 A colheita 

"Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro" Mateus 13:30.

"Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século. Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes" Mateus 13:40-42.

É bom que se entenda bem o destino do joio. O joio não é enviado por Deus, conforme lemos neste texto. Por mais que possa soar estranho, eles são filhos malditos que foram plantados pelo diabo. O destino destes homens será a fornalha acesa no dia da colheita de Deus. Devemos lembrar que o julgamento começa pela casa de Deus. Certamente nós, os que cremos, seremos julgados conforme as nossas obras. Deus repartirá sobre os que se salvarem o galardão e a vida eterna. Mas ao joio ele tem guardado a fornalha acesa, onde haverá choro e ranger de dentes.

Existe muita discussão sobre o que seria a fornalha acesa descrita por Jesus. Certo é que o joio não fará parte da primeira ressurreição e será julgado pelo trono branco de Deus. E todos que não tiverem seus nomes escritos no livro da vida, serão lançados no lago de fogo, ou seja, sofrerão o dano da segunda morte.

 Conclusão 

Este texto é uma reflexão primeiro para a minha própria vida. Será que eu sou trigo de verdade? Ou sou apenas o joio semeado pelo inimigo? Devemos nos fazer esta pergunta. Devemos buscar a realidade e a humilhação diante de Deus para produzirmos frutos dignos de arrependimento. Saiba disso: enquanto há vida há esperança. Em segundo lugar este texto é uma reflexão sobre as pessoas a nossa volta. Vivemos em um tempo onde existe muito joio e pouco trigo. Muitos são os que se exaltam, mas poucos os que se humilham. Como devemos fazer nessa realidade? Como lidar com as pessoas? Como ser luz? Que estas palavras sejam vida para a nossa vida e nos ajudem a nos arrepender, produzindo os frutos que nos tornarão o verdadeiro trigo, a plantação do Senhor para sua glória.

Ide e fazei discípulos de todas as nações (Mateus 28:19)

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"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" Mateus 28:19.

 Introdução 

Hoje a meditação é sobre fazer discípulos, uma das últimas ordenanças de Jesus antes de ser assunto aos Céus. Pode parecer simples, mas veremos como estas poucas palavras representam muito do engano que vivemos nos nossos dias. Que o Senhor possa nos revelar todas as coisas.

 Ide (Indo) 

A primeira palavra do versículo já nos direciona naquilo que Jesus está dizendo. A palavra traduzida por "ide" pode ser melhor interpretada como "indo". Isso porque, apesar de não haver um sentido claro no livro de Mateus, este versículo faz parte do mesmo diálogo que também é tratado em Lucas e Atos. Em Lucas Jesus concede instrução aos discípulos para que fiquem em Jerusalém até que do alto eles fossem revestidos de poder e em Atos Jesus complementa dizendo que eles seriam suas testemunhas tanto em Jerusalém como na Judéia e Samaria e até aos confins da terra. Aí então ele complementa dizendo: "Indo, portanto, fazei discípulos [...]". Se fôssemos organizar os textos ficaria mais ou menos assim:

"Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder" Lucas 24:49. "[...] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra" Atos 1:8. "Indo, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" Mateus 28:19.

Este entendimento é importante no sentido de que faz com que o ato de fazer discípulos seja um resultado de levarmos o evangelho ao mundo por onde quer que andemos. Nós, que cremos no Senhor Jesus, devemos andar sempre baseados neste ide. Não se trata de um chamado específico para uma pessoa, mas o chamado para tantos quantos creem no Senhor Jesus. O ide significa que se estamos em Jerusalém, na Judeia, em Samaria, ou mesmo em Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro, então devemos fazer discípulos. Não importa o lugar, seu ministério ou chamado. A chave sempre foi fazer discípulos.

 Fazei discípulos 

Este tema pode parecer um pouco bobo, mas ele demonstra como o nosso evangelho está mundanizado. Veja, os ministérios de hoje não se importam em fazer discípulos. Se conhecemos algum homem de Deus o conhecemos pela pregação da palavra. Esta pregação é boa e bíblica, mas nós devemos fazer discípulos. O verdadeiro trabalho do ministro deveria ser trazer os irmãos à convivência do seu lar e os ensinar como fazia Jesus. Como pode alguém ensinar sem demonstrar o seu próprio fruto? Porque mesmo o Senhor Jesus, quando foi indagado por André, disse: "Vinde e vede" João 1:39. E ele mesmo passou o dia com estes primeiros discípulos. Porém a nossa carne deseja o púlpito e a glória que nele reside. Como deveríamos amar a convivência do lar! É lá que verdadeiramente testemunhamos o nome do Senhor.

Fazer discípulos não tem absolutamente nada a ver com realizar uma pregação no domingo. Fazer discípulos é mostrar o caminho por onde você já passou. Ensinar com cuidado e prática. É um trabalho árduo, mas que gera ainda mais fruto que qualquer pregação. A Igreja do Senhor não é lugar de pregação apenas, mas de cuidado e de pastoreio. Para servir o Senhor não precisamos ser, necessariamente, um bom pregador. Mesmo porque para ser um bom pregador é necessário possuir outros atributos além da vida fluída e viva de Deus. Para ser um bom pregador é necessário falar bem em público, ser aceito e bem aparentado. Isso tudo são bons atributos, mas que nada compõe além do nosso ego. E é por isso que precisamos tanto fazer discípulos. Quando fazermos discípulos nós podemos nos dar ao luxo de transmitir apenas a vida de Deus às pessoas. Não importa o quão bem eu falo e quais palavras de efeito eu utilizo. O que realmente importa é minha vida e testemunho. Importam meus dons espirituais e aquilo que Deus transformou em minha vida.

