A batalha pela fé (Judas 3)

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"Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" Judas 3.

A carta de Judas é uma carta que faz guerra contra tudo que se levanta contra a essência pura e verdadeira do evangelho. Nela, Judas nos exorta a batalhar diligentemente pela fé que nos foi entregue em Cristo Jesus. A verdade é que o evangelho é puro e perfeito, mas muitas vezes ele é maculado pelas falácias dos homens, pelo pecado e pela concupiscência que nos corrompe. Entretanto, não devemos considerar estes erros como normais ou comuns. A vida do cristão deve ser uma guerra constante contra a carne, contra o diabo, contra o pecado e contra tudo que não é a vontade perfeita do nosso Deus. Isso independente de quem fala, faz ou erra, pois todos estamos sujeitos aos mesmos erros e pecados.

Devemos fazer guerra contra estes sistemas e, se necessário, faremos guerra mesmo contra pessoas, denominações, congregações, ou contra qualquer um que levante uma outra bandeira acima da glória e da majestade do nosso Deus. Lembrando que a nossa luta não é contra carne ou sangue e que, independente de quem pratica o pecado, ele deve ser abolido e expurgado do meio da comunhão dos irmãos. Não importa quem errou ou cometeu pecado, ele deve ser tratado e corrigido. Infelizmente existe uma grande proteção da privacidade dos pastores e, uma vez que estes caem no pecado, muitas vezes assim permanecem, pois são pastores que a si mesmos se apascentam. Devemos fazer guerra também contra estes tais. Permitir estas situações é concordar com a impiedade que se instalou na igreja ocidental.

"Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" Judas 4.

Judas, no versículo seguinte, começa a citar alguns exemplos contra os quais devemos fazer guerra (O livro, como um todo, exemplifica isso. A guerra pela fé é a base do livro como um todo).

O primeiro exemplo de Judas é relacionado aos ímpios que "transformaram em libertinagem a graça de nosso Deus". Quando ele fala sobre essa libertinagem ele está tentando dizer que devemos batalhar contra todos aqueles que deturpam o evangelho puro e simples revelado nas escrituras. Essa deturpação pode se basear em qualquer instância bíblica, mas principalmente nos princípios básicos e fundamentais da Igreja primitiva. Ele não está dizendo que devemos lutar contra um tipo específico de pessoa, mas que devemos batalhar contra todos aqueles que deturpam a graça pura do nosso Deus.

A libertinagem está relacionada a liberdade excessiva. Muitos acreditam que a graça de Deus se eleva ao ponto de permitir o pecado do homem. O pecado, para nós que já fomos salvos e remidos, deve ser um pequeno acidente na caminhada, se é que há de existir. Mas se o pecado tem domínio sobre nós, então certamente não andamos em Espírito. E quando isso acontece passamos a dar muitas explicações e a tentar racionalizar o nosso erro como se fosse possível saná-lo com as nossas falácias. Isso, infelizmente, é extremamente comum.

A verdade da palavra é pura, sensata e derradeira. Não existe meio termo na vida com Deus. Ou somos de Deus ou estamos entregues ao diabo. Se andamos em pecado, certamente não somos de Deus. Mas se o Espírito Santo enche a nossa vida o pecado não terá mais domínio sobre nós. O pecador deve se arrepender, limpar suas mãos e o seu coração para que encontre refúgio em Deus e seja por ele liberto.

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