Os Sete Selos - O Cavalo Branco (Apocalipse 6:2)

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"Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer" Apocalipse 6:1-2.

 Introdução 

Muito têm-se dito sobre o primeiro selo no 
capítulo seis do livro de Apocalipse. A maioria do que eu tenho ouvido, entretanto, nada têm a ver com aquiles que este selo representa. Por isso me coloquei diante do nosso Pai para compreender estas palavras, de forma que seja possível compartir a todos aquilo que o Senhor deseja para os nossos dias. Você verá que ele tem tudo a ver com a nossa vida nestes últimos dias.

Já há algum tempo eu medito e me disponho a compreender, da parte do nosso Senhor, toda a escritura, mas principalmente o livro de apocalipse. E nestes dias o Senhor tem me incentivado a não reter a revelação de tudo aquilo quanto Ele mesmo deseja revelar aos seus pequeninos. Por isso, com muito temor, receba esta palavra e verifique nas escrituras se tudo que for descrito neste texto possui base nas sagradas escrituras.

 A revelação das sete estrelas 

"Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas" Apocalipse 1:20.

Se queremos entender o livro de Apocalipse devemos começar pelo seu início. No capítulo primeiro, vemos a descrição de Jesus glorificado, a citação das sete Igrejas da Asia, sete candeeiros e as sete estrelas que estão nas suas mãos. Este capítulo muitas vezes é pulado ou mesmo esquecido quando queremos falar deste livro, porém é ele mesmo que traz a revelação sobre todo o restante dos seus capítulos.

Lembremos também que Apocalipse, na verdade, significa revelação. O livro se inicia com: "Revelação de Jesus Cristo [...]" Apocalipse 1:1. Isso significa que este livro, na verdade, revela Jesus glorificado, ressurrecto e poderoso, assentado à destra da glória de Deus e andando no meio das Igrejas. À Ele foi concedido a maior honra e glória de todo o universo, a saber, ser o Rei de Reis para a glória do nosso santo Pai. 

Uma das cenas mais marcantes e significativas deste capítulo são as sete estrelas, que estão em sua mão direita. É como se estas estrelas fossem por ele guardadas com maior atenção, carinho e cuidado. Mas o que seria este mistério? Para entender, devemos voltar ao princípio. Veja: "Jurei, por mim mesmo, diz o Senhor, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho, que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz" Gênesis 22:16-18. Neste texto de Gênesis vemos a promessa de Deus a Abraão. Temos neste texto algumas coisas que podemos observar. Aqui é dito que a sua descendência seria como as estrelas do céus, como a areia do mar e que nele, ou seja, na sua posteridade, seriam abençoadas todas as nações da terra.

Sabemos que em Cristo, descendente de Abraão, todas os gentios receberam a promessa da fé e a graça que a nós outrora não havia sido pregada. Portanto, esta promessa já se cumpriu em nós, gentios na carne, feitos herança por meio da fé, sendo que assim nos fazemos descendência em Abraão, pela fé: “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” Gálatas 3:29.

A promessa, entretanto, difere entre estrelas dos céus e a areia do mar. A areia do mar se refere aos povos que descendem de Abraão na carne. Como os povos árabes, que são conforme o islamismo, descendentes de Ismael e os israelitas, que descendem de Isaque. Isso significa que muitos dos povos do Oriente Médio são descendentes de Abraão. 

Mas o que seriam então as estrelas do céus? As estrelas do céus são a promessa de Deus a Abraão de que dos seus descendentes, seja na carne ou pela justificação pela fé, que decorre primeiro em Abraão, muitos seriam salvos por Deus e levados ao céus e ali brilhariam como as estrelas. Esta promessa há de se cumprir e foi relatada no capítulo sete de apocalipse: "Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos" Apocalipse 7:9.

Portanto, as estrelas que estão na mão do Cordeiro são também os anjos das sete Igrejas. Mas veja que as Igrejas não possuem um anjo ou enviado de Deus que não sejam as próprias pessoas. Assim, o início deste livro nos revela que em meio às Igrejas sempre existirá um remanescente enviado de Deus que proclama em bom tom a Verdade e absoluta obra do nosso Deus. Aqueles que vencem o bom combate, que praticam as palavras de Jesus e edificam a sua casa sobra a rocha. Aqueles que, como Antipas, lutam contra as injustiças dos homens e que não negam o seu nome em meio as contradições humanas. Estas estrelas, que estarão diante do trono de Deus, são os vencedores das Igrejas. Isto também pode ser verificado na promessa aos vencedores de cada Igreja: "O vencedor será assim vestido de branco, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida. Pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos" Apocalipse 3:5.

 O Filho Varão 

"Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono" Apocalipse 12:5.

As sete estrelas, portanto, são um conjunto de pessoas que foram salvas, que viveram o evangelho do Senhor Jesus na prática e que venceram todas as coisas em sua determinada época. São os vencedores, os eleitos de Deus. O capítulo doze de Apocalipse nos revela que existe, mais uma vez, esta distinção entre as estrelas e os candelabros. Neste capítulo vemos a visão de uma mulher que está sofrendo tormentas para dar a luz a um filho varão. E veja que interessante, quem é arrebatado para o trono do Cordeiro é este filho varão, o remanescente fiel.

A verdade das escrituras é clara e sempre nos mostra esta divisão. O problema é que muitas vezes nós não queremos enxergá-la. Basta lembrarmos de alguns exemplos. Veja: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha" Mateus 7:24. E também é dito: "E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia" Mateus 7:26. Aqui temos duas pessoas que ouviram as mesmas palavras de Jesus. A primeira praticou as palavras de Cristo, viveu piedosamente e se afligiu pela causa do evangelho. A segunda, por sua vez, ouviu as palavras de Jesus, mas não se importou muito e foi viver a sua vida, tocar os seus negócios.

Ambas estavam ouvindo as mesmas coisas, uma porém praticou e outra não. Na maioria das vezes que vemos exemplos como este temos a tendência de achar que aquele que edificou a sua casa sobre a areia é um insensato mundano, porém não é este o caso. Ambos provavelmente creram no Senhor Jesus, mas só um deles praticou as suas obras. Vivemos em tempos semelhantes. Muitas pessoas ouvem as palavras de Deus, mas poucas são aquelas que buscam praticar suas palavras com temor. Deus, sendo justo e perfeito, não admitiria que ambas tivessem o mesmo galardão e por isso ele guarda aquelas que praticam a sua palavra com maior zelo e as arrebatará naquele grande dia, pois elas mesmas venceram a carne, o pecado, o mundo e até mesmo o diabo! São elas que trazem justiça a satanás e por isso mesmo tomarão o seu lugar nos céus.

Este grupo de pessoas, em uma composição das sete Igrejas, é o filho varão, os eleitos de Deus. Por todo livro de Apocalipse vemos este exemplo de diferenciação entre aqueles que participam das bodas do cordeiro com aqueles que aguardam a ressurreição após os mil anos, veja: "Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos" Apocalipse 20:6.

 Os exércitos que há no céus 

"[...] e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro" Apocalipse 19:14.

Na sua vinda triunfal, a 'parousia', o Senhor Jesus não virá sozinho, mas virá com os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos e vestidos de linho finíssimo, branco e puro. Este texto retrata mais uma vez o filho varão, ou as estrelas que estavam na mão do Senhor Jesus no capítulo primeiro de Apocalipse. E aqui este povo não são os anjos, pois na palavra em nenhum momento é citado como eles se vestem, mas os vencedores, os eleitos de Deus, o Filho Varão. Veja: "Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos" Apocalipse 19:7-8.

Mais uma vez vemos aqui que, além de Jesus que virá também montado num cavalo branco, assim também virão todos aqueles que forem arrebatados, os vencedores, os eleitos, o filho varão. Isto nos mostra que o primeiro selo não pode ser ninguém além destes exércitos, mesmo porque eles ainda precisam vencer em vida, como já têm vencido desde o inicio da era da Igreja. Por isto também "[...] ele saiu vencendo e para vencer", pois os vencedores vencem desde a era da Igreja em Éfeso, que representa profeticamente o tempo da Igreja primitiva e apostólica. E desde então os vencedores por todas as eras da Igreja estão vencendo satanás, por mais que ele tenha tentado calar a sua ação e seus atos de justiça. E mesmo por meio da morte eles não podem ser calados! Porque ainda que morram, viverão, porque sobre eles não reina a segunda morte. E naquele grande Dia, eles vencerão de uma vez por todas. Se juntará a eles os vencedores de Laodiceia, que serão arrebatados, e será expulso o dragão, a antiga serpente que engana o mundo todo. Porque "eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida" Apocalipse 12:11. ALELUIA!!

Este é o mistério que foi revelado, a promessa maravilhosa de Deus a todos quantos vivem piedosamente e morrem a cada dia para viverem para o nosso Deus. Que tomam diariamente a sua cruz e o seguem constantemente para o calvário. O Pai tem para estes uma promessa sobremaneira excelente. Promessa de vida, ainda que sejam mortos; promessa de riqueza, ainda que sejam pobres. Por isso este mundo não mais nos importa. Por isso vivemos neste mundo, como se dele não fôssemos, porque de fato, não somos. A esperança destes tais é assim, viver nesta terra como se dela não fossem, andam aqui como se já houvessem sido arrebatados, porque assim cumpre fazer. Somos seres eternos, movidos pelo Espírito da Promessa para a salvação da nossa alma naquele dia. Nada temos, nada possuímos, a não ser a esperança da revelação da graça de Deus em Cristo Jesus.