Não digo isso com o intuito de criticar a pregação da palavra nas denominações. Mesmo porque falaria de mim mesmo. Sou favorável, contanto que a palavra seja dita com verdade, sem medos e receios e que seja procedente do trono da graça de Deus. O problema reside no fato de que os pregadores normalmente não se encaixam nestes pontos que eu citei. E sendo o mais sincero possível, poucas foram as vezes em que eu pessoalmente me senti realmente tocado e transformado por essas pregações. Eu digo que vale mais um tempo de busca verdadeira no seu quarto do ouvir uma pregação que não venha diretamente do trono de Deus, como é o caso na maioria das vezes. Devemos buscar ouvir o que é bom para que a nossa alma se deleite com finos manjares. Tudo isto está disponível. Ao que tem sede, Ele dá de graça a água da vida.

 Siga-me 

"Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" Lucas 9:23.

A maior dificuldade em fazer discípulos é entender que devemos apenas mostrar o caminho e nada mais. Porém para mostrar este caminho é necessário primeiro trilhá-lo. Veja que todos nós somos primeiro discípulos de Jesus e estamos seguindo os seus passos até a cruz. O que é fazer discípulos além de mostrar as pessoas este caminho? A ideia é muito simples. Difícil mesmo é trilhar o caminho do Senhor. É por isso que não é mais interessante fazer discípulos.

E mesmo quando finalmente alguns decidem a seguir este caminha para fazer discípulos, percebemos que a maioria se perde em todo tipo de regra, perdendo a essência que é o exemplo e mostrar o caminho da cruz. Isso porque mesmo aqueles que dizem fazer discípulos o fazem segundo um modelo e uma fórmula estabelecida. Perde-se, então a essência de trilhar o caminho. Para fazer discípulos é necessário que primeiro trilhemos este caminho. E a nossa instrução para trilhar o caminho é a palavra de Deus e o seu santo Espírito unicamente.

Mas se não somos exemplo, como faremos discípulos? Se não temos frutos, como podemos ensinar sobre os frutos? Viver desta forma exige-nos tal vida verdadeira em Deus. Devemos trilhar verdadeiramente a vida de santidade, oração e dedicação ao Senhor. Devemos ensinar aquilo que vivemos e não aquilo que ouvimos ou aprendemos nos livros. O melhor ensino na vida cristã é o exemplo e não a pregação vazia. O que o mundo espera da Igreja não é mais uma doutrina revolucionária, senão a palavra que ouvimos desde o incio sendo praticada e vivenciada com a manifestação de poder da parte de Deus, que é a comprovação da vida que levamos. Porque se os apóstolos do Senhor testemunharam a vida de Deus na pessoa de Cristo Jesus eles o fizeram "[...] por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade" Hebreus 2:4.

Escolha seguir pessoas cheias do poder e da realidade do Espírito da Realidade. Escolha seguir pessoas que conhecem profundamente a palavra de Deus, mas mais ainda aqueles que conhecem e vivem piedosamente. E se não conhecem, mas vivem, melhor é do que conhecer e não viver. O Senhor não coloca sobre nós julgo demasiadamente pesado. Por isso vivamos a prática da palavra conforme o que o Senhor tem nos ensinado com simplicidade e conforme a medida de fé que Ele nos distribuiu através da graça do Espírito Santo. Visite as pessoas. O evangelho do Senhor não trata com a multidão, mas pessoalmente com cada um. Não precisamos fazer 10 mil discípulos, assim como Jesus não fez. Se tão somente ensinarmos doze homens o caminho da verdade, veja a diferença que poderíamos fazer neste mundo. Mas enquanto falamos às multidões permanecerá o fracasso e o mundanismo no meio das congregações.

O rio da água da vida (Apocalipse 22:1)

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"Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro" Apocalipse 22:1.

 Introdução 

A nossa meditação de hoje é uma palavra de esperança. Como vimos no último devocional (Quem crer em mim do seu interior fluirão rios de água viva), há um rio de vida que é proveniente do trono de Deus e do Cordeiro. Hoje tentaremos expressar um pouco da grandeza deste rio, do Espírito Santo e da visão no livro de Ezequiel.

 As águas do Espírito Santo 

"No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado" João 7:37-39.

Falar acerca do Espírito Santo sempre é um tema maravilhoso, mas ao mesmo tempo desafiador. O Espírito é como o ar. Todos sabemos que ele está ali, não há dúvida. Não conhecemos o seu tamanho, sua origem. Nós apenas respiramos e o ar entra nas nossas narinas. Assim também é com o Espírito Santo. Apesar de não vê-Lo, podemos ouvir a sua voz. Apesar de não tocá-Lo, podemos senti-Lo. Ele é como o oceano, porque as suas águas não tem fim.

A sua voz ecoa nas nossas vidas. Ele nos traz boas novas de paz e o descanso do reino eterno. Nas águas do Espírito Santo a nossa alma encontra o bálsamo onde podemos descansar. Se temos o Espírito do que mais precisamos? Não precisamos de mais nada. Assim, resta ainda um descanso sabático para o povo de Deus. Porque todos os que cremos recebemos o Espírito e podemos lançar a Deus toda a nossa ansiedade e todo fardo que nos fadiga. O Espírito Santo é o verdadeiro bálsamo que cura a nossa alma e sacia a nossa sede.

Ele não é como as coisas que ouvimos por aí. Ele é uma pessoa viva que tem prazer na nossa comunhão. E como tem prazer! Ele é Jesus dentro do nosso espírito. Considere isto: o mesmo poder que ressuscitou Jesus Cristo dentro os mortos habita a sua vida neste exato momento! Ah, como nós não conhecemos o Deus a quem servimos!

