Blasfêmia contra o Espírito (Marcos 3)

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“Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” Marcos 3:29.

Leitura: Marcos 3:20-30; Apocalipse 20:4; 1 Coríntios 3:15; 1 Tessalonicenses 5:21.

 Blasfêmia contra o Espírito 

Nesta passagem de Marcos Jesus volta para sua casa depois de ter ido ao mar e curado muitas pessoas (3:7). Depois, também, de haver escolhido os doze apóstolos (3:14). E a multidão que o seguia era tal que ele nem conseguia comer (3:20). Aqui seus parentes (ou amigos) ficaram preocupados e queriam prendê-lo. Mas eles não queriam prendê-lo de forma a entregá-lo às autoridades. A tradução para esta palavra pode ser tomá-lo, talvez para tirá-lo do meio de tamanha multidão.

Nessa multidão haviam alguns escribas vindos de Jerusalém que blasfemavam a obra de Jesus. Eles acusavam Jesus de expulsar os demônios pelo poder de Belzebu (3:22). Esta palavra é usada para se referenciar ao príncipe dos demônios. Há muita discussão sobre o significado exato da palavra Belzebu, mas o que precisamos saber é que trata-se do poder do maligno. Os escribas acusavam Jesus de agir não pelo poder de Deus, mas pelo poder do diabo.

Eles estavam blasfemando contra a obra e o poder de Deus que eram atuantes na vida e nas obras de Jesus. E por isso Jesus disse:

“Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos do homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” Marcos 3:28-29.

Muitas pessoas têm dúvidas quanto ao que significa esse pecado contra o Espírito Santo. E a maioria erra por não conhecer passagens como essa das escrituras sagradas. O pecado contra o Espírito Santo é exatamente o que estes escribas insensatos fizeram ao verem as obras de Jesus. Eles julgaram que Jesus curava pelo poder do diabo e não pela glória do Espírito Santo. Essa é uma blasfêmia irreversível e não há perdão para aqueles que cometem tal coisa.

Trazendo essa lição para os nossos dias, percebemos que isso é tão comum e corriqueiro que infelizmente passa desapercebido para nossa percepção. É comum que irmãos de certa denominação acuse outros irmãos de outra denominação (mesmo que em zombaria). É comum julgar a obra alheia como sendo ou não a obra de Deus, como se tivéssemos a capacidade de julgar. Quando determinamos que algo é ou não de Deus, e consequentemente, determinamos que é ou não do diabo (visto que não há outra possibilidade) estamos nos colocando na posição de juízes e podemos cair no erro de blasfemar a obra de Deus.

O julgamento, nas escrituras sagradas, não cabe a Igreja. O julgamento cabe apenas a Deus e àqueles a quem foi dada autoridade de julgar [e em tempo oportuno] (Apocalipse 20:4a). Não devemos julgar quem quer que seja. Quando estabelecemos o nosso próprio julgamento nos colocamos como aptos e completamente aperfeiçoados, o que não somos, de maneira nenhuma! E ainda não compreendemos a vontade de Deus sobre a terra, pois não é chegado ainda o tempo do julgamento de todas as coisas. Se cremos no poder de Deus, sabemos que chegará o tempo em que Deus julgará a obra de cada um; e, aquele que tiver sua obra queimada, sofrerá dano (1 Coríntios 3:15).

 Afinal, o que devemos fazer? 

“Observai todas as coisas; retende o que é bom” 1 Tessalonicenses 5:21.

Essa palavra resume o que devemos fazer. Outra tradução diz: “ponde tudo à prova”. Devemos provar todas as coisas à luz das escrituras e reter o que é bom. O que é mal devemos ignorar e esquecer. Nós nos preocupamos muito com a obra das outras pessoas, mas devemos nos atentar a nossa própria vida e obra. Não devemos olhar para o lado, mas para o alto, e fixar toda a nossa atenção na rocha eterna.

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