 A vitória pela paz, o arco sem flechas 

"Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco;" Apocalipse 6:2.

Uma característica interessante destas pessoas é que elas tem um arco sem flechas. Isto demonstra que, apesar de ser um povo de guerra, eles não batalham contra carne. Mesmo porque o julgamento pertence somente ao nosso Senhor Jesus. Eles são arautos da paz, assim como o evangelho de Cristo nos instrui: "Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus" Mateus 5:9. Apesar de ser mensageiros de paz, o arco é uma arma e também é retratada em outros textos na palavra de Deus. Um deles, que me agrada muito é Isaías. Veja: "As suas flechas são agudas, e todos os seus arcos, retesados; as unhas dos seus cavalos dizem-se de pederneira, e as rodas dos seus carros, um redemoinho" Isaías 5:28. Veja que este exemplo demonstra que esta figura deste cavalo branco é retratado por toda a palavra de Deus. Infelizmente não conseguimos enxergar porque estamos cegos em muitas fábulas e a palavra de Deus não pode ser revelada a nós desta forma. Mas veja como são poderosas as palavras que descrevem estas pessoas.

O livro de Joel é outro exemplo de textos assim. Veja: "Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. À frente dele vai fogo devorador, atrás, chama que abrasa; diante dele, a terra é como o jardim do Éden; mas, atrás dele, um deserto assolado. Nada lhe escapa. A sua aparência é como a de cavalos; e, como cavaleiros, assim correm. Estrondeando como carros, vêm, saltando pelos cimos dos montes, crepitando como chamas de fogo que devoram o restolho, como um povo poderoso posto em ordem de combate" Joel 2:2-5.

Assim o Senhor deseja. Levantar um povo de guerra, que são pacificadores. Um povo que ainda que morra, viverá. Ainda que seja pobre, será rico. Ainda que sejam pacificadores, serão um povo de guerra tal qual o mundo nunca viu e nem nunca verá.

 Por que o cavalo branco não é Jesus? 

"[...] e ele saiu vencendo e para vencer"

Jesus venceu na cruz de uma vez por todas e hoje está assentado à destra da Majestade. Ele assim afirma ao falar a Igreja em Laodiceia: "Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono" Apocalipse 3:21. Jesus não precisa vencer novamente. Quando vemos a citação da vitória em Apocalipse sempre é relativo aos vencedores: "Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. O SENHOR enviará de Sião o cetro do seu poder, dizendo: Domina entre os teus inimigos" Salmo 110:1-2. Jesus voltará não para vencer o mundo, mas para julgá-lo: "Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça" Apocalipse 19:11.

 Por que o cavalo branco não é o anticristo? 

"De um dos chifres saiu um chifre pequeno e se tornou muito forte para o sul, para o oriente e para a terra gloriosa" Daniel 8:9.
"[...] e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas" Daniel 9:26.
"Ninguém, [...] vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição" 2 Tessalonicenses 2:3.
"O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos" Apocalipse 20:10.

A razão pela qual o primeiro selo não se trata do anticristo é simples, o livro de Apocalipse não se trata da revelação do anticristo, nem da obra do diabo. Se estamos falando da obra maravilhosa de Jesus, o foco não pode ser o anticristo. O foco do livro de Apocalipse, além de Jesus, são os seus, os remidos e vencedores da besta, aqueles que lavaram e alvejaram as suas vestes no seu sangue e não o anticristo.

Conforme citei acima, os únicos livros que tratam sobre este tema, são Daniel e Tessalonicenses. Isto porque a revelação de Daniel trata-se de uma visão mais política sobre os reinos deste mundo e não sobre a revelação espiritual de Jesus e dos seus. Porém, apesar disso, vemos duas figuras nos capítulos treze, dezessete e por fim no capítulo vinte: a besta e o falso profeta. Porém, nenhum deles trata-se do anticristo.

O anticristo é retratado na palavra como um chifre pequeno que se engradece no tempo da grande tribulação. Ele não será tão conhecido assim como muitos imaginam. Na verdade, estudante dos textos escatológicos como sou, não consigo entender esta cisma que temos com o anticristo. Para identificá-lo será muito simples: ele será o messias dos judeus.

Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus (Romanos 5:1)

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"Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" Romanos 5:1.

Nos últimos dias o Senhor me levou a meditar no livro de Romanos. No capítulo 5 deste livro temos um esclarecimento muito importante sobre a obra de Cristo na cruz e uma revelação sobre como alcançar paz com Deus. Antes de mais nada devemos entender que a nossa justificação se baseia inteiramente na fé. Se não cremos que fomos justificados por meio de Jesus, como poderemos limpar a nossa consciência para acessar com intrepidez o trono da graça? Assim, somos justificados por meio da fé. Não se baseia em obras, mas em crer naquilo que o Cristo de Deus realizou por nós na cruz. Creia que Jesus é poderoso para nos justificar de toda obra passada, de todas as coisas antigas, de todo pecado e toda morte.

Jesus se tornou, assim, a nossa única e perfeita ponte de ligação até Deus. Porque "ninguém jamais viu Deus; o Deus unigênito, que está junto do Pai, é quem o revelou" João 1:18. Jesus nos levou de volta ao Pai pelo seu sacrifício e estabeleceu a paz entre os homens e Deus. O que era impossível a lei, tornou-se possível através da poderosa obra de Jesus, que veio a fim de cumprir a lei de Moisés e concluir, de uma vez por todas, toda a exigência da lei. E da mesma forma como por um só homem veio o pecado e a morte a muitos, assim também convinha que através de um só a morte fosse tragada pela vida de Deus, em Cristo Jesus. O que nunca outrora havia sido possível, ou seja, ter comunhão com o Deus de toda terra, agora se torna possível através de Jesus. Ele nos trouxe para junto do Pai das Luzes, através da justificação. Assim, crendo na sua obra redentora na cruz, pela fé, temos paz com esse Deus maravilhoso e podemos adentrar em Suas portas com louvor, honra e ações de graças porque nos aproximou Dele mesmo pelo sacrifício do seu único filho.

Assim percebemos uma grande base da vida cristã: a fé. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6). Sem fé não é possível nem mesmo começar a caminhada cristã, porque se assim for, como podemos crer naquilo que Jesus realizou por nós? E como podemos ter paz com o Deus de toda terra? Muitos irmãos passam semanas ou meses sem comunhão com o Espírito Santo e isso apenas demonstra onde estamos, ou seja, no pecado. Se cremos naquilo que Jesus fez por nós na cruz, temos paz com Deus e consequentemente temos também comunhão com o santo Espírito da Promessa. Se não for assim, temos que rever nossa caminhada e voltar ao ponto básico e fundamental da vida cristã: a fé.

Talvez nossa falta de comunhão tenha duas origens: nossa falta de fé e o pecado. Mas o pecado também só adentra nossa vida quando não cremos na poderosa justificação de Jesus. Portanto podemos concluir que a fé é o inicio de uma vida cristã vencedora e poderosa. Na verdade, a fé é o inicio da vida cristã normal, conforme lemos nas sagradas escrituras e nada tem a ver com este evangelho morto e pecaminoso que vemos nas denominações em nossos dias. Estas coisas não se tratam do evangelho de Cristo, mas da obra de outro que não Deus. Porque aquilo que provém de Deus não pode ser pecaminoso, falho ou desta terra. "Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo" Romanos 14:17. Ou seja, o verdadeiro Reino de Deus não se trata de convivência entre irmãos, mas da justificação pela fé, paz com Deus e alegria no Espírito Santo, que nos convence do pecado, da justiça e do juízo.

Não se deixe enganar! O Dia do Senhor vêm sem demora! Busque em Deus a justificação por meio da fé na obra redentora do Cristo de Deus, Jesus. Esta é a base firme na qual estamos fundamentados, a pedra angular, rejeitada por muitos, mas eleita e preciosa. A Deus seja o louvor para todo sempre! Ele é o único digno de nossa adoração. À Ele somente e ao Cordeiro pertencem a salvação! Amém!

O Iminente arrebatamento do Filho Varão (Apocalipse 12:5)

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"Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono" Apocalipse 12:5.

 Introdução 

Estou meditando e examinando as Sagradas Escrituras nestes dias. Também me dedico diariamente a compreender os sinais dos tempos, para ter subterfúgios mínimos para compreendermos, ao menos, a era em que vivemos.

Assim como Daniel observou as quatro bestas que subiram do mar, assim importa que nós conheçamos os impérios que estão hoje sobre a face da terra, a fim de compreender também o juízo do Altíssimo sobre toda carne. E não demora!

Se o Espírito permitir futuramente falaremos com mais riquezas de detalhes sobre o falso profeta, sobre o homem da iniquidade e sobre tudo que foi profetizado nos textos de Daniel e Apocalipse. Agora, entretanto, é necessário falar sobre o arrebatamento do Filho Varão. Acontecimento este, que será crucial para o plano do Altíssimo nestes últimos e derradeiros dias.