 A fonte do rio da água da vida 

"Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro" Apocalipse 22:1.

Veja bem de onde flui este rio. Apocalipse nos mostra com clareza a origem deste rio. Ele flui do trono de Deus e do Cordeiro. A vida que toca nossa vida através do Espírito Santo é a própria vida de Deus. Nós precisamos entender melhor a trindade, não em nossa mente para que não enlouqueçamos, mas com o nosso espírito. Receber o Espírito Santo em nossa vida e ter com ele comunhão é receber o próprio Jesus em sua vida. Não há diferença.

Muitas pessoas dizem que seria muito bom poder viver o tempo de Jesus e vê-lo face face. Mas eu digo que muitos profetas e homens de Deus, desde o tempo de Enoque, desejaram ver o tempo que vivemos e não puderam. Hoje Jesus não está mais neste mundo, mas ele habita o nosso espírito. Através do Espírito nós conhecemos verdadeiramente Jesus e o própria Deus Jeová, o todo poderoso. O Espírito Santo revela ao nosso coração a mente e a vontade do Deus de toda terra. Como é grande esta revelação! É tão simples, mas nós complicamos tanto essa realidade!

 Comunhão e profundidade no Espírito 

"Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar. Ele me levou pela porta do norte e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito.

Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos. Mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos. Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar" 
Ezequiel 47:1-5.

Muitas pessoas perguntam sobre como ouvir o Senhor ou sobre como orar e ter comunhão com Deus. Este texto de Ezequiel nos dá alguma chaves que devemos usar em nossa vida de comunhão com o Espírito Santo. Antes de mais nada devemos entender que Deus é santo e por ser santo ele não terá comunhão com o pecador. Portanto se deseja ter comunhão verdadeira com Deus levante-se de onde caiu e acerte as pendências da sua vida. Vença o pecado e a morte que te rodeiam. Sem santidade é impossível agradar a Deus.

Como falamos anteriormente devemos entender que o Espírito Santo é uma pessoa e como tal leva tempo conhecê-Lo. É como um namoro. No começo ficamos tímidos por não conhecer a pessoa e como o passar do tempo vamos nos soltando e tendo mais intimidade. E é sobre isso que o texto de Ezequiel nos ensina. Veja que o profeta não entrou nas águas de uma vez, mas foi entrando aos poucos. Isso acontece não por causa do Espírito Santo, que é perfeito desde a fundação do mundo, mas por causa da nossa carne enfraquecida pelo pecado. Quanto mais nos aproximamos do Espírito mais intimidade temos. Porém, quanto mais nos aproximamos mais o fogo de Deus consome as mazelas da nossa existência. É por isso que não conseguimos entrar de uma vez neste rio.

Nesta vida de oração e busca do Espírito Santo é necessário ter perseverança e humildade. Não espere o orgulhoso obter coisa alguma de Deus. Ele abate o soberbo, mas Deus exalta o humilde. Isso também se aplica na comunhão com o Espírito Santo. Devemos ter humildade para ouvi-Lo e fazer calar a nossa própria voz. Se não negamos a nossa vontade é impossível permitir que Ele viva em nossa vida. Se nem mesmo Jesus veio fazer a sua própria vontade, quanto mais nós homens de pequena fé?

Enquanto bebermos de outras fontes (ainda que sejam fontes evangélicas), nós não alcançaremos a realidade do Espírito Santo. É triste falar sobre isso, mas a maioria daquilo que é cristão hoje em dia não nos leva para perto do Espírito Santo. Tudo aquilo que te leva para longe do Espírito não pode ser genuinamente de Deus. Veja que a palavra nos revela o Cristo, Cristo nos revelou o Espírito e o Espírito nos remete à palavra de Deus. Eles estão unidos em um mesmo propósito e não há como se separarem. Portanto como podemos ser levados para longe do Espírito pelos homens? Isso eu digo porque sabemos como é fácil se perder na letra morta, mas se nos achegarmos ao Espírito Santo o nosso coração é revelado. É por isso que os religiosos tem tanto medo das suas águas. Eles não querem enfrentar quem realmente são.

Como fazer para nos achegar a Ele na prática? Nós devemos ter sede. Se queremos beber água tudo que precisamos é ter sede. É muito simples. Porém, se queremos ter sede do Espírito Santo nós devemos parar de beber de todas as outras fontes. A única fonte que devemos beber é do rio da água da vida. Entre para o seu quarto. Fuja do ativismo e da falsidade. Encha-se da palavra da verdade!

"Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares" Isaías 55:1-2.

 Conclusão 

Como é maravilho conhecer um pouco mais do nosso Consolador! Enquanto buscamos as respostas da nossa vida em coisas e pessoas, esquecemos que todas as nossas necessidade são saciadas no nosso espírito. Tudo que você precisa, meu irmão, está a sua disposição. Não se deixe enganar pela fraqueza do evangelho que você vê por aí. Ainda existem sete mil que não se dobraram ante à Baal. Ainda existe santidade, amor, piedade e tudo que é louvável e puro. Ainda existe um rio que corre diretamente do trono de Deus e que nos limpa de toda mazela do mundo. Ainda existe um descanso para o povo de Deus. Ainda existe um Deus no Céus! Aleluia! Vem Senhor Jesus!

"Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho" Apocalipse 21:6-7.

Quem crer em mim do seu interior fluirão rios de água viva (João 7:38)

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"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" João 7: 38.

