“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele, enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João, o qual atestou a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo, quanto a tudo o que viu.” | Apocalipse 1:1-2
Hoje começaremos um dos devocionais que talvez sejam de maior importância em nosso tempo. Esta é a introdução ao estudo do livro de Apocalipse. Como você verá nas meditações que publicaremos ao longo do tempo, compreender as palavras da profecia deste livro pode salvar a nossa alma do inferno e da condenação e, ainda, auxiliar todos aqueles que desejam viver de modo digno nos últimos e derradeiros dias nesta terra.
Características
Como mencionado nos primeiros versículos do livro, ele foi escrito pelo apóstolo João, muito provavelmente durante sua prisão na ilha de Patmos. Sua datação é incerta, mas há certo consenso de que tenha sido escrito por volta do ano 95 d.C., sendo um dos últimos escritos dos apóstolos dirigidos aos servos de Cristo.
Nesta pequena introdução, existem muitos pontos que devem ser percebidos, porque eles estabelecem todo o caminho pelo qual o livro se desenvolverá. Muitos leem o capítulo 1 de Apocalipse de forma displicente, e isso faz com que não consigam compreender a profundidade que o livro deseja nos revelar.
A revelação de Jesus Cristo
O ponto aqui é compreender o centro do livro: Jesus Cristo. Trata-se da revelação de Jesus Cristo glorificado, o desvendar final da obra de Deus sobre a terra em Cristo Jesus. O Homem que habitou entre nós morreu e ressuscitou. Jesus não está morto; Ele vive e está assentado à destra de Deus.
O livro, por toda a sua extensão, trata detalhadamente de Jesus e da Igreja, que é Seu Corpo. Ele percorre desde a era dos apóstolos, passando por todas as eras, até a última era que precederá a Grande Tribulação. Isso começa na descrição das sete Igrejas, que, como já vimos em outros estudos, além de ser uma descrição histórica, também é uma profecia sobre todas as eras da Igreja até os tempos do fim.
Se tivermos em mente que a Igreja é o Corpo de Cristo e Sua representação na terra, é fácil entender que o centro do livro não pode ser outro senão Jesus e a Igreja. E é aqui que a grande maioria dos irmãos naufraga antes mesmo de iniciar os estudos do livro de Apocalipse, porque nossa imaginação tende a nos levar a caminhos sombrios e distantes da realidade que este livro nos apresenta.
As coisas que em breve devem acontecer
Além de tratar da revelação de Jesus Cristo, este livro tem o objetivo de mostrar aos Seus servos:
“As coisas que em breve devem acontecer.” | Apocalipse 1:1
Ou seja, fatos e situações históricas que seriam possíveis de compreender quando tivéssemos o conhecimento de todas as profecias descritas neste livro. A única e mais provável forma de compreendê-lo é fazendo esse exercício histórico.
O livro deseja revelar aos servos de Cristo todas as coisas que aconteceriam a partir do tempo dos apóstolos até o tempo do fim. A profecia deste livro se refere aos tempos posteriores a Cristo, desde Sua ascensão aos céus até Sua volta majestosa no tempo do fim. Essa delimitação temporal é importante para que tudo faça sentido.
Conclusão
O livro de Apocalipse, longe de ser um mero relato do fim de todas as coisas, é o resumo da magnífica história de Cristo e da Igreja. A compreensão mais profunda do livro passa, necessariamente, por esse entendimento. Tudo o que é dito e revelado tem relação com Cristo e a Igreja. Como prova, basta perceber que o fim do livro é o casamento, as Bodas do Cordeiro, quando Cristo Se unirá à Sua Noiva para receber o Reino eterno do nosso Deus no Milênio e, por fim, a descida da Nova Jerusalém.
Por tudo isso, nosso empenho e labor nos dias de hoje devem ser para que tenhamos parte na ressurreição de Cristo:
“Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.” | Apocalipse 20:6
Que Deus nos permita compreender a urgência de conhecermos estas palavras e de estarmos, naquele Dia, diante de Seu Trono de graça, como as primícias de Sua criação. Que Deus revele estas coisas em nosso coração!

1 Comentários
Gostei muito me edificou, obrigado
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