 O Filho Varão 

"Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono" Apocalipse 12:5.

Talvez uma das grandes obras do inimigo na terra seja macular a compreensão destas coisas. Veja que no texto de Apocalipse 12 alguém foi arrebatado, porém não é a mulher, que representa a composição das Igrejas de todas as eras, mas o Filho Varão. Quem seria, então, este Filho Varão que foi arrebatado?

Apesar de muita discussão, podemos identificar que ele é a composição daqueles que são filhos maduros. São aqueles que edificaram a sua casa sobre a rocha, que seguem o Cordeiro por onde quer que vá. Eles serão arrebatados primeiro, a fim de trazer julgamento ao dragão, que será lançado na terra. Isto também comprova o que é dito em toda a escritura, como quando é dito: "Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos" Mateus 22:14. E até no próprio capítulo de Apocalipse 12, quando é dito: "Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida" Apocalipse 12:11. Devemos entender profundamente o que significam estas coisas!

No capitulo 12 de Mateus, Jesus nos conta a parábola das bodas. Nesta parábola nos é dito que os convidados não deram ouvidos ao convite para participar da festa, mas maltrataram os servos do rei, que irou-se e lhes queimou a cidade. Também enviou outros servos para buscar nas encruzilhadas tantos quantos eram dignos de participar desta festa. E assim, a festa se encheu com os convidados do rei.

Porém, o rei notou que havia um convidado que não trajava suas vestes nupciais. Vendo-o, o rei mandou lhe amarrar os pés e mãos e lançar nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes, "Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos" Mateus 22:14.

Aqui fica claro que o rei exige dos seus convidados uma certa vestimenta. Uma veste nupcial. Esta parábola nada mais é do que a representação das bodas do Cordeiro, o Noivo, que vem depressa buscar a sua noiva, a Igreja.

Esta veste nupcial também é citada em Apocalipse, quando é dito: "Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos" Apocalipse 19:7-8.

Assim, podemos dizer com certeza que o Filho Varão é a composição daqueles que teceram as suas vestes nupciais com atos de justiça. Que em verdade se santificaram sobremaneira, pois sem santidade ninguém verá a Deus (Hebreus 12:14). Também são as virgens prudentes, que encheram a sua vasilha de azeite e aguardaram a volta do noivo cheias de azeite. Também são aqueles que venceram o bom combate, combateram a carne, combateram satanás e são mais do que vencedores em Cristo Jesus (Romanos 8:37).

 O engano da apostasia deste século 

Como verificamos na meditação A chegada da apostasia e a manifestação do anticristo, estamos vivendo uma época final nesta terra, que é representada pela grande apostasia das congregações do Brasil e de todo mundo. Vivemos nos tempos em que Paulo nos advertiu: "Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas" 2 Timóteo 4:3-4.

Em nosso tempo as pessoas não tem interesse de ouvir a verdade das escrituras, a sã doutrina dos apóstolos do Cordeiro, mas preferem dar ouvidos às fábulas de demônios e toda imundícia da mentira, pela qual muitos deles serão arrastados diretamente para o inferno. Para ao lugar onde haverá choro e ranger de dentes, pois não teceram suas vestes em vida, certamente não estarão presentes no maior e mais santo casamento do universo, a saber: o Jesus, o Messias e a Igreja. Aleluia! Vem Senhor Jesus!

 Quando será o arrebatamento? 

É claro que o dia e a hora deste acontecimento maravilhoso é desconhecido. Nem mesmo o Filho sabe a hora (Mateus 24:36). Mas o que as Sagradas Escrituras nos dizem ou quais sinais ela nos apresenta para a chegada deste tempo? Veja a seguir:

 O sinal espiritual 

"Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz"
 Apocalipse 12:1-2.

O primeiro sinal para compreendermos que estamos às portas do arrebatamento do Filho Varão, é descrito no capítulo 12 de Apocalipse e em outras passagens semelhantes a ela. Aqui é dito que certa mulher está grávida e sofre tormentas para dar a luz. Devemos entender que o livro da Revelação de Jesus, não deve ser discutido, pois representa acontecimentos históricos que serão ou que já aconteceram. Devemos observar todas as coisas como fez Daniel e pedir discernimento ao Espírito para que nos esclareça.

No caso das dores de parto da mulher, isto representa os últimos e derradeiros dias, a consumação de todas as coisas. O livro de Mateus nos mostra algo semelhante que pode nos ajudar a compreender esta maravilha: "[...] porém tudo isto é o princípio das dores" Mateus 24:8. Neste texto Jesus estava respondendo seus discípulos acerca de duas coisas: a destruição do templo em Jerusalém (Mateus 24:1), que ocorreu próximo ao ano 70 d.C e sobre a consumação do século (Mateus 24:3). Talvez por isso muitos se confundam sobre o texto de Mateus 24. Caso tenha dúvidas, não deixe de ler o estudo Fim dos Tempos: O Princípio das Dores.

Fato é que as dores de parto da Igreja estão presentes desde a sua fundação. Porém todo este sofrimento culminará, por fim, no nascimento do Filho Varão. É conhecimento comum que uma mulher sente muitas dores de parto quanto mais se aproxima o nascimento do seu filho. Semelhantemente, ao se aproximar o nascimento do Filho Varão, a mulher sofrerá muito e é aqui que reside o sinal.

Como vimos anteriormente, vivemos o tempo da apostasia. Neste tempo a maioria do povo se regala nas suas festas de fraternidade e cada qual espuma as suas próprias sujidades, sem se preocupar com a santidade ou com qualquer outra coisa. Imagine você, meu irmão, que está neste momento lendo este texto e buscando do alto a compreensão de todas as coisas, como é difícil viver em santidade em meio a tantos enganadores. Como é difícil ver santidade em comunidades cheias de libertinagem, de pecados sexuais, de homens e mulheres entregues às suas próprias paixões e afastados do Espírito da promessa. Como é difícil viver em santidade nos nossos dias!

Veja que o sofrimento da mulher é gerar um remanescente fiel, vencedor e poderoso. Mas como ela poderá gerar tal filho se de quase todos o amor se esfriou? Como é possível gerar filhos que vencem o pecado, a carne e o diabo em meio a uma geração tão pecaminosa e libertina? Certamente todo aquele que desejar ser arrebatado deverá viver uma vida piedosa e vencedora. Uma vida perfeita, em meio a uma geração corrupta e que se afastou dos desígnios de Deus. Por isso ser vencedor nestes dias não é tarefa simples. E por isso, também, a mulher sofre muitas tormentas para dar a luz a este filho.

 O sinal político 

"Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão" 1 Tessalonicenses 5:1-3.

O segundo sinal tem um aspecto humano e político. Para compreender estas coisas é necessário compreender as nuances das políticas internacionais com profundidade, do contrário nada fará sentido. Neste sinal, o foco da nossa atenção deverá ser a paz e a segurança. É claro que durante a história recente do mundo houveram muitos acordos de paz, principalmente entre Israel e a Palestina. Porém, ultimamente tem-se visto uma tendência mundial de busca pela paz e pela estabilidade internacional e a segurança.

Um dos pontos críticos aqui é compreender que esta paz é relativa, principalmente, a Israel. Esta nação desde sua fundação após a segunda guerra mundial, se envolveu em muitas guerras contra Síria, Gaza e a Palestina. Também por isso todos os seus vizinhos desejam exterminá-la da face da terra. Porém, nas últimas semanas percebemos nos noticiários os esforços de alguns países para estabelecer a paz entre Israel e a Palestina. Nominadamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um projeto arrojado para alcançar este objetivo. Veja que isso de nada seria importante, caso não estivéssemos já no tempo da apostasia. Agora é o momento exato para o aparecimento do anticristo. E isso significa que a paz entre as duas nações, poderá e deverá conduzir a uma resolução sobre o monte do templo e a consequente reconstrução do Templo em Jerusalém, um dos grandes sinais do tempo do fim. Para entender melhor estes sinais, leia o estudo Fim dos tempos: Os sinais do tempo do fim.

Porém, o anticristo não é Donald Trump e ele nem mesmo virá desta nação. Mesmo porque este acordo já foi totalmente rejeitado pela Palestina. Observe, porém, tudo que vier da Europa. É de lá, do antigo império romano, que sairá o homem da iniquidade.

Também é interessante citar que muitos judeus dizem estar próxima a vinda do seu messias. Este messias judeu é também o anticristo. Portanto, se os judeus apresentarem o seu messias, saiba que é exatamente este o homem da iniquidade. Outro ponto, é que este homem poupará os antigos reinos de Edom, Moabe e Amom, conforme feito por Antíoco Epífanes. E, pasme, estes territórios estão hoje onde é a atual Palestina. Observe os sinais, meu irmão. Tudo o que foi, será. Assim como foi descrito no capítulo 11 de Daniel. Quem tem ouvidos, ouça!

 O início da Última Semana 

"Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele" Daniel 9:27.

Outro sinal do arrebatamento será a aliança do anticristo de sete anos que será também todo o período da grande tribulação. Como se lê no texto, ele fará aliança com muitos por sete anos. Lembre-se que aqui o foco sempre é Israel e seus vizinhos. Provavelmente a aliança será uma aliança de paz no Oriente Médio, algo que não será difícil de se notar, mesmo no Brasil.

