O homem da mão ressequida (Marcos 3)

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Leitura: Marcos 3:1-6; Apocalipse 2:13

“Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio” Marcos 1:4.

Nesta passagem Jesus, como era do seu costume, vai a uma sinagoga para ensinar. Este era um costume de Jesus, como menciona o texto: “De novo”. O livro de Lucas fala que durante a noite jesus orava e nas manhãs ia ao templo ensinar (leia mais na medição A vida de Oração de Jesus), portanto vemos que essa prática de ensinar nas sinagogas era comum para Jesus.

Entretanto nesse dia havia ali um homem que tinha uma das mãos resquiadas e, por se tratar de um sábado, os judeus estavam observando Jesus para ver se ele o curaria (pois não se praticava medicina nos sábados, a não ser em caso de vida ou morte).

Mas Jesus, vendo seu intento, perguntou aos fariseus: “É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la? Mas eles ficaram em silêncio” Marcos 1:4.

É interessante como os fariseus se preocupavam mais com a forma do que com a salvação daquele homem. Mas Jesus conhecia o intento do coração deles. Como lemos no último estudo do capítulo 2, o sábado foi criado por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. Por isso mais valia a Jesus salvar aquele homem e curar sua enfermidade, do que se preocupar com a doutrina sabática. Pra serve a lei se não para o bem do homem? Mas os fariseus não se preocupavam com isso. Mais valia guardar o sábado do que fazer o bem ao seu próximo.

E pior ainda. O coração deles estava cheio de inveja e ira, pois mesmo vendo Jesus curar aquele homem, eles saindo daquele lugar passaram a buscar uma forma para assassinar a Jesus. Veja, infelizmente eles eram maus e não tiveram discernimento para perceber que o filho de Deus estava ali, mas temos que perceber que essa é exatamente a nossa situação em muitas situações.

A religião, infelizmente, é mau do homem. Por mais que fujamos dela, ela nos persegue. E quanto mais espaço damos, mais ela nos domina. E domina a ponto de negarmos a bondade e o favor de Deus, como fizeram estes fariseus.

Veja que, para vencer essa religião nos dias de hoje, só existe uma solução definitiva: precisamos viver, incisivamente, de acordo com o que a palavra nos diz. Talvez isso soe simplista, mas não é.

Por exemplo, a palavra fala que há um só corpo em Cristo, mas na prática vemos várias denominações brigando e se engalfinhando buscando mais adeptos para praticarem suas doutrinas. Efésios também nos mostra que há um só batismo e, mais uma vez, nos atemos às formas e brigamos sobre qual a melhor forma de batizar. Tópicos fundamentais da vida cristã não são discutidos, pois não há interesse de que as pessoas questionem os 'fundamentos' da religião vigente. Qualquer verdade bíblica que não se encaixe nesse sistema é esquecida ou ignorada. Quando fazemos isso caímos, mais uma vez, na armadilha da religião.

Um ótimo exemplo de como devemos agir é citado na carta à igreja em Pérgamo: “Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” Apocalipse 2:13.

Neste texto eu gostaria de chamar atenção a este personagem Antipas. Ninguém sabe, ao certo, quem foi Antipas. Nem mesmo se foi alguém verdadeiro ou uma pessoa fictícia. O significado da palavra, entretanto, pode nos ajudar a compreender a sua citação. Antipas significa “contra tudo e contra todos”.

É assim que devemos ser. Buscar a verdade da palavra, abstendo dos nossos paradigmas doutrinários, e, se necessário, ir contra tudo e contra todos. Assim acharemos o Senhor.

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