João Batista, a voz que clama (Marcos 1)

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“Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” Marcos 1:2-3.

Leitura: Marcos 1:2-6

João Batista foi um homem muito interessante. Ele foi o último profeta do Antigo Testamento e teve a oportunidade de ver com seus próprios olhos a salvação que Deus preparou para Israel. O profeta Isaías profetizou sobre sua vinda, conforme mencionado no texto acima. Ele é esta voz que clamava no deserto.

O serviço de João resumia-se em preparar o caminho do Messias endireitando as veredas do povo para o receberem como o Messias que é. É bom lembrar o contexto em que o povo de Deus estava inserido aqui. Já haviam muitos séculos que Deus não falava ao povo e, por isso, foi preciso que o Senhor enviasse João Batista pregando sobre o arrependimento e o batismo nas águas, preparando assim, o coração das pessoas para receberem Jesus.

Muito interessante ver que João, apesar de ser de família sacerdotal e de gozar de todas as regalias sacerdotais, não fazia uso delas. Ele, entretanto, escolheu viver nos desertos e nos lugares áridos. Nessa época a religião judaica já estava totalmente corrompida e longe do caminho do Senhor e por isso foi necessário que João iniciasse sua pregação longe dos centros religiosos da época fugindo da influência da cultura humana e da religião.

“[...] apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1:4).

A pregação de João Batista era bem simples, apesar de ser um divisor de águas. Ele pregava o batismo de arrependimento que, simplificadamente, significa o sepultamento do velho homem. Assim o homem pode nascer de novo surgindo uma nova criatura. O arrependimento é a mudança completa de atitude, mente e de coração. Significa que aquele povo, que estava afastado de Deus e sem esperança, volta-se para Ele, através do batismo, e pode aguardar a esperança da salvação do Messias.

“As vestes de João eram feitas de pelos de camelo; ele trazia um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre” (Marcos 1:6).

Aqui vemos a realidade de João. Ele certamente não era um homem agradável à vista! Mas vemos um principio espiritual atuante aqui. Fugindo da realidade religiosa caída que era vigente em Israel, João, por mais estranho que fosse, escolhe viver nos desertos e comer gafanhotos e mel silvestre. É interessante perceber que Deus não escolhe os centros teológicos para se manifestar. Pelo contrário! Ele escolhe as coisas loucas deste mundo para confundir as que são sábias.

Jesus poderia ter nascido num palácio em Belém, mas nasceu em uma estrebaria. Um lugar totalmente desagradável mesmo para os padrões daquela época. Assim como era João Batista, estranho para o seu mundo, que pregava no deserto e comia gafanhotos. Ele certamente era alguém fora dos padrões da época. Além disso os religiosos deveriam taxá-lo de louco.

Estes exemplos nos mostram que devemos rever nossos princípios em nossa caminhada com Deus. Onde estamos procurando por Jesus? Será que vamos à Jerusalém, enquanto Jesus está nascendo em Belém? Será que esquecemos da estrela que vai a nossa frente? Será que esperamos que Jesus nasça nos hospitais mais caros, enquanto está nascendo em uma estrebaria pobre e imunda?

Estamos buscando nos lugares corretos? Será que estamos buscando o Senhor nos palácios enquanto João prega o batismo de arrependimento nos desertos? Será que estamos desfrutando de muitas delícias enquanto João come gafanhotos e mel silvestre? Será que a nossa vida realmente segue o objetivo real e definitivo: A vinda do Rei da Glória?

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