Como vimos, não é possível determinar o momento exato do arrebatamento, então caso esta aliança seja estabelecida e o arrebatamento não aconteça, significa que não haverá mais muito tempo. Os primeiros três anos e meio devem ser de paz e estabilidade, conforme já vimos no estudo Fim dos tempos: Os sinais do tempo do fim. Esta aliança, entretanto, pode ser fruto de algum acontecimento ou de uma grande tensão na região, visto que uma aliança tão ampla e por esse tempo não é comum. Na verdade nem mesmo a paz é comum numa região que está em constante guerra e tensão, imagine um acordo de paz de sete anos!

 O abominável da desolação 

"Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá ainda mil duzentos e noventa dias" Daniel 12:11.
"A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias" Apocalipse 12:6.

Em Apocalipse vemos que após o arrebatamento do Filho Varão, a mulher será levada ao deserto e ali será sustentada por 1260 dias (3 anos e meio). Logo podemos afirmar, com certeza, que o arrebatamento do filho varão será antes do meio da semana (grande tribulação). Talvez essa seja a única certeza que temos de quando isso há de acontecer.

Mas temos também um outro sinal que acontecerá um mês antes do meio da semana, o abominável da desolação. No texto de Daniel 12 nos é dito que, quando isso ocorrer, haverá ainda 1290 dias, ou seja, 1260 mais 30 dias. Estes acontecimentos também darão início ao último período da tribulação, quando a perseguição aos cristãos será intensificada e quando o governo do anticristo estiver totalmente estabelecido. Vejam que eu vos tenho predito todas estas coisas.

Não podemos afirmar com certeza que o arrebatamento será antes ou depois deste acontecimento (abominação desoladora), porém ele é crucial para nossa compreensão dos tempos durante a grande tribulação. Caso o arrebatamento não ocorra até o cumprimento desta palavra, certamente este será o maior sinal que o tempo é chegado, uma vez que haverá apenas um mês para que a mulher seja levada ao deserto. Vigiemos para este Dia não nos apanhe despercebidos!

 O arrebatamento é iminente! 

Vejam quantos sinais e quantas coisas há que indicam o iminente arrebatamento do Filho Varão. Saiba que não foi possível, apesar da riqueza de informações, citar detalhadamente todos os sinais que se apresentam diariamente para nós. E não somente um, mas todos estes sinais são a maior prova e a incontestável indicação de que se aproxima a redenção do remanescente fiel.

Independente do momento exato, sabemos que todas estas coisas estão às portas. Não como nos tempos dos apóstolos, mas como nos últimos e derradeiros dias. Tenho por mim que a qualquer momento o arrebatamento pode ocorrer. O tempo chegou! Não há mais espaço para o pecado ou para qualquer outra coisa! Revista-se de força e encha sua vasilha com o óleo do Espírito enquanto é tempo! Arrependa-te e volte-se ao Espírito. Lance fora todo o fermento velho, afim de ser massa nova e permanecer fiel naquele terrível Dia. Não se trata de se converter, trata-se de andar em perfeição, conforme tudo o que foi dito pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Atavia-te mui amada, porque já a sua redenção é chegada! Vêm Senhor Jesus!

"O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida" Apocalipse 22:17.

A chegada da apostasia e a manifestação do anticristo (2 Tessalonicenses 2:1-3)

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"Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição" 2 Tessalonicenses 2:1-3.

 Introdução 

Hoje, após muito tempo, estou voltando a escrever, porém com grande temor. O Deus do céu não retém a sua misericórdia para conosco e por isso revela a urgência do tempo em que vivemos. Leia esse texto com temor e atenção. O tempo é chegado!

 A apostasia 

A carta de 2 Tessalonicenses, trata sobre um tema interessante: a apostasia. No texto, percebemos que Paulo remete a este acontecimento como um evento futuro, distante do tempo dos apóstolos. O significado da palavra apostasia é o abandono da fé. Porém, a tradução amplificada também retrata o sentido como "a grande rebelião" ou o "abandono da fé, por cristãos confessos".

Se unirmos estas informações, podemos afirmar que a apostasia seria um evento futuro, em que haveria grande rebelião e abandono da fé por muitos irmãos em Cristo e pela maioria dos homens sobre a terra. Em outros palavras: "e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará" Mateus 24:12.

A cada dia que passa notamos como vivemos este momento da história. O Espírito de Deus, principalmente, testifica que chegou o tempo da apostasia. E basta observar de perto que podemos identificá-la facilmente, principalmente, nas novas gerações. O importante é ser feliz e satisfazer a sua vontade. Não há mais recato, temor, respeito ou qualquer coisa do gênero. Não há nada. Tudo que existe é o desejo pessoal e egoísta. Cada um deles é seu próprio deus.

Como já estudamos neste blog, vivemos em Tempos de Laodiceia. Momento em que a Igreja é morna, cega e pobre. E não a toa, também a última era da Igreja sobre a terra. Por isso não seria coincidência se também neste período viesse a apostasia e consequentemente, o homem da iniquidade.

 O homem da Iniquidade 

É necessário que primeiro venha a apostasia para que, então, surja o homem da iniquidade. Por isso a percepção da chegada da apostasia é tremenda e gloriosa! Neste tempo surgirá o anticristo, o iníquo. E ele conduzirá o mundo para sua destruição, mas não antes que Deus marque na fronte os seus servos. O próprio Espírito Santo já têm revelado o seu nome para alguns, mas ainda não podemos afirmar com certeza quem ele é.

Acerca destas coisas, gostaria de salientar que este homem da iniquidade é apenas um dentre os que terão holofote durante o tempo de tribulação e que são tratados com detalhes no livro de Apocalipse. Antes dele veio e já está entre nós a besta escarlate, que emergiu do abismo, em quem a mulher se assenta e que caminha para a destruição. Mas estas coisas falaremos com mais riqueza de detalhes, tão logo o Espírito de Deus permitir. Quem tem ouvidos, ouça!

 Prepara-te. O arrebatamento vem! 

O Espírito expressa claramente ao nosso espírito que chegamos ao tempo da apostasia. Por isso mesmo, também convém que o homem da iniquidade seja manifesto ao mundo para que todas as coisas que foram profetizadas sejam cumpridas e para que o Filho Varão seja assunto aos Céus.

Neste momento tão urgente da nossa história o Senhor está a porta e bate. Quem ouvir a sua voz, e abrir a sua porta, terá a oportunidade de permitir que Ele adentre sua vida e faça morada em nosso coração. Não se trata de realizar muitas coisas. Trata-se de permitir que Ele entre na sua vida e faça morada através do Santo Espírito. O Deus de toda Terra, que aguarda já há dois mil anos para retornar, permanece sereno e paciente para conosco, os homens de pequena fé. Tudo que Ele deseja é entrar em nossas vidas e ter conosco comunhão. Ele não nos têm pedido muitas coisas, sacrifícios nem coisas do gênero, mas comunhão.

"Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo" Apocalipse 3:20.

 Conclusão 

Perceber estas coisas pode mudar a nossa história. Se você não tem certeza da sua salvação, ou se não compreende estas coisas, cuidado! O Senhor não demora e nem tardará. Voltemos ao evangelho puro, com realidade, poder e santidade. Os insensatos não são assim. São como a palha espalhada pelo vento. E assim, certamente, o serão no Dia da ira do nosso Deus. Os sábios e aqueles que a muitos conduzirem à justiça, serão como as estrelas do céu. E para sempre resplandecerão a glória do Deus todo-poderoso; e seguirão o Cordeiro por onde quer que vá.

Vêm, Senhor Jesus! Toma a tua Noiva, que anela a tua volta. Acendemos à Ti, Cordeiro de Deus, a nossa lampada todas as noites e aguardamos com ansiedade sua iminente vinda. Amém! Aleluia!

A falsa moralidade cristã

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Recentemente eu participei de uma longa discussão com alguns irmãos sobre a catequização cristã e chegamos a algumas conclusões bem interessantes. Neste texto falaremos sobre a falsa moral cristã da nossa época e como ela está enfraquecendo a realidade viva de Cristo em nossos vidas.

 A lei e a graça 

Antes de falar qualquer coisa sobre este tema devemos nos lembrar de uma realidade muito grande na vida do cristão. Esta realidade é que não vivemos mais sobre o jugo da lei. Tudo que a antiga lei exigia foi completo em Cristo e hoje nós vivemos segundo a lei da graça. Independente do nosso pensamento acerca destas coisas, esta é uma grande realidade. A graça veio de uma vez por todas para aniquilar qualquer exigência que existia na lei. Não precisamos mais de sangue de bodes ou novilhos para nos purificar, assim como não necessitamos fazer mais nada para nos achegar a Deus. Tudo que precisamos é da maravilhosa graça derramada através de Jesus na cruz. Este é o primeiro aspecto.

 Somos todos pecadores 

Infelizmente existem muitas pessoas que utilizam o discurso da graça para explicar o seu pecado, como se o pecado fosse uma atitude muito estranha a nós homens pecadores. Todos nós, cristãos ou não, temos uma grande coisa em comum: somos todos pecadores miseráveis. A graça nos revelou esta realidade tremenda em nossas vidas. Somos todos pecadores. Se não entendemos verdadeiramente que minha natureza é pecadora, por conseguinte também não entendemos que a graça é para nós, homens de pequena fé.

