Não ameis o mundo (1 João 2:15)

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"Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele" 1 João 2:15.

 Introdução 

Em meados de 2013 me deparei considerando o perigo da idolatria e do mundanismo na vida cristã. Passei a perceber o quão sorrateiramente o diabo se infiltra em nossas vidas através das pequenas coisas deste mundo. Coisas que aparentemente não tem nada a ver, mas que no fim trazem morte e destruição para a vida de muitos irmãos.

Mais recentemente, em 2016, o Espírito Santo me levou a meditar no segundo capítulo da primeira carta de João. Nestas meditações pude perceber que os versículos 15 a 17 conseguem resumir muito bem as principais características do nosso amor ao mundo. Quando entendemos bem estas características (a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida) temos mais recursos para deixar de lado este mundo em prol do amor do nosso Pai. Este é o objetivo deste estudo: fugir das coisas deste mundo e buscar a verdadeira santidade para encontrar o amor de Deus.

Que o Espírito Santo nos revele estas coisas e que este estudo nos ajude a entender o que fez João Batista. Ele é o maior exemplo de guerra contra o mundo. Devemos aprender com João Batista para sair da cidade e servir a Deus nos desertos e nas florestas.

 Não ameis o mundo 

"Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele" 1 João 2:15.

Vivemos uma época onde a permissividade toma conta do pensamento cristão e isso acontece por culpa dos pastores que com o passar do tempo foram facilitando o discurso da salvação. É como se você fosse às denominações buscar o céu ao invés do inferno fumegante, onde tenho certeza, nenhum de nós deseja estar. É um desejo mesquinho e que não procede de Deus. Apenas desejamos salvar a nossa pele, nada mais. A salvação não é apenas uma questão de aceitar Jesus em sua vida. Não é bom 'aceitar' Jesus. O que nós deveríamos fazer é buscar o Senhor para que nós mesmos fôssemos aceitos por ele. Infelizmente ouvimos tantas mentiras que o nosso entendimento morto não consegue alcançar a realidade das escrituras. Jesus não nos ensinou a aceitá-lo, mas a segui-lo. É por isso que os cristãos do primeiro século eram chamados de povo do caminho. A nossa salvação é um trabalho árduo. Dia após dia devemos fazer morrer o velho homem para que Cristo viva em mim. Também é uma vida de comunhão, intercessão, renúncia e abnegação. Se vivemos essa realidade de Reino e saímos do controle da religião desta era, passamos a perceber todo tipo de atrocidade no meio cristão. O amor ao mundo é mais uma das facetas dessa religião morta.

Este versículo da primeira epístola de João nos mostra a seriedade que o Senhor coloca em relação ao objeto do nosso amor. O Espírito Santo não gosta de dividir espaço na nossa vida com ninguém, porque Deus é luz e nele não há treva nenhuma (1 João 1:5). Não existe possibilidade de servir a dois Senhores (Mateus 6:24). Ou servimos a Deus ou estaremos servindo à Mamom. Se vivemos nossa vida despreocupadamente e não fazemos valer a salvação que Deus nos preparou de antemão, então é certo que não servimos à justiça de Deus. Não existe meio termo. Se não servimos o Senhor, então estamos servido o príncipe deste século, que é o diabo.

O problema nesse pensamento é o nosso cotidiano. Constantemente gastamos as nossas energias naquilo que não convém. Como existem coisas que nos separam de Deus! Muitos jovens de hoje gastam suas vidas assistindo séries de televisão, por exemplo. Se eles soubessem quem está por trás daquelas séries certamente não gastariam tanto tempo com isso. Igualmente os desenhos da televisão tem se degradado a cada ano com personagens afeminados ou sem sexualidade definida. Mesmo o nosso trabalho pode se tornar um ídolo que impede o nosso amor ao Senhor. Devemos viver nessa terra como estrangeiros e peregrinos que somos, aguardando do alto a esperança da nossa redenção. Talvez assim nós consigamos, de fato, alcançar a ressurreição dos mortos.

"Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno" (1 João 5:19).