 Introdução 

Antes de falar qualquer coisa acerca deste texto eu gostaria de pedir perdão à você, leitor. Tenho certeza que não vou conseguir expressar a profundidade e santidade que existe neste tema. Tenho orado por alguns dias pedindo a Deus que me revele estas palavras porque percebi que não é simples compreender as coisas do Espírito. A vida de Deus não cabe na nossa mente caída e por isso eu oro para que Deus revele estas palavras no seu coração e não na sua mente. Que o Espírito de Cristo ilumino o seu espírito e que a revelação do Deus verdadeiro inunde o seu entendimento.

 A visão do Templo 

"Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente; porque a face da casa dava para o oriente, e as águas vinham de baixo, do lado direito da casa, do lado sul do altar. Ele me levou pela porta do norte e me fez dar uma volta por fora, até à porta exterior, que olha para o oriente; e eis que corriam as águas ao lado direito.

Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos. Mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos. Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar. E me disse: Viste isto, filho do homem? Então, me levou e me tornou a trazer à margem do rio. Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia grande abundância de árvores, de um e de outro lado. Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à campina, e entram no mar Morto, cujas águas ficarão saudáveis. Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio" Ezequiel 47:1-9.

Se queremos entender sobre o que Jesus estava falando neste texto de João precisamos voltar ao livro do profeta Ezequiel. O capítulo 47 descreve uma visão muito interessante. Nela o profeta viu o templo de Jerusalém e do templo fluía água. Uma visão bem estranha! Estas águas que saíram do templo se ajuntaram e formaram um grande rio. E o rio que se formou gerou vida em todos os lugares por onde passou, até mesmo no mar morto!

 Os rios de água viva 

"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" João 7: 38.

Sabemos que o antigo testamento aponta para a realidade do novo. Portanto esta visão pode ser entendida como uma profecia acerca da Igreja, o templo de Deus, de onde jorram os rios de vida. Deus não concedeu a Ezequiel apenas uma visão, ele concedeu a Ezequiel conhecer a futura glória da Igreja que procede do Cristo. Glória a Deus! Através do seu templo o Senhor jorra as águas de vida que vivificam toda morte. E por onde quer que este rio passar ele trará vida. Aleluia!

O rio de vida é uma imagem acerca do Espírito Santo que havia de ser entregue a todos aqueles que creem no nome do Senhor. O Espírito Santo é a verdadeira água viva que flui do nosso interior. Não existe outra fonte, não existe outra água tal qual a própria fonte eterna. O Espírito é o próprio Jesus que veio fazer morada em nossos corações. Através do mover do Espírito Santo em nossas vidas o Senhor moverá e vivificará toda a morte. Através de nós, a sua Igreja, o templo vivo do Deus verdadeiro.

 Casa Espiritual  

"[...] também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo" 1 Pedro 2:5.

Sim. Nós somos a casa espiritual do Deus invisível. Somos as pedras vivas, que vivem por intermédio da pedra angular, cortada sem auxílio de mãos e que há esmiuçar todas as nações no dia da ira do nosso Deus. Todas as nações da terra se lamentarão naquele dia e haverá choro e pranto como nunca houve e nem nunca mais haverá. Mas para a sua morada espiritual, a Igreja gloriosa, está guardado o prêmio do seu trabalho.

A Igreja desconhece a sua natureza! Nós desconhecemos quem somos e até a responsabilidade que temos! Nós somos o portal de Deus nesta terra. Somos seus embaixadores nesta terra. Cabe a nós jorrar as águas do templo do Senhor. Ah! Como devemos nos conhecer diante do Senhor! Nós somos o templo de Deus que levará as águas do trono que saram toda morte! Cooperadores do próprio Deus.

Imagine isso: Deus precisa de nós. Nós somos o seu templo, a sua morada. Ele não pode tocar nenhum incrédulo sem que use o seu templo. Por isso nós somos os seus embaixadores e devemos viver como embaixadores nesta terra jorrando a vida de Deus sobre as pessoas. Não tenha medo de jorrar essa vida, meu irmão! Viva na profundidade das águas do Espírito! Foi confiado a nós, homens de pequena fé, conforme o beneplácito da vontade de Deus, o ministério da reconciliação. É nossa a responsabilidade de apregoar a verdadeira salvação. Coisas estas que anjos anelam prescrutar e que foram confiadas à quantos creem em o nomo do seu filho Jesus, a pedra angular. Aleluia!

 A fonte do rio da vida 

"Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro" Apocalipse 22:1.

Infelizmente o que eu vejo é que temos jorrado de tudo, menos o Espírito Santo. Como temos jorrado sujeira uns nos outros! Como a nossa vida não jorra a vida de Deus! Isto acontece porque não buscamos onde convém. A nossa busca deve ter apenas uma fonte: o trono de Deus e do Cordeiro! Se bebermos de outra fonte, saiba que a sua cisterna é rota e apenas retem água podre. Não importa o que seja. Não precisamos de muito mais conhecimento. Precisamos do Espírito Santo! Quando eu escrevo estes textos minha preocupação não é apenas transmitir conhecimento bíblico, mas transmitir aquilo que o Espírito testifica ao meu coração. Porque apenas o que Espírito fala é o que deve ser repetido e ensinado. Ele mesmo é a única Água Viva que flui diretamente do trono de Deus.

Individualmente devemos beber destas águas para que em nós haja a vida eterna. Como está escrito: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba". O que precisamos para ter estas águas? Precisamos ter sede. Meu irmão, como precisamos ter sede! Um dos maiores trabalhos do diabo é nos atarefar com muitos ídolos e tomar todo o nosso tempo e assim não oraremos nem iremos ler a palavra da verdade. Tudo isso são os cuidados deste mundo nos maculando e levando para longe de Deus. Mas quando temos fome, então somos saciados. Porque "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos" Mateus 5:6. A justiça aqui não é a justiça humana, mas vida e justiça de Deus. Ou seja, se buscamos a face do Senhor, certamente o encontraremos! Se tivermos sede, certamente seremos saciados!

