Ide e fazei discípulos de todas as nações (Mateus 28:19)

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"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" Mateus 28:19.

 Introdução 

Hoje a meditação é sobre fazer discípulos, uma das últimas ordenanças de Jesus antes de ser assunto aos Céus. Pode parecer simples, mas veremos como estas poucas palavras representam muito do engano que vivemos nos nossos dias. Que o Senhor possa nos revelar todas as coisas.

 Ide (Indo) 

A primeira palavra do versículo já nos direciona naquilo que Jesus está dizendo. A palavra traduzida por "ide" pode ser melhor interpretada como "indo". Isso porque, apesar de não haver um sentido claro no livro de Mateus, este versículo faz parte do mesmo diálogo que também é tratado em Lucas e Atos. Em Lucas Jesus concede instrução aos discípulos para que fiquem em Jerusalém até que do alto eles fossem revestidos de poder e em Atos Jesus complementa dizendo que eles seriam suas testemunhas tanto em Jerusalém como na Judéia e Samaria e até aos confins da terra. Aí então ele complementa dizendo: "Indo, portanto, fazei discípulos [...]". Se fôssemos organizar os textos ficaria mais ou menos assim:

"Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder" Lucas 24:49. "[...] mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra" Atos 1:8. "Indo, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" Mateus 28:19.

Este entendimento é importante no sentido de que faz com que o ato de fazer discípulos seja um resultado de levarmos o evangelho ao mundo por onde quer que andemos. Nós, que cremos no Senhor Jesus, devemos andar sempre baseados neste ide. Não se trata de um chamado específico para uma pessoa, mas o chamado para tantos quantos creem no Senhor Jesus. O ide significa que se estamos em Jerusalém, na Judeia, em Samaria, ou mesmo em Brasília, São Paulo ou Rio de Janeiro, então devemos fazer discípulos. Não importa o lugar, seu ministério ou chamado. A chave sempre foi fazer discípulos.

 Fazei discípulos 

Este tema pode parecer um pouco bobo, mas ele demonstra como o nosso evangelho está mundanizado. Veja, os ministérios de hoje não se importam em fazer discípulos. Se conhecemos algum homem de Deus o conhecemos pela pregação da palavra. Esta pregação é boa e bíblica, mas nós devemos fazer discípulos. O verdadeiro trabalho do ministro deveria ser trazer os irmãos à convivência do seu lar e os ensinar como fazia Jesus. Como pode alguém ensinar sem demonstrar o seu próprio fruto? Porque mesmo o Senhor Jesus, quando foi indagado por André, disse: "Vinde e vede" João 1:39. E ele mesmo passou o dia com estes primeiros discípulos. Porém a nossa carne deseja o púlpito e a glória que nele reside. Como deveríamos amar a convivência do lar! É lá que verdadeiramente testemunhamos o nome do Senhor.

Fazer discípulos não tem absolutamente nada a ver com realizar uma pregação no domingo. Fazer discípulos é mostrar o caminho por onde você já passou. Ensinar com cuidado e prática. É um trabalho árduo, mas que gera ainda mais fruto que qualquer pregação. A Igreja do Senhor não é lugar de pregação apenas, mas de cuidado e de pastoreio. Para servir o Senhor não precisamos ser, necessariamente, um bom pregador. Mesmo porque para ser um bom pregador é necessário possuir outros atributos além da vida fluída e viva de Deus. Para ser um bom pregador é necessário falar bem em público, ser aceito e bem aparentado. Isso tudo são bons atributos, mas que nada compõe além do nosso ego. E é por isso que precisamos tanto fazer discípulos. Quando fazermos discípulos nós podemos nos dar ao luxo de transmitir apenas a vida de Deus às pessoas. Não importa o quão bem eu falo e quais palavras de efeito eu utilizo. O que realmente importa é minha vida e testemunho. Importam meus dons espirituais e aquilo que Deus transformou em minha vida.

Não digo isso com o intuito de criticar a pregação da palavra nas denominações. Mesmo porque falaria de mim mesmo. Sou favorável, contanto que a palavra seja dita com verdade, sem medos e receios e que seja procedente do trono da graça de Deus. O problema reside no fato de que os pregadores normalmente não se encaixam nestes pontos que eu citei. E sendo o mais sincero possível, poucas foram as vezes em que eu pessoalmente me senti realmente tocado e transformado por essas pregações. Eu digo que vale mais um tempo de busca verdadeira no seu quarto do ouvir uma pregação que não venha diretamente do trono de Deus, como é o caso na maioria das vezes. Devemos buscar ouvir o que é bom para que a nossa alma se deleite com finos manjares. Tudo isto está disponível. Ao que tem sede, Ele dá de graça a água da vida.

 Siga-me 

"Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" Lucas 9:23.

A maior dificuldade em fazer discípulos é entender que devemos apenas mostrar o caminho e nada mais. Porém para mostrar este caminho é necessário primeiro trilhá-lo. Veja que todos nós somos primeiro discípulos de Jesus e estamos seguindo os seus passos até a cruz. O que é fazer discípulos além de mostrar as pessoas este caminho? A ideia é muito simples. Difícil mesmo é trilhar o caminho do Senhor. É por isso que não é mais interessante fazer discípulos.

E mesmo quando finalmente alguns decidem a seguir este caminha para fazer discípulos, percebemos que a maioria se perde em todo tipo de regra, perdendo a essência que é o exemplo e mostrar o caminho da cruz. Isso porque mesmo aqueles que dizem fazer discípulos o fazem segundo um modelo e uma fórmula estabelecida. Perde-se, então a essência de trilhar o caminho. Para fazer discípulos é necessário que primeiro trilhemos este caminho. E a nossa instrução para trilhar o caminho é a palavra de Deus e o seu santo Espírito unicamente.

Mas se não somos exemplo, como faremos discípulos? Se não temos frutos, como podemos ensinar sobre os frutos? Viver desta forma exige-nos tal vida verdadeira em Deus. Devemos trilhar verdadeiramente a vida de santidade, oração e dedicação ao Senhor. Devemos ensinar aquilo que vivemos e não aquilo que ouvimos ou aprendemos nos livros. O melhor ensino na vida cristã é o exemplo e não a pregação vazia. O que o mundo espera da Igreja não é mais uma doutrina revolucionária, senão a palavra que ouvimos desde o incio sendo praticada e vivenciada com a manifestação de poder da parte de Deus, que é a comprovação da vida que levamos. Porque se os apóstolos do Senhor testemunharam a vida de Deus na pessoa de Cristo Jesus eles o fizeram "[...] por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade" Hebreus 2:4.

Escolha seguir pessoas cheias do poder e da realidade do Espírito da Realidade. Escolha seguir pessoas que conhecem profundamente a palavra de Deus, mas mais ainda aqueles que conhecem e vivem piedosamente. E se não conhecem, mas vivem, melhor é do que conhecer e não viver. O Senhor não coloca sobre nós julgo demasiadamente pesado. Por isso vivamos a prática da palavra conforme o que o Senhor tem nos ensinado com simplicidade e conforme a medida de fé que Ele nos distribuiu através da graça do Espírito Santo. Visite as pessoas. O evangelho do Senhor não trata com a multidão, mas pessoalmente com cada um. Não precisamos fazer 10 mil discípulos, assim como Jesus não fez. Se tão somente ensinarmos doze homens o caminho da verdade, veja a diferença que poderíamos fazer neste mundo. Mas enquanto falamos às multidões permanecerá o fracasso e o mundanismo no meio das congregações.

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