Uma coisa que devemos entender é que o mundo é tudo aquilo que não está compreendido no reino de Deus, que é espiritual. A única parte deste reino que podemos ver são os irmãos. Todo o resto que está neste mundo é sujo, vil e privado da glória de Deus. O príncipe deste mundo é o diabo e é ele que governa sobre aqueles que seguem para a destruição. Precisamos encucar esta verdade nas nossas mentes! Como é difícil esquecer das cebolas e das carnes do Egito!

Eu vejo pessoas gastando toda sua força e energia em coisas como uma carreira de sucesso ou com outras coisas deste mundo. A maioria destas pessoas se esqueceram que não somos daqui. Eles se esquecerem que toda esta terra perecerá e não sobrará coisa alguma que não seja lançada ao fogo. Enquanto amamos este mundo, perdemos o reino eterno e o amor do Pai e até a nossa salvação, porque sem santidade ninguém verá o Senhor.

 A concupiscência 

Uma das formas do diabo nos atrair é através da nossa concupiscência. Mas o que seria essa concupiscência? A concupiscência não é o pecado, mas é o que nos atrai para ele. É tudo aquilo que me atrai para cometer pecados. Todos nós possuímos desejos e cobiças específicas, que são as nossas concupiscências pessoais. É este desejo que nos atrai ao pecado.

É interessante entender este processo, pois podemos nos beneficiar destas coisas. Por exemplo, você sabia que não é pecado ser tentado? Não é pecado ser tentando, pois todos nós somos tentados todos os dias. Se a tentação fosse pecado até mesmo Jesus teria falhado em sua missão, pois o Espírito Santo o conduziu ao deserto para ser tentado pelo diabo. Mas Jesus venceu, porque foi tetando e não cometeu pecado algum e nem dolo foi encontrado em sua boca. Glória a Deus que nos ensina o caminho da santidade.

Ninguém peca sem uma origem. Podemos dizer que a nossa concupiscência é a origem do pecado, de onde ele emana. Há uma citação supostamente de Martinho Lutero que diz que “Você não pode impedir que um pássaro pouse em sua cabeça, mas, pode impedir que ele faça ninho”. Essa frase explica bem a diferença entre concupiscência e pecado. É impossível impedir que venham as tentações e pensamentos malignos, pois somos todos carnais. Mas é possível evitar que este pássaro crie morada em nossa cabeça, pensamentos e emoções.

Leia mais sobre o tema no texto: Cada um é tentado pela sua própria cobiça.

 Conclusão 

Para permanecer no amor do Pai devemos abrir mão de todo mundanismo. Somente quando abrimos mão do mundo é que podemos guardar os mandamentos, pois é impossível guardar a palavra de Deus quando estamos maculados pelo pecado. Irmão, não se engane. O diabo coloca todas as coisas de forma tal para nos engodar e enganar a fim de nos conduzir diretamente ao pecado. A sua ideia na maioria das vezes é tirar o nosso foco da única coisa que realmente importa, que é a nossa comunhão com o Senhor e levar a cabo o seu reino nesta terra. E tudo isso acontece na maioria das denominações! Não pense que estas palavras sobre o mundo são apenas para os que estão de fora, porque não são. Se pregamos para o de fora, falamos sobre a graça de Deus. Mas se falamos para os de dentro, falamos sobre a justiça e verdade que está em Cristo. Ele mesmo há de julgar todas as nossas obras no dia da vingança de Jeová.

O fim se aproxima rapidamente e todos quanto ouvirem estas poucas palavras de boa fé se voltarão a Deus e brilharão no fulgor da alvorada. Mas os cristãos que desprezarem a sabedoria, estes nada receberão além da uma porção do fogo eterno. O Senhor nos têm dado tempo para nos arrepender, mas quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? E a quem se apegou ao seu reto caminho? Vivemos e vivemos, mas continuamos mortos. O Senho tem para os seus um caminho elevado e uma vida além do que se vê. Ele mesmo resplandecerá em nossos corações, para que no dia do julgamento cheguemos confiadamente à sua presença, trajando vestes brancas e trazendo em nossas mãos os fruto do nosso trabalho. Maranata! Vem Senhor Jesus!


Não ameis o mundo - A concupiscência da carne
Não ameis o mundo - A soberba da vida

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