Os que estão na carne não podem agradar a Deus (Romanos 8:8)

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"Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Rom. 8.8)

Não há como viver para Deus na carne pois nela não habita bem algum. Podemos, por nossos próprios meios, querer fazer o bem, mas não conseguimos efetuá-lo por causa do pecado que em nós habita (Rom. 7.18-20). A queda do homem no Jardim do Éden foi total. O homem estava morto em seus delitos e pecados (Efésios 2.1). Ninguém que está na carne pode agradar a Deus: "Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Rom. 8.8).

A carne não é sujeita à lei de Deus e nem pode ser (Rom. 8.3-7). Todos os que estavam debaixo da lei, estavam sob o domínio do pecado. O homem velho, a nossa natureza proveniente de Adão, a fábrica de pecados, foi desfeita. Destruída completamente naquela cruz. Jesus, na sua morte e ressurreição, nos livrou do nosso pecado e com o seu sangue nos perdoou de TODOS os nossos pecados. Agora, somos de Cristo e não podemos mais andar segundo a carne.

O que nos impulsiona a andar e agir na carne são os incentivos e propostas do mundo. Somos, a todo tempo, ministrados pelas obras do mundo: competitividade, prosperidade financeira, honra própria, “status”, reconhecimento. Todas essas coisas influenciam o nosso caráter e determinam nossas ações. E elas também nos distanciam do Senhor.

Certamente não podemos viver totalmente separados dos recursos do mundo. E a prosperidade financeira, por si só, não é um problema. A questão é saber responder onde está o nosso coração. Que nós vivemos no mundo, isso é uma realidade. Mas não devemos caminhar nos rudimentos que ele nos oferece:

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”. João 17:15.

Somos exortados a nos afastar do mal, ainda que vivamos no mundo. Isso é a base da santificação: ter um coração livre, bem posicionado para o agir de Deus.

Em 1 João, capítulo 2, versos 15-16, lemos: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”.

Interessante observarmos que a nossa atração com o mundo é bem explorada nesse texto. Afinal, “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”, resumem bem a nossa queda pelas aspirações terrenas, tais como lascívia, soberba, inveja e orgulho.

Todos esses sentimentos enredam, enlaçam e corrompem o homem. E todos atuam no âmbito da alma, no campo dos desejos, do querer, dos conceitos, das vontades. Uma vez atuantes na alma, eles enfraquecem o espírito. Quanto mais cheios de conceitos nós formos, quanto mais ricos em opiniões, mais fracos estaremos em espírito, e mais distantes seremos do Senhor.

Cristo, o próprio filho de Deus, nos deixou o exemplo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens" Filipenses 2:5-7. Esse deve ser o nosso exemplo. Nos esvaziar, nos livrar de nós mesmos e dos nossos próprios atos de justiça.

Ao agir dessa forma, nos tornamos vasos, recipientes vazios para que Cristo nos preencha. Só seremos úteis quando formos cheios da presença do Senhor. “Esvaziar-se”, na palavra lida, significa abrir mão da nossa própria vontade. E isso é um processo diário.

Às vezes tropeçamos, vacilamos, mas devemos prosseguir, tendo como alvo o Autor e Consumador de todas as coisas: Jesus! Ele e só Ele é o varão perfeito. A medida e a estatura exatas, o modelo da plenitude de Vida a ser seguido.

Portanto, livrando o nosso coração das sutilezas deste mundo, busquemos diariamente aquilo que é do alto, a sabedoria que não pode ser comprada: o conselho de Cristo para cada um de nós.

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