 Conclusão 

Encontre esta fonte meu irmão! Busque-a de todo o seu coração e com toda sua força! Deixemos de lado a caduquice da letra, que mata, a fim de achar os rios de água viva do Espírito Santo que nos inundam! Vem Senhor! Se nos enchermos destas águas elas irão fluir através de nós para curar todos aqueles que estiverem à nossa volta. Não existe possibilidade das águas do Senhor agirem de outra forma. Onde há o Espírito de Deus ai há liberdade, ou seja, liberdade do pecado, do diabo, de nós mesmo, dos nossos flagelos e doenças. Glória a Deus! Existe liberdade no Espírito Santo! Não pode haver comunhão entre luz e trevas. Somos embaixadores do Pai das Luzes e ele mesmo flui em nós a sua luz. Toda treva e tudo que é maligno deve fugir da nossa presença. Tudo viverá por onde quer que este rio passar. Nada lhe escapa! Louvado seja o nosso Deus!

Tudo isso não depende de mim ou da minha capacidade. Nem mesmo de nossos dons, mas depende das águas do Espírito Santo que estão fluindo diretamente do trono de Deus. Somos apenas os canais de benção e devemos jorrar as águas do trono de Deus. Não deixe o diabo fazer com que você beba de fontes duvidosas. Existe um rio que corre do trono de Deus.

Quem tiver sede, venha e beba!
E quem quiser beber, beba de graça a água da vida!
Vem Senhor Jesus!

Não ameis o mundo: A concupiscência dos olhos (1 João 2:16)

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"porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo" 1 João 2:16.

 Introdução 

Se a concupiscência da carne trata do pecado aparente, a concupiscência dos olhos trata da pureza do nosso coração, daquilo que não se vê. Para vencer a concupiscência dos olhos, portanto, precisamos purificar o nosso coração. Os olhos são a candeia do corpo, ou seja, as janelas por onde vemos todas as coisas deste mundo. O que são os olhos senão o caminho por onde vemos o mundo? Nossos olhos sempre desejam ver aquilo que é agradável à nossa carne. Porém, tudo que é agradável aos nossos olhos e todas estas luzes chamativas não procedem de Deus, mas do mundo. Porque é o mundo que oferece aquilo que é aparente.

A imagem escolhida para este estudo nos mostra isso muito bem. O mundo tenta agradar os nossos olhos de todas as maneiras: com a beleza, com as luzes, com a grandeza, com os sonhos e promessas. Enquanto isso vemos Jesus que não nasceu em palácios, mas em um estábulo no meio dos animais. Será que acreditaríamos que ali havia nascido o filho de Deus e o salvador do mundo? Um lugar que era posto na parte de fora da casa e à uma certa distância por ser muito fedido e desprezível. Este foi o lugar onde nasceu o nosso salvador. Não era aparente nem chamativo, mas foi o lugar escolhido por Deus para que seu filho fosse concebido. Neste lugar apenas chegaremos através da revelação verdadeira de Deus, porque é impossível aos olhos carnais perceber riqueza em tais lugares, pois não são aparentes.

Existem vários exemplos assim na palavra de Deus. Um dos mais interessantes é o exemplo de Ló, que ao ver os campos irrigados das planícies, foi para Sodoma. Abraão, entretanto, subiu o monte para viver nos carvalhais de Manre. Este é um princípio ainda atuante. Se vivemos conforme o que vemos nossa tendência é habitar em meio aos pecadores deste mundo, mas quando não vivemos conforme o que vemos, então subiremos a montanha em busca da firmeza de Manre e viveremos em meio aos carvalhos. Foi ali que o Senhor visitou Abraão e não na planície.

O carvalho é uma árvore muito significativa na palavra. Isaías 61 nos conta sobre o ano aceitável do Senhor e sobre como ele mesmo colocou em Sião uma coroa em vez cinza, óleo de alegria em vez de pranto, vestes de louvor em vez de espírito angustiado. E tudo isso "[...] a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo SENHOR para a sua glória" Isaías 61:3. Se não andamos pela aparência estaremos em meios aos carvalhos de justiça, a plantação gloriosa de Deus para sua própria glória.

 O que é a concupiscência dos olhos? 

Para entender a que João estava se referindo quando ele mencionou a concupiscência dos olhos nós precisamos entender duas coisas: do que se trata a concupiscência e a influência dos nossos olhos em meio ao mundo ou a influência do mundo aos nossos olhos.

 A concupiscência 

O que seria essa concupiscência? A concupiscência não é o pecado, mas é o que nos atrai para ele. É tudo aquilo que me atrai para pecar. Todos nós possuímos desejos e cobiças específicas, que são as nossas concupiscências pessoais. É este desejo que nos atrai ao pecado.

É interessante entender este processo, pois podemos nos beneficiar disso. Por exemplo, você sabia que não é pecado ser tentado? Não é pecado ser tentando, pois todos nós somos tentados todos os dias. Se a tentação fosse pecado até mesmo Jesus teria falhado em sua missão, pois o Espírito Santo o conduziu ao deserto para ser tentado pelo diabo. Mas Jesus venceu, porque foi tentado e não cometeu pecado algum e nem dolo foi encontrado em sua boca. Glória a Deus que nos ensina o caminho da santidade.