Enquanto houver um sopro de orgulho em nossas vidas restará ainda a esperança de que eu sou capaz de acertar. Que sou capaz de levar uma vida digna e sem pecado. Assim continuamente vamos nos afastando da realidade de quem realmente somos.

Aquele que entende profundamente a graça de Deus entende também que somos todos meros pecadores. Não existe a mínima possibilidade de sucesso na tentativa de alcançar a perfeição por si mesmo. Não é possível alcançar estas coisas desta forma.

 A moral cristã contemporânea 

O grande problema que exergo, neste sentido, é a falsa moral cristã. Vivemos um tempo onde tudo se baseia na aparência. Todos nós buscamos o aparente, o bonito. Como vivemos em um meio social e midiático é importante que a minha imagem seja impecável. Porém, se lermos os parágrafos anteriores, perceberemos que a nossa imagem não pode ser impecável. Somos todos pecadores e estamos sujeitos ao pecado enquanto estivermos neste corpo físico.

Enquanto a Igreja reproduzir esta mentira ela reproduzirá também a falsa moral cristã. Nesta falsa moral não importa se você é realmente santo, importa você demonstrar a sua santidade. Não importa se você tem intimidade com Deus, importa que você demonstre intimidade. Não importa se você conhece as escrituras, importa você se engrandecer se passando por mestre. Veja que nos nossos dias vale mais demonstrar do que ser.

Por isso as pessoas tentam em vão alcançar objetivos na vida cristã. É como uma pessoa que não acredita que é um pássaro, mas que ainda assim quer voar. Se você perguntar nas Igrejas quantos são pecadores eu duvido que qualquer um levantará a mão. Não se trata enfrentar o pecado, trata-se de aceitar a graça de Deus de forma passiva.

Porém é mais fácil parecer do que ser. Fazer do que permitir. E assim vai-se reproduzindo uma mentira. Enquanto a Igreja não cair na real e enxergar os iguais a nós dificilmente veremos qualquer mudança de caráter nos irmãos. É impossível alcançar a graça se não compreendermos realmente a nossa realidade pecaminosa.

 A vida de Cristo vai além da moralidade 

Tudo que nos resta é aceitar quem somos e nos debruçar intensamente sobre a graça. Não importa quanto tempo de crente você tenha ou o quanto você peca diariamente. A nossa realidade não é diferente daqueles que são taxados de pecadores para este mundo. A única solução para o problema do homem é a graça de Deus que se derrama sem o menor esforço pessoal. Basta aceitá-la. Basta permitir que esta graça se derrame sobre a sua cabeça. Você não precisa nem ao menos sair do lugar. Agora mesmo você pode se voltar a Deus em espírito para que esta graça encha a sua vida.

Em determinado momento da minha vida cristã eu cheguei a conclusão de que ser cristão não se trata de fazer alguma coisa, mas de se abrir e permitir que a graça dele te envolva. Não é a toa que Jesus compara o nosso coração a vários tipos de terreno. A nossa vida é como um terreno que recebe a semente viva. Se você permite que esta graça penetre a sua vida, certamente ela nascerá. Mas se procuramos outras coisas e fechamos o nosso coração, por mais aparente que seja a nossa vida cristã ela será vazia.

Leia também: A Igreja dos Últimos Dias: A Aparência da Piedade

A Purificação: Andar na Luz (1 João 1:7)

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"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" 1 João 1:7.

 Introdução 

Partimos para a última parte do nosso estudo sobre a purificação dos pecados. Hoje falaremos sobre andar na Luz, o último passo para a nossa purificação. No texto anterior nós verificamos que, apesar da carne ser fraca, o Espírito já está pronto (clique aqui para ler). Assim a continuação deste estudo se debruçará na seguinte pergunta: além de vigiar e orar o que, na prática, pode nos ajudar a Andar na Luz para aperfeiçoar ainda mais a nossa purificação? E mais: o que é, de fato, andar na Luz? Se você ainda não leu as demais partes deste estudo veja no final desta página a lista com todas as partes.

 Luz e Trevas 

"Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma" 1 João 1:5.

Antes de continuar no estudo propriamente dito é necessário que se entenda a diferença entre Luz e Trevas. A palavra de Deus retrata desde o inicio esta parábola acerca da Luz de Deus em contraponto às trevas. Conforme vemos nas leis da física a luz é aquilo que é proveniente das estrelas no universo como o nosso sol, por exemplo. As trevas, por outro lado, não são uma força como é o caso da luz. As trevas são apenas a ausência da luz. Quando falamos sobre Luz e Trevas na palavra de Deus este princípio tende a se repetir. Deus é luz e como luz nele não pode existir trevas, assim como é impossível que exista trevas no nosso Sol. Não é possível que a origem da Luz possua trevas, pois as trevas não fazem parte da sua natureza, que é luminosa. É por isso que João nos ensina que Deus é Luz e que nele não há trevas. Se usarmos o exemplo do universo, mais uma vez, podemos dizer que Deus é o Sol. Conhecemos o Sol e sabemos que dele provém a nossa luz. As trevas, por outro lado, não tem uma fonte específica nem uma força motriz. Elas são unicamente a ausência da luz do Sol.

Ao contrário do que se pensa as trevas não se tratam de uma força maligna contrária a Deus, porque ninguém pode contender contra Deus. As trevas são apenas a união daquilo que não se submete a vontade de Deus. É por isso que onde há Luz não pode haver trevas. E é por isso que os espíritos malignos não podem resistir ao Espírito Santo. Houve uma situação em que Jesus foi à terra dos Gadarenos e havia ali um homem endemoninhado que vivia nos sepulcros. Este homem veio a Jesus e disse: "Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?" Mateus 8:29. E disse ainda: "Então, os demônios lhe rogavam: Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos" Mateus 8:31. Veja que não houve discussão. Jesus, que era a plena Luz de Deus na terra, resplandeceu sobre aqueles espíritos que nada puderam fazer senão sair daquele homem. Assim entendemos que as trevas não possuem força ou poder provenientes deles mesmos. Tudo está sob o poder absoluto e soberano de um Deus que é a plena luz do nosso universo.

 A comunhão 

"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" 1 João 1:7.

Quando estamos em trevas nossa primeira atitude é nos afastar da comunhão do irmãos. Por não existir possibilidade do pecado ser atraído pela Luz é certo que a comunhão será abalada. Assim vemos aqui um belo termômetro. Se não estamos sedentos por comunhão pode ser que estamos em trevas ou que temos dado lugar às nossas concupiscências e pecados. O maior exemplo quando falamos destas coisas é o exemplo de Adão e Eva no Jardim do Éden. Quando eles perceberam que estavam nus e ouviram o Senhor, que caminhava no Jardim, logo se esconderam. A Luz brilha e resplandece sobre os nossos pecados e a primeira atitude que tomamos é nos esconder.

Entretanto, a comunhão também pode nos indicar que estamos na Luz. Se o nosso coração é desejoso em receber o que Deus tem dado na vida do meu irmão e também está desejoso de compartilhar o que Deus tem colocado em meu coração, com toda humildade e mansidão, é certo que temos andado na Luz. Todo aquele que anda na Luz se aproxima de Deus e dos seus filhos e não é possível que ande sozinho ou afastado da comunhão dos santos. Por mais que possam existir dificuldades o seu desejo será estar entre aqueles que invocam o nome do nosso Senhor Jesus.

 A confissão dos pecados 

"Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" 1 João 1:8-9.

Uma das grandes realidades do homem é o pecado. Entender do que ele se trata é vital para o cristão. Uma das grandes verdades descritas neste trecho de 1 João é que ainda que andemos na luz ainda teremos algum pecado em nossa vida. Andar na Luz não significa estar completamente livre do pecado, mas estar livre do seu jugo, do seu domínio. É por isso que João nos diz que "se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós". É importante entender essa realidade e assumir que temos pecado. Este é o primeiro passo para nos livrar dele.

Em seguida João nos ensina o antídoto do pecado: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça". A confissão dos pecados é forma mais perfeita de nos livrar dos pecados. Não existe possibilidade do crente viver a vida na luz sem confissão constante dos pecados, porque todos nós pecamos constantemente. É muito bom entender estas cosias, pois percebemos que a nossa perfeição não está ligada a nunca mais errar, mas em saber que nós podemos nos achegar ao trono da graça. Alguém permanece na Luz não porque não erra mais, mas porque constantemente está se achegando ao trono da graça para se purificar. Este é o grande principio e a grande chave para permanecermos na Luz. Não se trata de se purificar para se achegar a Deus, mas se achegar a Deus para se purificar. É a santidade de Deus que enche a nossa vida de santidade. É a Luz de Deus que nos livra das trevas, pois as trevas não podem vencê-la.

 O Advogado 

"Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo" 1 João 2:1.

