A parábola do grão de mostarda (Marcos 4)

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"Disse mais: A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o apresentaremos? É como um grão de mostarda, que, quando semeado, é a menor de todas as sementes sobre a terra; mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças e deita grandes ramos, a ponto de as aves do céu poderem aninhar-se à sua sombra" Marcos 4:30-32.

A parábola do grão de mostarda é uma parábola muito profunda e significativa. Ele fala (e podemos dizer que profetiza) da situação do Reino de Deus nesta terra. Para entendermos esta parábola, devemos ter essa primeira compreensão. Quando Marcos fala sobre o Reino de Deus, ele está falando sobre o local de governo de Deus nesta terra. Sabemos que Jesus veio trazer o Reino de Deus e o reino, por sua vez, é colocado em prática na vida diária da Igreja, o local onde Deus pode habitar e reinar nesta terra.

Este Reino, em sua natureza real e verdadeira, é semelhante a uma pequena semente, e crescida, germina sendo a maior das hortaliças. Assim é a natureza verdadeira da Igreja de Deus, uma grande hortaliça. Apesar de rica e cheia de vida, a natureza verdadeira da Igreja não é de uma grande árvore, mas de uma grande hortaliça.

É interessante percebermos a parábola no texto de Mateus, que é onde temos a verdadeira compreensão do que acontece com esta hortaliça. Veja: "[...] e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos" Mateus 13:32. A chave para entender este texto é entender que, apesar da natureza verdadeira da Igreja ser uma hortaliça, ela se fez uma grande árvore. No momento em que a Igreja se fez uma árvore ela 'deitou grandes ramos' permitindo que as aves do céu viessem aninhar-se nos seus ramos.

As aves do céu desta parábola, assim como na parábola do semeador, significam os espíritos malignos que vem roubar a palavra de Deus. No caso desta parábola Jesus nos dá a entender que estes espíritos malignos tomam lugar e espaço quando a Igreja foge da sua verdadeira forma e natureza, aninhando em seus longos ramos.

Hoje vemos que a Igreja se fez, como menciona esta palavra, uma grande árvore. Vemos grandes construções, grandes pastores, grandes mestres e músicos, mas pouco poder de Deus. Assim se cumpre a palavra de Jesus nesta parábola. Devemos buscar viver a real natureza da Igreja, uma grande hortaliça, onde as aves do céu não tem lugar nem direito algum nem encontram ramos para se aninhar. Onde Deus reina absoluto, pois é o Seu Reino apenas.

A serpente que enganou Eva é a mesma que tenta nos enganar. Veja: "Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo" 2 Corintios 11:3.

Damos lugar ao diabo quando a nossa pregação vai além da pureza e da simplicidade devidas a Cristo. Assim, a serpente nos engana quando a nossa vida de Igreja se torna complexa e cheia de religião. A vida verdadeira de Igreja é simples e pura sem necessidade de coisa alguma além do próprio Cristo, morto, mas ressurreto e que está à destra de Deus. Aleluia!

Não pense que esta crítica é para as grandes Igrejas apenas, essa é uma reflexão que devemos fazer para nosso próprio convívio como os irmãos em nossas comunidades. Será que estamos vivendo uma religião? Será que o que vivemos é uma mentira? Será que vivemos a plenitude do que Deus tem para nós?

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