Ninguém peca sem uma origem. Podemos dizer que a nossa concupiscência é a origem do pecado, de onde ele emana. Há uma citação supostamente de Martinho Lutero que diz que “Você não pode impedir que um pássaro pouse em sua cabeça, mas, pode impedir que ele faça ninho”. Essa frase explica bem a diferença entre concupiscência e pecado. É impossível impedir que venham as tentações e pensamentos malignos, pois somos todos carnais. Mas é possível evitar que este pássaro crie morada em nossa cabeça, pensamentos e emoções.

 Os olhos são a candeia do corpo 

"A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" Mateus 6:22,23.

O primeiro princípio que devemos entender que levaram nosso irmão João a escrever sobre os olhos é que eles são a candeia de todo o nosso corpo. A nossa alma se conecta com o mundo exterior principalmente através dos olhos. É através dos nossos olhos que vemos o mundo, as suas cobiças, os pecados e a morte. E esse princípio é muito interessante, porque assim percebemos que para vencer o mundo nós precisamos primeiro subjugar os nossos olhos.

Este tema é tão sério que Jesus nos ensina que se os nossos olhos forem maus, então todo o nosso corpo estará em trevas. Ou seja, se os nossos olhos buscam as trevas, então consequentemente o nosso interior também estará em trevas. Mas se os nossos olhos forem bons, então o nosso corpo estará completamente luminoso.

É um princípio muito simples, mas que faz toda a diferença. Os olhos na palavra fazem essa conexão do mundo com aquilo que está dentro do nosso coração e vice verça. Veja a descrição de Jesus glorificado em Apocalipse: "E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo" Apocalipse 1:14. Por que será que os olhos de Jesus são como chamas de fogo? Seus olhos são como chamas porque ele mesmo é o fogo consumidor. O seu interior tem a mesma natureza de Jeová. O livro de Êxodo nos diz que quando a glória do Senhor passou sobre o monte Sinai "o aspecto da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cimo do monte" Êxodo 24:17. E é essa mesma glória poderosa que habita o interior de Jesus.

É assim que os nossos olhos devem ser. Se olharmos para aquilo que é bom, a luz do Espírito Santo habitará todo o nosso corpo e consequentemente os nossos olhos resplandecerão a luz da vida de Deus. Mas se permanecermos no erro olhando aquilo que não convém, então o nosso corpo será consumido em trevas e o nosso fim será a corrupção do fogo eterno.

 A Sedução dos olhos 

Através dos nossos olhos o mundo nos seduz e tenta nos atrair para o pecado. Nos pontos abaixo eu descrevi alguns dos principais aspectos em que percebemos que o mundo tenta nos enredar e vencer.

 A aparência do mundo 

"Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu" Gênesis 3:6.

Devemos observar que a aparência do mundo é extremamente bela e atrai os nossos olhares. O que acontece, frequentemente, é que somos atraídos e enganados não percebendo que é o mundo que nos oferece estas coisas belas. É claro que aquilo que é belo irá nos atrair e o nosso coração tenderá a nos enganar para pensar que aquela beleza só pode mesmo ser proveniente de Deus. Mas o nosso coração é desesperadamente corrupto e a nossa justiça como trapos de imundícia. Não devemos confiar em nós mesmos, pois assim seremos derrotados. Veja que Eva foi seduzida pelo fruto do conhecimento do bem e do mal, entre outros motivos, porque ele era "agradável aos olhos". As ofertas do mundo aos nossos olhos sempre serão agradáveis e por isso devemos nos atentar para tudo que seja aparente ou agradável. Eva foi enganada pois não conhecia a instrução de Deus. Igualmente satanás tenta macular o conhecimento vivo da palavra e da santidade em nossos dias, brilhando em nossos olhos as ofertas da árvore do conhecimento.

Quando eu menciono esta aparência talvez você considere que eu esteja falando daquilo que não é 'gospel'. Porém é importante perceber que este mundanismo já há muito tempo penetrou em nossas denominações. Não é tão difícil perceber estas coisas. Se você nasceu de novo tenho certeza que alguma coisa te diz que há algo muito errado em nossas denominações. O que está errado é que nós transformamos um ambiente de santificação e pureza em um covil de lobos devoradores. As denominações estão infestadas de incrédulos e pessoas que nunca conheceram a graça e a misericórdia de um Deus misericordioso. O nosso louvor se tornou um show; as pregações se tornaram em palestras de auto-ajuda; reunir se tornou em um evento social onde encontramos outras pessoas e os locais de reunião parecem mais como palácios, sendo que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas.

O que é tudo isso? A aparência deste mundo penetrou. Somos vaidosos e orgulhosos e temos todas as características dos incrédulos. Qual a nossa diferença para o mundo? Somos tímidos e não falamos sobre o evangelho da salvação, que tem poder para salvar este mundo. Enquanto isso Jesus continua nascendo em Belém, numa estrebaria junto aos animais. Não é uma figura bonita como o catolicismo prega. É um nascimento sofrido e feio, sem nenhuma aparência visível. Todavia, ali é nascido o Rei dos Reis que julgará todos aqueles que praticam a iniquidade.

 De onde procedem os maus desígnios? 

É importante perceber, e ter muita atenção nesta sedução, porque é do interior que procedem todos os maus desígnios. Veja o versículo de Marcos capítulo 7: "Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem" Marcos 7:21-23.

Este texto é, no mínimo, esclarecedor. De onde vem todos os males e o pecado do homem? Eles vem do seu próprio interior. É do interior do homem que emanam estas coisas. Quando olhamos para o que é mau, então o nosso interior será mau e nós iremos, com toda a certeza, nos enredar no pecado. O fruto de viver na carne pode apenas ser pecado, morte e a nossa corrupção no Dia do Senhor. A nossa concupiscência está sempre à procura de catalizadores para o seu desejo. Sempre desejando se saciar. Se damos espaço para os nossos olhos buscarem estas coisas, certamente eles encontrarão as sujeiras do mundo e assim a consequência dessa vida será ter trevas em nosso interior. Se a luz que há em mim são trevas, quão grandes trevas são! Se no meu interior existe concupiscência, então não há outro caminho senão o caminho do pecado.