Talvez possa soar um tanto quanto libertino o fato de apenas confessar os nossos pecados, porém é bom lembrar que assim agiremos se estamos na Luz. Se estamos em trevas devemos, antes de mais nada, de nos achegar à Luz de Deus. João também nos escreve estas coisas não para continuarmos nos pecado indiscriminadamente confessando quando cometemos pecado. O evangelho é exatamente a luta contra a natureza pecaminosa e o pecado. E se pensamos que basta-nos confessar e poderemos continuar fazendo aquilo que bem entendemos, então nós não somos filhos do Deus vivo. Certamente a nossa mente não está no alto.

João também nos ensina que se andamos na Luz, caminhando em santidade, e alguém vier a pecar, podemos ter a certeza de que temos um advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a nossa justificação, ainda que viermos a pecar. É claro, o ideal é não pecar. Mas como vimos anteriormente, quem é aquele que pode dizer que não tem pecado? Mesmo os pastores mais ungidos e os profetas mais usados por Deus pecam todos os dias, assim como cada um de nós. A forma de sair de uma vez da religião é entender que eu sou, definitivamente, mal em todo o meu proceder. Porém, dou glórias a Jesus, o meu Senhor. Ele é o meu advogado junto ao Pai. É perto Dele que devemos correr e nos esconder. É ele que irá nos purificar, pois ele é a própria Luz de Deus que revela a pureza e santidade de Jeová, o Deus eterno e imutável. Não mais eu, mas Cristo em mim.

Por isso devemos nos achegar constantemente ao nosso advogado. Devemos habitar nos seus átrios cada vez mais próximos do seu trono para o calor do Sol queime toda a impureza da nossa vida. Que a força e santidade dessa luz penetre o mais profundo da nossa alma e que sejamos puros, assim como Ele é puro.

 Andar na Luz 

"Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz" Efésios 5:8-13.

Quando nos arrependemos e mudamos a nossa vida sendo limpos pela palavra de Deus voltamos a nossa vida para a Luz. Porém ainda é necessário andar na luz ou como filhos da luz como diz o texto. Andar na luz, como explica este texto de Efésios, é frutificar conforme a luz em toda bondade, justiça e verdade. Se estamos na luz, logo fugiremos do pecado e ele tenderá a ser menos frequente em nossas vidas. A nossa natureza começa a se fazer conforme a natureza divina e eu sou renovado no espírito da minha mente. Este processo de transformação vai se aperfeiçoando na medida em que eu ando na luz.

Andar na luz é um dos grandes desafios que vemos no Evangelho. A realidade é que é muito difícil se afastar das trevas para permanecer na luz do Senhor. Mas se andamos na luz iremos nos purificar com grande naturalidade, porque a nossa natureza será transformada. Andar na luz é a grande diferença que existe entre o nosso tempo e o tempo dos profetas. Hoje nós temos o Espírito Santo que nos ajuda a permanecer constantemente no Espírito e a andar na luz. Este mesmo espírito testifica ao nosso espírito quando pecamos e precisamos nos achegar a Deus em humilhação confessando os nossos pecados para que eu seja curado.

É por isso que devemos vigiar e orar para não cair em tentação. Se vigiarmos e orarmos constantemente, será impossível cair em tentação, pois estaremos sempre no espírito vivendo debaixo da luz de Deus. Se tampouco buscamos andar na luz nós iremos nos achegar a Deus, confessar os nossos pecados e seremos libertos de toda impureza. Quanto mais permitirmos que o Espírito viva na nossa vida, mais as trevas deixaram de fazer parte em nossa mente e coração, pois as trevas não podem resistir a luz do Espírito.

Por fim, andar em Espírito fará com que a nossa purificação seja completa e perfeita: "[...] andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne" Gálatas 5:16.

A Purificação: O espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mateus 26:41)

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"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" Mateus 26:41.

 Introdução 

Continuamos o estudo sobre a purificação dos pecados e hoje falaremos sobre a tentação e como fugir delas para viver continuamente em purificação. O texto escolhido para tratar este tema não foi aleatório, mas um dos textos que melhor tratam sobre este tema. Percebemos que continuamente utilizamos este texto de Mateus de forma incorreta e por isso tentaremos verificar o que, de fato, o texto está dizendo. Também é interessante falar sobre estas coisas após lermos o texto acerca do caminho do pecado e da concupiscência. Esta é a sua continuação. Portanto se você ainda não leu, não deixe de ler o texto anterior: Cada um é tentado pela sua própria cobiça. E se você começou a ler nesta parte, sugiro iniciar no começo deste estudo com o texto A luta contra o pecado. Todas as demais partes estão ao final deste texto.

 As tentações 

Antes de iniciar as tratativas sobre as tentações devemos nos perguntar algo bem simples: o que são as tentações? Resumidamente as tentações são os nossos desejos da carne que estão continuamente nos incitando a pecar e a cometar todo tipo de impureza e devassidão. É quando aquele desejo interior, que nos instiga ao pecado, floresce e se torna real e tangível.

No texto anterior sobre o caminho do pecado nós estudamos as etapas que nos levam a morte, iniciando seu trajeto pelos nossas cobiças internas. Conforme a própria carta de Tiago nos ensina, "[...] cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz" Tiago 1:14. Ou seja, a tentação é a nossa cobiça sendo colocada em nossas vidas na prática. Então quando eu cobiço o pecado, ou sou tentado pelo pecado, estou sofrendo tentação. É por isso que o texto anterior, Cada um é tentado pela sua própria cobiça, é tão importante. Entender este processo nos levará a fugir dele em seu inicio, ou seja, nas tentações.

 Quem nos tenta? 

"Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar" 1 Pedro 5:8.

Muitas pessoas acham que Deus é que nos tenta ou mesmo o diabo. Então por quem somos tentados? O mesmo texto de Tiago nos diz que nós somos tentados pela nossa própria cobiça (ou concupiscência). Não podemos culpar a Deus e nem mesmo o diabo pelas nossas tentações, porque primeiramente nós somos tentados por nós mesmos. É a nossa cobiça que nos engoda e atrai ao pecado.

É claro que o diabo tem parte neste processo e também se oferece para nos tentar. O evangelho de Mateus nos fala que "[...] foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo" Mateus 4:1. Então é certo que o diabo nos tenta, porém ele apenas nos tenta naquilo que cobiçamos. Ele nada mais é do que um amplificador da nossa própria maldade interior. Se somos tentados pelo diabo é porque a nossa cobiça foi manifestada e conhecida. Sabemos não é pecado ser tentado como nós vimos no estudo anterior, porém é bom atentar para a tentação, pois se somos tentados temos apenas dois caminhos a seguir: podemos vencer ou ser derrotados.

A tentação é a prova da nossa fé e o que irá comprovar se a nossa fé é verdadeira ou não. Se permanecermos sendo derrotados em nossas tentações, fato é que a nossa fé não é verdadeira, mas falsa. Mas se através do sangue de Cristo vencermos todas as tentações, então certamente a nossa fé é aprovada e comprovada pela prova da fé.

 Vigiai e orai 

"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação" Mateus 26:41.

É certo que vencer o pecado não é tarefa fácil. Por isso é necessário considerar como, na prática, podemos alcançar esta vitória e fugir das tentações. O versículo deste estudo responde exatamente esta pergunta: devemos vigiar e orar. Mas o que Jesus está querendo dizer com estas coisas? É interessante perceber o contexto destas palavras. Aqui Jesus estava orando no Getsêmani alguns momentos antes de ser preso pelos judeus. Ele chamava os discípulos para permanecerem acordados e orando com ele, mas os discípulos não conseguiram e adormeceram. Neste momento Jesus referiu tais palavras.

Veja que a cruz foi a maior das tentações de todos os tempos. Não à toa Jesus também disse em sua oração: "Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres" Mateus 26:39. Tamanha era a angústia de Jesus que ele chegou a suar gotas de sangue! O seu corpo certamente desfalecia, mas no seu interior ele se renovava em oração. Por isso a única e mais perfeita forma de nos manter firmes contra as ciladas e tentações do diabo é permanecer vigilantes, sempre "acordados" e orando com ainda mais fervor.

Não se engane! O diabo anda em nosso redor buscando meios de nos derrotar. Se somos tentados, como o Senhor nos ensinou, devemos vigiar e orar. E o que seria vigiar senão permanecer acordado e atento a tudo que acontece à nossa volta? Devemos permanecer atentos quantos aos seus ardis sempre em orações e súplicas para que a vontade eterna e perfeita de Deus tome todo o nosso coração. Mas vigiar também é ter zelo em escolher e permanecer firmado na vontade de Deus. Veja que Jesus, ainda que estive extremamente angustiado pelo que se seguiria, permaneceu firme a vontade de Deus para ele, que era a cruz. Se andarmos dessa forma orando em todo momento andaremos sob a luz do Espírito e não conforme as cobiças do nosso interior.

Se tentarmos vencer as tentações pela nossa capacidade ou por quaisquer outros meios que não sejam a vigilância e a oração nada mais seremos do que religiosos. Certamente pecaremos no final de tudo e seremos derrotados. Qualquer subterfúgio que você encontre que não seja vigiar e orar certamente não funcionará. A chave para vencer todas as coisas já nos foi dada: vigiai e orai.

