Jesus envia os doze (Marcos 6)

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"Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro; que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas" Marcos 6:7-9.

Ainda na sua terra Jesus começou a enviar os doze discípulos a pregar. O texto em que Jesus os envia nos mostra algumas coisas bem interessantes sobre o ide. No caso desse texto a maioria das instruções são bastante específicas para os discípulos, mas alguns princípios ainda podem ser observados em nossos dias.

 Enviados dois a dois 

A primeira característica que vemos no texto é que Jesus enviou os discípulos dois a dois. Esta é uma característica muita importante quando tratamos sobre companheirismo e mesmo sobre guerra espiritual. Não é bom que os servos de Jesus atuem sozinhos, pois podem cair em engano. O companheirismo é importante para que exista equilíbrio no ministério. Quando tratamos sobre guerra espiritual este princípio também é importante. O ide de Jesus não é um simples ir e falar de Deus e do arrependimento, mas um saque ao inferno. O evangelismo é a ponta da lança que atinge o diabo e por isso é claro que as hostes malignas se levantarão contra todos que se dispuserem a ir em nome do Senhor. Por isso é importante que sejam sempre dois, para que ambos se fortaleçam em Cristo. Este é um princípio válido até hoje.

 Enviados por Jesus 

"E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado" Atos 13:2.

Talvez a característica mais importante desse texto seja o chamado. Veja que o primeiro ato de Jesus foi enviar os doze. Eles não foram pregar a palavra de livre e espontânea vontade, mas foram incumbidos e direcionados por Deus. Esse é um princípio que, apesar de ter sido esquecido, é muito real ainda nos nossos dias. Aliás, muitos dos ditos homens de Deus do nosso tempo não foram chamados para o ministério. É por isso que existe tanta mescla e erro nas denominações.

Para ser chamado por Deus devemos primeiro conhecê-lo e depois nos colocar diante dele em oração, jejum e súplica para que do alto venha o nosso chamamento pelo Espírito Santo. Foi assim com Paulo, outrora Saulo, profundo conhecedor da lei que passou vários anos no deserto para só depois ser chamado por Deus para o ministério. Ele e Barnabé não só foram chamados, como foram chamados pelo poder do Espírito Santo. E não foram apenas separados como também foram enviados pelo Espírito Santo (Atos 13:4), que lhes indicou o caminho pelo qual deveriam seguir.

Glória seja dada a Deus que em tudo age soberanamente em todas as coisas! Ele é quem deve nos guiar nos mínimos detalhes, em todo o tempo e em todos os nossos caminhos.

 A autoridade sobre espíritos imundos 

Uma realidade do ide é o embate contra as castas espirituais do mal. Como já dito no texto, o evangelismo é a ponta da lança do evangelho. A palavra nos diz que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja do Senhor. E isto não foi dito à toa. Primeiro que nós, enquanto Igreja, devemos entender o nosso ide e nos levantar contra as portas do inferno para o saquear. Mas também devemos que compreender que estes espíritos malignos se levantarão contra nós. Eles, todavia, não prevalecerão. Aleluia!

Assim como Jesus concedeu aos discípulos autoridade sobre os espíritos malignos, também nós recebemos tal autoridade mediante Cristo Jesus. Quando falamos sobre o ide devemos entender que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados e potestades nas regiões espirituais. Se o Senhor lhe incumbiu do ide, saiba que a maior parte do que Deus fará se resume em sua santificação e oração antes de mesmo de dar o primeiro passo. A vitória do enviado de Deus não se resume em seus dons ou habilidades, mas no agir sobrenatural do Espírito Santo. É esse agir que devemos buscar em oração.

 Por que não devemos levar pão ou dinheiro? 

Se estamos sendo guiados por Deus, também por Deus seremos sustentados em todas as nossas necessidades. A nossa pouca fé deve sempre confiar na provisão que o Senhor nos dará em todo lugar que estivermos. Por isso foi dito: "digno é o trabalhador do seu salário" Lucas 10:7. A palavra não mente e não mudará. Se labutamos a causa do Senhor, então certamente ele mesmo nos sustentará em todas as coisas. Entretanto, dura é essa palavra para aqueles que dependem das coisas deste mundo! Essa é a vida que Deus requer daqueles que são chamados para cumprir o seu ide.

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