 O caminho do pecado 


"Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela" Mateus 5:28.

Um dos grandes objetivos de João ao falar acerca da concupiscência dos olhos é nos alertar que o pecado nos contamina por causa dos nossos olhos. Como vimos na introdução deste texto, a concupiscência dos olhos trata o nosso interior, e por consequência, a nossa vida subjetiva. Se damos espaço em nossa mente para as nossas concupiscências, então a consequência não pode ser outra senão o pecado.

Os desejos da carne são um bom exemplo disso. Estes tipos de pecado não surgem do nada, mas eles são semeados na nossa mente através dos nossos olhos. Se tão somente olhamos para uma mulher com intenção impura em nosso coração, então certamente nós já cometemos pecado. Este é um dos maiores erros dos homens e não seria possível comentar acerca da concupiscência dos olhos sem mencionar estas coisas.

É muito triste ver que quase todos os irmãos pecam e erram demasiadamente neste ponto. E até mesmo as irmãs costumam também cair, pois vivemos no século da beleza aparente e das ofertas do mundo. Se ligamos a televisão ela escreta todo tipo de sujidade nas nossas mentes e, principalmente, as imundícias da nudez, do sexo e da pornografia. A nossa mente é ensinada que estas coisas são comuns e que não precisamos nos purificar delas. Desta forma o diabo alcança seu objetivo e derrota a maior parte dos irmãos, através dos seus olhos.

 O caminho do pecado II 

Veja que não é apenas o pecado sexual que é resultado daquilo que vemos. Existe um ditado que diz que somos tudo aquilo que comemos. Eu digo que somos tudo aquilo que vemos. Se vivemos vendo violência, nossa vida estará cheia de violência. Se vivemos vendo inveja, orgulho e porfias, então nossa vida estará repleta destas coisas. O exemplo do pecado sexual é interessante, porque é alguma coisa que podemos verificar com maior facilidade. O mundo excreta sexo constantemente na nossa mente, mas isso é só a ponta do iceberg. O mundo também excreta outras sujidades como a soberba, a idolatria, a malícia e a avareza. Estas coisas não são tão fáceis de perceber, mas são tão perigosas quanto os pecados sexuais. Não devemos olhar para estas coisas.

Porque será que eu sou tão crítico das denominações? O problema é que as denominações estão cheias de todas estas sujeiras. Quando olhamos estas coisas o que será que iremos reproduzir? Claro que também será o pecado. A palavra é clara: "[...] as más companhias corrompem os bons costumes" 1 Coríntios 15:33. Se estamos em meio aos pecadores, veremos pecado, seremos tentados por ele e, provavelmente, iremos também seguir o caminho do pecado. A Igreja precisa viver em um ambiente de santidade como assim foi designado desde o princípio pelos apóstolos do Cordeiro. Devemos amar os pecadores, mas também devemos odiar até mesmo a roupa contaminada pelo pecado.

 A ambição do mundo 

"Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus" João 12:42-43.

Outro aspecto que também tem muito a ver com a concupiscência dos olhos é a nossa ambição. Somos ambiciosos por natureza e a forma como ambicionamos é através dos nossos olhos. Seja o que for, quando olhamos alguma coisa com ambição, logo nos entregamos às nossas concupiscências.

A ambição maculou o cristianismo da nossa era. É triste ver que os serviços nas denominações são ambicionados por todos os motivos, menos para servir sinceramente a Deus. E o pior é que continuamos dizendo: é normal. Ambição como essa não é normal, mas procede da nossa concupiscência e está avessa ao evangelho de Cristo. O evangelho nos ensina a buscar a morte da nossa vontade, nos igualando a Jesus até a morte para que de alguma maneira sejamos também igualados a ele em sua ressurreição. Se devemos ambicionar alguma coisa é a cruz, a vontade de Deus sobre a nossa vida.

Essas situações não são novas. Veja o exemplo de Ló, que escolheu as planícies de Sodoma e Gomorra. Ele levantou os olhos e viu o que havia de mais agradável, bonito e vigoroso. Viu as belas planícies de Sodoma como eram bem regadas e cheias de vida. Seu julgamento tomou base na sua visão carnal e por isso nós sabemos o resultado da sua escolha.

Assim também acontece conosco. Quando escolhemos baseado na nossa ambição mundana, naquilo que vemos, não pode existir outro destino senão Sodoma e Gomorra, o lar dos pecadores e lugar onde se pratica toda sorte de mal. A ambição é tão destruidora que é totalmente avessa à vontade de Deus, que deseja nos levar para os lugares montanhosos, conforme a história de Abraão. Ele foi residir nos carvalhais de Manre onde há firmeza e estabilidade longe do pecado de Sodoma. Ele mesmo não padeceu destruição, mas salvou do fogo Ló e sua família.

É claro que é impossível determinar qual é a intenção do coração das pessoas, mas é possível perceber o que se tornaram as nossas denominações. Veja que nas montanhas não haviam pecadores, mas apenas o justo Abraão. Por mais bonito e próspero que fosse, era nas planícies de Sodoma e Gomorra que havia pecado. Se compararmos este exemplo aos nossos dias você verá que não é difícil comparar nossas denominações com Sodoma e Gomorra. Ali existem pessoas justas, assim como havia Ló e sua família em Sodoma e Gomorra. Mas assim como era naquelas cidades, a maioria deles são pecadores de todas as espécies, assim como é hoje. Vivemos um tempo em que as denominações são agradáveis e não comentam muito sobre o nosso pecado. Não é ruim estar ali, mesmo sendo um pecador. As pessoas são bonitas, existe muito show, muita luz, muita pirotecnia. Existe prosperidade financeira e muitos campos verdes. Estes lugares atraem todo tipo de gente. Tanto pecadores quanto justos.