 O Espírito está pronto, mas a carne é fraca 

Jesus concluiu suas palavras dizendo que o Espírito está pronto, mas que a carne é fraca. O que ele quis dizer com estas palavras? Hoje percebemos que as pessoas usam este texto para explicar o seu próprio pecado e insuficiência em se purificarem. Afinal de contas, a carne é fraca, não é mesmo? E esta afirmação realmente não está incorreta. Porém, nós nos esquecemos da parte mais importante deste texto, que é: o Espírito está pronto.

Quando Jesus diz que o Espírito está pronto ele está dizendo que é possível vencer as tentações, mas somente através da vida do Espírito. Quem vive na carne não pode agradar a Deus, pois não cumpre a sua vontade, mas cumpre a vontade da carne. Porém, os que se inclinam para o Espírito cogitam das coisas do alto onde Deus está assentado. O Espírito Santo, que nos foi entregue, sempre esteve pronto. Apensa ele é apto para vencer o pecado que nos enreda. O que seria a prática de vigiar e orar senão voltar para este espírito? A única forma possível de se purificar, fugindo constantemente das tentações é através desta vida do Espírito. Apenas o Espírito está pronto. Todos nós somos carne e enquanto carne somos pecadores em nossa essência (e até mesmo Jesus). Assim para viver uma vida que transcende a nossa natureza é necessário que nos envolva uma nova natureza, a natureza do Espírito. Somente através deste revestimento seremos capazes e aptos a nos purificar inteiramente para Deus.

Por isso quando te falarem que a carne é fraca lembre estas pessoas que o Espírito já está pronto. É muito fácil usar desculpas como a fraqueza da nossa carne para pecar, assim também fazem os incrédulos que seguem para a perdição do lago de fogo. Mas os verdadeiros adoradores, os vencedores que segue o Cordeiro por onde quer que vá, são aqueles que se oferecem em sacrifício e oblação a Deus para a santificação e purificação de seus pecados. Se não fizermos dessa forma será impossível vencer qualquer coisa. A primeira vitória que o cristão precisa buscar não é a conversão de um membro da sua família, mas a conversão da sua mente a Deus em santificação e purificação dos pecados. O Espírito está pronto, portanto podemos caminhar conforme a vontade do Deus que habita as alturas do Céus. Como é louca esta revelação! Assim como é loucura que um homem morra por seus amigos, viver a vontade de Deus em nossos dias será desafiador. Mas a todos quantos são aqueles corajosos que enfrentam todas as coisas em prol do conhecimento pleno de Deus, eu digo que "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" 1 Coríntios 2:9.

A Purificação: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32)

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"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" João 8:31-32.

 Introdução 

Continuamos com o estudo sobre a purificação dos pecados e hoje falaremos sobre a escravidão do pecado e a libertação que temos destes através de Cristo Jesus. O que é a liberdade falada na palavra de Deus? Será que somos livres de fato? Ou será que ainda somos escravos do pecado? Este texto tentará responder estas perguntas e iniciar a discussão sobre como seremos totalmente libertos.

Não esqueça de ler as outras partes deste estudo. A lista está disponível ao fim da página. Se houver começado a ler neste texto, inicie a leitura com o texto "A luta contra o pecado".

 A escravidão do pecado 

"Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado" João 8:33-34.

 A escravidão da lei 

Meditando neste tema da escravidão retratada por Jesus eu percebi que o verdadeiro sentido desta escravidão está relacionada a Lei e a Velha Aliança. Se percebermos as palavras de Jesus chegamos a conclusão que a Lei nunca foi apta a libertar o homem do pecado. A Lei não foi capaz de levar o homem a Deus, pois como nos fala Romanos 8, ela estava enferma pela carne. E nós sabemos, também por Romanos, que "[...] os que estão na carne não podem agradar a Deus" Romanos 8:8.

No tempo da Lei o local de adoração e onde estava a presença de Deus era externo (o tabernáculo) e por isso não era possível que santificasse o homem por completo. O carne do pecado era purificada, mas o homem não tinha força para superar o pecado. O resultado era a escravidão do pecado, visto que o homem não podia vencê-lo e continuamente pecava, visto que o Espírito não havia sido santificado em seus corações. Mas, vindo o Cristo, entrou de uma vez por todas no Santo dos Santos e ofereceu sacrífico superior ao sangue de bodes e carneiros. E se o sangue de bodes e carneiros purificava os pecados destes, como então nos purificará o sangue imaculado do Cordeiro de Deus?

Por isso era necessário vir o Cristo para fazer a Paz de uma vez por todas. E também para estabelecer este novo caminho para o pai e assim todos nós podemos ser libertos do pecado. Sejam judeus, sejam gregos, ou quaisquer que clamam por esse nome. Este é o primeiro aspecto. Apenas o filho é capaz de libertar o homem da escravidão do pecado, o que a Lei não teve poder de realizar.

 Por que ainda somos escravos? 

Porém, apesar do sacrifício de Cristo ser suficiente para nos livrar dessa escravidão, quando pensamos sobre os nossos dias percebemos que a maioria dos irmãos ainda não vive verdadeiramente esta liberdade. Infelizmente nós não conhecemos a palavra de Deus e por isso continuamos errando em muitíssimas coisas cometendo muitos pecados, que nos enredam em muitas fadigas. É triste ver essa realidade, porque ainda somos escravos do pecado. E o pior é que a maioria nem mesmo percebe essa situação e até se consideram justos por suas próprias obras religiosas. Quão estranha é essa realidade!

Me sinto abatido considerando estas coisas, pois se vivemos ainda no preceito da Lei, ou seja, vivendo de purificações pontuais, então é certo que ainda vivemos conforme as obras da Lei e a obra completa e maravilhosa de Jesus é anulada. Na verdade se ainda vivemos desta forma certo é que crucificamos Jesus com as nossas próprias mãos. Veja: "É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia" Hebreus 6:4-6.

Nós não somos diferentes dos religiosos para os quais Jesus estrava pregando. Na verdade eu considero que esta geração é ainda pior do que os Fariseus, pois eles estavam naquela situação sem nenhuma revelação daquele que era o Cristo. E ainda assim diz a história que muitos fariseus como Nicodemos se converteram ao Caminho e seguiram Jesus até a morte. Como podemos julgar o sangue dos santos, santificado pelo sacrifício da sua própria vida? Porque não existe maior amor do que este, de dar a vida a seus amigos. Nós, porém, tudo sabemos e tudo conhecemos. Para nós não há nem haverá desculpas no dia do juízo. E se não conhecemos nos falta zelo em conhecer, pois tudo já passou e nos está disponível.

Estas palavras de Jesus são palavras revolucionárias. Quando Jesus disse: "e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará", estas palavras foram de encontro a vaidade e entendimento dos judeus. Eles, porém, retrucaram: "Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?" A resposta de Jesus, entretanto, foi ainda mais sensacional: "todo o que comete pecado é escravo do pecado". Veja que Jesus não delimitou um tipo de cristão ou um tipo de judeu específico. Ele se limitou a falar sobre cometer ou não pecado. No primeiro texto deste estudo, A luta contra o pecado, nós vimos que pecado é a transgressão da lei. Então se nós vivemos pecando e transgredindo a lei, então nós somos escravos do nosso pecado. Não importa quem seja, pois Jesus não se limitou a um alguém específico. Isso significa que sejam fariseus e saduceus (como era o público que o ouvia) ou sejam cristãos em nossa era não fará diferença. Se cometemos pecado, nos tornamos seus escravos.

A primeira carta de João também nos diz que "todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu" 1 João 3:6. A carta também diz que "[...] ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado" 1 João 3:5. Assim entendemos que se vivemos na prática constante do pecado, então certamente não o conhecemos e vivemos ainda segundo o preceito da Lei. Veja que esta é uma grande revelação! Como vivemos na prática do pecado indiscriminadamente! Infelizmente a maioria dos irmãos foram escravizados, porque permanecem na prática do pecado assim como fizeram os fariseus e saduceus do tempo de Jesus.

Nós costumamos tratar os fariseus como grandes pecadores (o que eles realmente eram), mas esquecemos de olhar para dentro de nós mesmos. Será que sem motivo foi dito: "Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão" Mateus 7:5. Mas nós continuamos nos considerando justos e salvos por frequentar uma denominação. Será mesmo que fomos salvos e libertos? Se frequentar uma denominação me fizer um cristão, então podemos dizer que frequentar uma garagem fará de mim um carro. Porém, frequentar uma denominação não faz de mim um cristão como frequentar uma garagem não fará de mim um carro.

Todos nós, a começar pela liderança das denominações, devemos rever radicalmente a vida que vivemos. Se você é servo e serve os irmãos da sua comunidade saiba que sobre ti reside ainda maior responsabilidade e o preço do seu testemunho estará sobre o sangue daqueles que correm para o pecado. Porque se nós que somos os atalaias do Senhor não avisamos o povo sobre o perigo que vem sobre nós, quem os livrará da espada? E se nós não resplandecemos a luz nas trevas deles, como verão a luz de Deus? Cabe a luz resplandecer nas trevas, assim como a lampada enche o ambiente com a sua luz.

 Libertos da escravidão do pecado 

"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" João 8:31-32.

