O endemoninhado de Cafarnaum (Marcos 1)

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“Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai desse homem. Então, o espírito imundo, agitando-o violentamente e bradando em alta voz, saiu dele” Marcos 1:25-26.

Leitura: Marcos 1:21-28; Efésios 4:15; 1 Coríntios 2:14; Tiago 4:7.

No estudo anterior, vimos como Jesus chamara seus discípulos e eles, largando seus afazeres, seguiram-no. Hoje, veremos uma passagem em que Jesus cura um endemoninhado em Cafarnaum.

Na passagem, Jesus vai a uma sinagoga no dia de sábado e passa a ensinar aos que ali estavam. O que chama atenção, nesse texto, é que Jesus, diferente dos escribas, ensinava com autoridade (1:22). Esse é um detalhe muito peculiar, que nos mostra como Jesus fazia diferença e se destacava, pelo poder do Espírito, por onde passava. As pessoas estavam acostumadas a ouvir os ensinamentos dos escribas e fariseus, mas foram tocadas pela autoridade com que Jesus lhes falou.

Muitas vezes, o cristianismo é como o judaísmo, cheio de ensinos mortos e sem autoridade. Mas, quando nos enchemos do Espírito e nos colocamos à disposição de Deus, passamos a falar com autoridade. Devemos buscar a vontade do Pai para a nossa vida, para que, assim, falemos com autoridade e não como os escribas.

Enquanto ensinava, um homem se levantou, dentre os que ali estavam, com um espírito imundo. Devemos prestar bastante atenção nessa parte do texto: o homem estava ali entre as pessoas na sinagoga. Se fôssemos estabelecer uma comparação, as sinagogas seriam as igrejas na época de Jesus. Isso significa que, embora aquele fosse um local onde se lia a lei e buscavam o conhecimento de Deus, era um lugar suscetível à influência do diabo. Da mesma forma, hoje, também vemos a influência de espíritos malignos na religião que se tornou o cristianismo. Devemos nos atentar para não cair no engano dos homens, antes, devemos buscar a Verdade em amor (Efésios 4:15).

Não bastasse ensinar com autoridade, Jesus também colocava essa autoridade em prática. Assim que aquele homem ficou possesso do espírito maligno, Jesus ergueu sua voz e disse: “[...] Cala-te, e sai dele” (1:25). Poucas palavras, mas suficientes para que aquele espírito maligno fosse expelido. Quando estamos cheios do Espírito Santo a autoridade espiritual é algo natural. Jesus não expeliu aquele espírito imundo por ser o filho de Deus (apesar de ter essa autoridade ele se fez homem), mas porque constantemente deixava as pessoas para estar sozinho e buscar o Senhor em oração (leia o texto sobre a Vida de Oração de Jesus). Pois para resistir ao diabo, temos, antes disto, que nos sujeitarmos a Deus (Tiago 4:7).

O Senhor caminhava e andava com a autoridade de Deus através do Espírito Santo. Ele era um homem de oração, e momentos como esse, apesar de incomuns para aqueles homens, eram naturais para alguém que caminhava dessa forma. Ao verem o que se passava, esses homens se admiraram e questionaram entre si: “Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” (1:27). É interessante que a mente humana, que não pode explicar as coisas espirituais, sempre busque uma explicação razoável para entender a obra de Deus. Não é de hoje que os homens tentam entender o Senhor com doutrinas. Mas esse não é o caminho. Até hoje tentamos explicar muitas coisas, mas o que é espiritual se discerne espiritualmente (1 Coríntios 2:14). Aquele que é sábio, aos olhos do mundo, continuará cego, por mais que veja. Enquanto isso, aquele que é simples como uma criança, habitará seguro no Reino do Senhor. Não sejamos sábios aos nossos olhos. O Senhor é um Deus vivo e que deseja nossa comunhão. Isso basta.

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