 Como vencer a sedução dos olhos? 

Vencer todas estas coisas que foram ditas neste estudo é a base para nos santificar e para vencer o amor deste mundo. Na verdade o princípio para vencer não é tão complicado. Vejamos:

 Olhar para Cristo x Olhar para o mundo 

O Senhor é maravilho! Todas as respostas de todas as nossas indagações estão na palavra. Ela é totalmente suficiente para nos santificar. Para vencer a concupiscência dos olhos nós devemos verificar um exemplo nas escrituras. Veja: "Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus" Mateus 14:25-29.

Este trecho da palavra nos ensina como vencer a concupiscência dos olhos. É bem simples. Veja que Pedro andou sobre as águas e para tal devemos nos atentar a dois princípios. Pedro se baseou na palavra de Jesus: "Vem!" e olhou para Ele. Pedro, por alguns instantes, não levou em consideração a força do vento e andou sobre as águas. O grande princípio que devemos verificar neste texto é que para vencer a concupiscência dos olhos nós devemos parar de olhar para o mundo e devemos olhar somente para Cristo. Se olhamos para Cristo não importam os ventos à nossa volta, pois nós andaremos sobre as águas. Foi um momento rápido e que não levamos muito em consideração, mas é um sinal importante que nos ensina a vencer o mundo.

Na bíblia quando a palavra trata sobre os mares normalmente ele está indicando o mundo, o domínio do diabo. É por isso que Jesus veio andando sobre as águas. Após um tempo de oração solitária Jesus estava cheio do poder do Espírito. Ele sempre foi santo e como sinal para nós cristãos, ele andou sobre o mar porque ele mesmo não tinha nada com este mundo e o mundo nunca teve nada nele. Este não é um milagre simples de Jesus, mas um sinal para a nossa própria vida! A única parte da nossa vida que deve tocar o mundo é a sola dos nossos pés. Quando andamos focando nosso olhar no Senhor, certamente venceremos o mundo.

 O pendor do Espírito 

"Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz" Romanos 8:5-6.

Você deve estar se perguntando como, na prática, podemos olhar para o Senhor. Romanos, capítulo 8, nos dá essa resposta. Neste trecho Paulo fala sobre o pendor do Espírito. Essa palavra pendor não está muita clara neste trecho. A palavra significa literalmente colocar a sua mente em algo, pender para algo. Então se nos inclinamos para a carne, ou se colocamos a nossa mente nas coisas da carne, então colheremos morte.

Este trecho da palavra me faz lembrar de algo que Salomão nos ensinou: "Os olhos do sábio estão na sua cabeça, mas o estulto anda em trevas" Eclesiastes 2:14. Então, conforme esta palavra de Salomão podemos dizer que colocar a mente em algo, parafraseando, é como colocar os olhos naquilo. Assim, o pendor do Espírito é colocar os nossos olhos (nossa mente) no Espírito. Devemos nos inclinar sempre para o Espírito. Olhar para Jesus é colocar os nossos olhos no Espírito. Ter comunhão com o Espírito e viver sempre em união com ele.

Se olharmos sempre para o Espírito então a nossa vida será luminosa, pois Deus nos encherá de vida e paz. Mas se colocamos os nossos olhos nas coisas da carne, então iremos colher apenas morte, que é resultado de uma vida de pecado.

 Se o teu olho te escandalizar, arranca-o 

"E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno" Mateus 18:9.

Viver uma vida desta forma certamente não é tarefa fácil. Para colocar os olhos no Espírito será necessário negar a nossa vontade e concupiscências. Se verificamos que os nossos olhos nos fazem pecar, então qual deve ser a nossa atitude? Muitas pessoas aceitam a situação achando que, por Deus ser misericordioso, ele entenderá. Ele, porém, nos diz para arrancar este olho e sem ele entrar no Reino.

É claro que esta parábola não é literal, apesar de que se fosse também faria sentido. Mas quando ele fala para arrancarmos o olho ele está dizendo para negarmos a vontade deste olho. Se o meu olho me faz pecar, então devo negar a vontade do meu olho para que eu não seja inteiramente lançado no inferno. 

Devemos vencer aquilo que nos leva ao pecado e o maior caminho para o nosso interior são os nossos olhos. É por isso que Jesus fala tanto sobre os olhos. O apóstolo João entendeu estas coisas. Precisamos arrancar os nossos olhos, se é que eles nos fazem pecar. Negar a nossa vida, as nossas concupiscências e a nossa vontade. Tomar sobre nós a vontade do Espírito e colocar nele a nossa mente. 

"Não porei coisa injusta diante dos meus olhos; aborreço o proceder dos que se desviam; nada disto se me pegará" Salmo 101:3.

Porém tudo isso deve vir de nós. Jesus faz muitas coisas em nós, mas a decisão de nos santificar parte de nós mesmos. Veja este salmo. O salmista decidiu não colocar nenhuma injustiça diante dos seus olhos. Certamente ele arrancou os seus olhos para não ver a injustiça e assim se encheu com a luz do Senhor. Este deve ser o nosso proceder. Arrancar da nossa vista a injustiça e nos encher com a justiça de Deus.


Não ameis o mundo - A concupiscência da carne
Não ameis o mundo - A soberba da vida