 Libertos do pecado de uma vez por todas 

No texto acima propositadamente eu deixei passar a resposta a pergunta: porque ainda somos escravos do pecado? A resposta foi dita indiretamente no texto e é bem simples: o pecado. Ainda somos escravos porque permanecemos na prática do pecado. Ainda somos escravos porque apesar do sacrifício perfeito de Jesus continuamos vivendo conforme o preceito da Lei, que é composto de ordenanças para a purificação do corpo. A lei, entretanto, não pode purificar a nossa mente e consequentemente não consegue mudar a nossa vida. Se vivemos religiosamente cumprindo todos os preceitos da nossa religião, mas a nossa consciência não é limpa pela palavra de Deus, vivemos conforme os preceitos da Lei. Porque Jesus não veio apenas para purificar a nossa carne dos pecados, mas para que a nossa consciência fosse totalmente limpa e liberta a fim de que nós servíssemos ao Deus vivo (Hebreus 9:13-14).

Verdade é que Jesus veio sim para cumprir a lei (Mateus 5:17). Mas dalém disso ele também veio para estabelecer a era do Espírito, isto é, da graça. E hoje o evangelho não se resume no cumprimento de mandamentos e ordenanças, mas de fazer morrer a sua vida para que a Lei de Deus seja inscrita em nossos corações. Se assim andarmos cumpriremos completamente a Lei de Moisés. E além da purificação dos pecados também purificaremos a nossa mente através do Espírito. Veja: "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito" Romanos 8:3.

A obra que Jesus realizou é grandiosa. Através da purificação da nossa mente ele nos permitiu viver uma vida que vai além do pecado, que é verdadeiramente livre do pecado. Por isso foi dito: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" João 8:36. Jesus nos libertou, portanto hoje podemos andar verdadeiramente livres do pecado. Não se trata de uma teoria morta, mas da realidade prática daquilo que Jesus nos ensinou. Esta é a Nova Aliança. O que é velho nos serviu de parábola para que em nós se cumpra a justiça de Deus em santidade e perfeição diante dele. Imaculados e intocáveis pelo pecado. É esta vida que Jesus prometeu a tantos quanto creram no seu nome.

 Andar de modo digno da nossa vocação 

"Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados" Efésios 4:1.

A grande dificuldade que o cristão tem em todas estas coisas que falamos é trilhar o caminho que Jesus preparou. Este caminho se chama vocação e é acerca disso que Paulo nos incita a andar de modo digno. O que Paulo nos diz em Efésios é que devemos andar, na prática, conforme a vida que Jesus nos preparou. Para andarmos dessa forma no presente século antes de qualquer outra coisa é necessário crer na obra de Jesus por nós. Se não cremos inteiramente que Cristo pode nos santificar até a perfeição, então certamente não seremos santificados. A fé é o inicio do caminho da purificação. Por mais que eu não consiga enxergar, é necessário que eu creia com fé inabalável. Tudo dependerá desta fé.

Em seguida devemos, conforme foi dito na primeira parte deste estudo A luta contra o pecado, fazer guerra contra o pecado e entender que ele é nosso inimigo. Se abrimos mão dessa guerra, então seremos derrotados. Mas se guerreamos purificando sempre a nossa mente, faremos retos caminhos para os nossos pés e andaremos com a fé que temos naquilo que Cristo realizou por nós na cruz.

A Purificação: A luta contra o pecado (Hebreus 12:4)

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"Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue" Hebreus 12:4.

 Introdução 

Iniciamos o nosso estudo sobre a purificação com este texto sobre a nossa luta contra o pecado. Este estudo se debruçará sobre o tema da purificação, que como vários temas tratados neste blog, não é ensinado pelos pregadores da nossa época. Aquele que não atenta para estas coisas, como nos diz o apóstolo Pedro, é cego e se esqueceu da purificação dos seus pecados de outrora.

É importante que o cristão não se amolde aos padrões religiosos da nossa era e renove a sua mente para que possa comprovar qual a vontade de Deus. Se continuarmos a ouvir pregadores hipócritas e religiosos nada mais seremos que hipócritas e religiosos. O destino deles, porém, há muito foi profetizado para sua destruição. São raça de víboras e enganadores que a muitos maculam com as suas mentiras. Quanto a nós, bom é buscar a nossa purificação pessoal, pois bem-aventurado é puro de coração. O prêmio deles é ver o Senhor.

 Purificação Vs Santificação 

"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" 2 Coríntios 7:1.

Purificação é a atitude de purificar a sua vida de toda impureza que exista em seu procedimento. Sendo que a impureza na palavra de Deus está relacionada ao pecado e a morte. Esta é uma atitude específica do homem, visto que Deus é totalmente puro e nele não há trevas. Sendo assim não existe a necessidade de que Deus se purifique do pecado e da morte.

A purificação faz parte do processo da santificação do homem, sendo que santificação e purificação não são exatamente a mesma coisa. A santificação é o processo em que separamos alguma coisa para o serviço e vida a Deus. Por exemplo, os levitas eram santos, pois foram separados por Deus para realizarem os serviços em meio ao povo de Israel. Hoje a nossa santificação se dá, em grande medida, em relação ao mundo. Devemos nos afastar de tudo que é deste mundo para nos dedicar totalmente a Deus. Se afastar de toda religião mentirosa para ganhar a vida revelada pela palavra de Deus. Se afastar do pecado, através da purificação, para aperfeiçoar a santificação. Tudo isso, porém, integra a santificação do cristão.

 Pecado Vs Embaraço 

"Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta" Hebreus 12:1.

Para nos purificar de pecados é importante conhecer mais sobre a diferença entre o pecado e os embaraços e até mesmo o processo completo do pecado, que veremos na próxima parte deste estudo "Cada um é tentado pela sua própria cobiça".

 O pecado 

Pecado é toda transgressão da Lei de Deus. João no diz que "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei"  1 João 3:4. É interessante definir este conceito porque muitos pensam que estamos livres de cumprir a lei do Senhor. A verdade é que, assim como Jesus cumpriu toda a lei, nós podemos também viver em santidade cumprindo a lei do Senhor através do Espírito Santo. Se assim andamos seremos purificados através do sangue de Cristo. O versículo seguinte de 1 João nos fala exatamente sobre estas coisas: "Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu" 1 João 3:5-6.

 O embaraço 

O embaraço, por sua vez, não é a transgressão da lei, mas atitudes que atrapalham a nossa purificação. São aquelas coisas que nos prendem para não frutificarmos em santificação. São os ídolos que permeiam a nossa vida e que o diabo semeia para não termos força nem tempo para aperfeiçoar a nossa santificação pela purificação dos nossos pecados.

 A luta contra o pecado 

"Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe" Hebreus 12:4-6.

O capítulo 12 de Hebreus é uma lição muito elevada sobre como resistir e se livrar dos embaraços e do pecado. Ele cita diversas coisas que seria impossível tratar todas em poucas palavras. Há, entretanto, uma consideração importante que eu gostaria de frisar nesta primeira parte deste estudo: a luta contra o pecado.

Tenho percebido que os cristãos não lutam mais contra o pecado, por vários motivos. O mundanismo e a religião estão enfraquecendo a nossa luta contra as impurezas deste mundo. Somos cristãos relativistas que ponderam todas as coisas, mas que nunca conseguem praticar a verdade em Cristo. Fomos enfraquecidos pelo pecado e derrotados pelo diabo. Como poderemos vencer desta forma? Se nós que fomos chamados a santidade nos entregamos à imundícia como veremos a vitória da Igreja sobre o mundo?

Nós, enquanto cristãos, devemos atentar para esta luta. Se não percebermos que estamos em guerra contra o pecado, e contra o diabo em consequência, nunca venceremos coisa alguma. Lembre-se que todas as promessas do livro de Apocalipse se destinam aos vencedores. Ora, se não lutamos, como venceremos? Verificamos, assim, a necessidade de uma luta ferrenha e diária contra o pecado. Não se engane! Quem não luta esta luta já está derrotado. Deus não chamou sãos para si, mas pecadores que através do seu sacrifício foram aproximados do trono da graça para que o nosso proceder seja santificado.

E muito além de apenas lutar, nós devemos resistir até o sangue! O capítulo 12 de Hebreus trata sobre isso. Ele discorre sobre como o povo no deserto temeu a Deus, que estava sobre o monte, e como foi aterrorizante o espetáculo que se via naquele lugar. Nós nem mesmo presenciamos tamanha grandeza para fugir desta luta contra o pecado. E nem mesmo fomos entregues à cova dos leões para morrer pelo nome de Cristo; nem tentados pelo diabo no deserto; nem feitos tochas vivas como nossos irmãos no século II; nem mesmo vivemos nas cavernas como muitos santos, que como Hebreus cita, o mundo não era digno. Mas ainda assim recusamos a batalhar e tememos o mundo e o que as pessoas podem dizer sobre nós. Que diremos, pois, a vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? O que temeremos?

Eu digo que devemos marchar como soldados. Batalhar a carreira que nos está entregue em Cristo com toda perseverança. Não se deixe vencer pelas mentiras! Não se deixe vencer pelos falsos profetas e pelo mundanismo. Nem pelo academicismo que relativa a nossa fé. A nossa fé é prática e produz frutos de arrependimento e mudança de mente. A metanoia que direciona a nossa vida a apenas um lugar em todo o universo: A CRUZ.