Como Cristo, sendo filho de Deus, se tornou homem?

Fundamentos cristãos

O tema de hoje na sequência dos fundamentos cristãos é: Como Cristo, sendo Filho de Deus, se tornou homem? Como Deus, sendo eterno e tão grande, pôde caber em um homem? Como podemos entender algo tão grandioso? Veremos a realidade prática de como foi possível que isso acontecesse.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” | João 1:14

O Verbo, o Filho de Deus, se tornou homem ao se fazer carne, conforme nos ensina o texto do Evangelho de João. Sabemos que Cristo era o Verbo desde o início do mundo e que todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, mas, quando se fez carne, o Cristo eterno se tornou homem e Ele recebeu o nome de Jesus.

Ninguém nunca viu a Deus, mas Jesus, Seu Filho, O revelou ao mundo. Jesus é a luz de Deus sobre todos os homens, e essa luz resplandeceu sobre nós durante o tempo em que Ele habitou entre os homens. O próprio Deus eterno e imortal se fez carne. Jesus se desfez de Sua glória e de todo o Seu resplendor, diminuindo-Se até se tornar algo tão pequeno como um ser humano. Ele não veio em espírito, como pensam alguns, mas se encarnou, tornando-Se um homem como qualquer um de nós.

Também sabemos que Ele, ao vir em carne, possuía uma alma como todo homem:

“Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo” | Mateus 26:38

O Verbo se fez carne e viveu entre os mortais, de forma que conheceu todas as nossas dores, fraquezas, medos e tristezas. E, enquanto homem carnal, Jesus também conheceu nossos medos e angústias. Na verdade, Ele pode ter conhecido os medos e as angústias humanas muito mais do que nós, que somos originalmente homens. Pois Ele veio em carne e padeceu como malfeitor, sendo perfeito e sem pecado. Certamente, o Seu sofrimento e Sua angústia foram indizíveis. Ele conhecia o Seu destino e, por isso, temia ainda mais. Entretanto, em momento algum, Ele negou ou desistiu do Seu futuro certo: a cruz.

Por mais angustiante ou tenebroso que pudesse parecer, Jesus enfrentou a cruz sozinho e prevaleceu sobre a morte e sobre o inferno. É por isso que somente Ele é merecedor de todas as coisas, tanto celestes quanto terrenas, e é por isso que, ao nome de Jesus, se ajoelharão todos os homens, todas as hostes e todos os habitantes dos Céus, porque Ele é digno de receber toda glória e toda honra.

Ele não foi gerado por homem algum, mas por meio do poder milagroso do Espírito Santo. Vemos no Evangelho de Lucas que Maria, Sua mãe, recebeu a visita de um anjo que lhe disse sobre o que sucederia. Veja:

“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” | Lucas 1:35

Jesus não nasceu do desejo de homem algum, nem da vontade de carne alguma, mas nasceu do mover sobrenatural do Espírito Santo, que envolveu Maria com a Sua sombra. Também por isso Ele é chamado de Filho de Deus, pois certamente não é filho de homens, mas de Deus, que O gerou.

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