A prova da fé (1 Pedro 1:7)

#Estudo #Esboço #Explicação #O que é #Comentário #Significado #Sermão #Pregação #Mensagem #Palavra #Meditação #Devocional #Catequese #Versículos #Bíblia #Evangelho #Evangélico #Evangélica #Cristão #Cristo #Jesus #Deus #Daniel #Sadraque #Mesaque #Abede-Nego #Fé #Babilônia #Prova #Fogo #Provação #Tentação #Perseguição #Espada #Morte #Carta #Epístola #1 Pedro

"Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" 1 Pedro 1:6-7.

 Introdução 

A verdadeira vida com Deus está longe de ser o parque de diversões que temos visto nos últimos anos na Igreja do Brasil. Devemos entender que quando nos dispomos a viver uma vida piedosa, certamente seremos contristados por muitas provações. Antes de falar sobre a prova da fé, propriamente dita, devemos entender que se não passamos por ela, certamente não somos filhos de Deus, mas bastardos, porque Deus repreende a quem ele ama.

Quando nos convertemos, e decidimos que vamos seguir o Senhor por toda nossa vida, nós nos deparemos com uma escolha. O crente precisa escolher desde muito cedo na vida com Deus se vai viver uma vida piedosa e pura ou se viverá descuidadamente. Caso ele escolha viver piedosamente, ele certamente será provado e apurado pelo fogo ainda em vida, mas se escolher viver uma vida descuidada e desregrada, ele será alvejado e tratado por Deus no futuro. Devemos fazer essa escolha e basear nossa vida nesta escolha fundamental.
 A prova da fé 

O primeiro ponto, como dito, é a decisão de viver piamente. Um grande exemplo acerca dessa decisão que vemos nas escrituras é o exemplo de Daniel. No texto de Daniel lemos que ele "resolveu, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia" Daniel 1:8. Se fôssemos trazer este exemplo para o nosso tempo, certamente deveríamos percebemos como o mundo nos dá todos os alimentos para nos fazer amoldar aos padrões desta "babilônia". Se naquele tempo o que definia quem eles eram era 'a comida que eles comiam', hoje esse alimento pode ser muito mais sutil do que imaginamos. O diabo passou a nos oferecer coisas que, aparentemente não são imundas, mas definem a nossa forma de pensar e a forma como agimos.

Se você pensar bem beber o vinho do Rei e comer suas iguarias não é pecado, assim como muitas das coisas que fazemos não é. Entretanto, assim como as iguarias e o vinho do Rei, estas coisas definem quem nós somos. Talvez não em conceitos, mas em natureza. E isso, na maioria das vezes é imperceptível.

Talvez a pergunta que faremos a seguir é o que são as iguarias dos nossos dias. A resposta não é perceber as iguarias, mas aquilo que não é mundano. Assim, podemos dizer que tudo aquilo que não é o Pão da vida que desceu do céu, trata-se de alimento desta babilônia espiritual. Mesmo coisas que podemos considerar como 'santificadas' podem ser usadas para nos encher de conceitos e nos tirar da santidade do Senhor. Por isso devemos ter muita sobriedade para considerar bem o nosso caminho para assim não sermos achados no engano do diabo.

Quando finalmente levamos nossa decisão a sério, a ponto de colocar nossa vida em risco para manter nossa palavra, aí sim é quando a nossa fé começa a ser provada. E a forma como o Senhor escolha para provar nossa fé é o fogo. Também no livro de Daniel, no capítulo 3, nós temos o exemplo perfeito e literal dessa situação. O livro conta que os companheiros de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram levados diante de uma estátua de ouro que o rei Nabucodonosor havia feito e foram obrigados a se prostrarem ante a imagem para adorá-la. Este capítulo também conta que todos que não se curvassem seriam lançados na fornalha ardente (Daniel 3:16-27).

Mas estes homens tinham tanta certeza de sua fé que eles não se abateram e não se curvaram ante a estátua de Nabucodonosor, mesmo com o perigo da morte certa. Por isso foram lançados vivos dentro da fornalha de fogo. Assim também acontece conosco. Quando decidimos viver uma vida contra tudo que se diz babilônia (e veja que aqui a religião cristã também está inclusa), certamente seremos lançados na fornalha de fogo.

Na nossa vida cotidiana isso significa que podemos ter vários tipos de provação. Podemos sofrer com a perseguição física, com a perseguição espiritual ou com a guerra contra a carne e contra as nossas concupiscências. Veja que o fogo vem para provar a nossa fé, mas também para nos limpar e purificar.

Nestes momentos de provação a única certeza que podemos ter é que o Senhor está conosco. Quando Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram lançados na fornalha, Nabucodonosor olhou e não viu três homens, mas quatro. E o quarto homem era semelhante ao filho dos deuses (Daniel 3:24-25). Esse, certamente, era o Senhor se fazendo presente com tantos quantos se dispõe a levar a sua fé até as últimas consequências. Quando o Senhor está conosco não há provação ou fogo que sejam suficientes para destruir a nossa vida. Glória a Deus que está conosco durante a provação!

 Guardar a fé 

Quando passamos por estas provações, dificuldades, guerras ou lutas talvez a única coisa com que devemos nos preocupar é com a nossa fé. Paulo quando escreveu a Timóteo, disse a seguinte frase: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a " 2 Timóteo 4:7. A suma da nossa carreira e da vida de lutas que temos debaixo do céu é a nossa fé. Essa fé é provada e também gerada através das nossas experiências, e é o que devemos guardar como a melhor parte da nossa mísera vida pecadora nesta terra. É a fé que irá nos propicia estar para sempre com o Senhor, pois a salvação é pela fé e não por obras. Assim, nós devemos guardar sempre a fé quando passamos por estes momentos.

Em momentos de provação várias coisas vem a nossa mente, mas se nos atentamos apenas a nossa fé, então seremos inabaláveis. Veja o exemplo de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles seriam lançados na fornalha de fogo, mas ainda assim não negaram a sua fé. Eles sabiam que se Deus quisesse Ele poderia livrá-los da mão de Nabucodonosor, como Ele o fez, mas que se não fosse o caso, eles morreriam servindo o Deus do Céu e da Terra e morreriam com a dignidade de servos desse Deus. É essa a fé que devemos guardar. Quando guardamos essa fé, nem mesmo a morte pode nos abalar. Que o Senhor gere mais dessa fé em nossos corações.

Comentários